Quem "prova" o gosto que tem dirigir um veículo 4 x 4 com reduzida por um terreno provavelmente intransitável dificilmente esquece e é fisgado por esse sentimento, acaba fazendo "das tripas coração" para participar de eventos ou simplesmente sair estrada afora pilotando o seu 4 x 4 ou na carona de amigos como acaba sendo o começo da maioria e foi o meu também, quando fui de carona na Travessia do Taim a alguns anos atrás, para já no próximo ano participar com o meu primeiro veiculo 4x4, uma rural Capelinha ou bicuda ano 51. Daí para cá foram inúmeros 4 x 4, arrumando os veículos, acertando como eu acho que seria o ideal, utilizando e trocando novamente, suzukis/samurais e vitaras, duas rural e uma f 75, chegando na lenda Land Rover que cuido com um pouco mais de zelo mas quando a "patroa" vai junto é com ele que vamos, por ter um pouco mais de certeza que iremos e voltaremos, pela robustez do veículo e porque não o conforto.
Ultimamente tenho utilizado a f 75 verde e foi o que fiz ao ir aqui ao lado de Novo Hamburgo na 1ª Trilha de Portão. Fomos sem pretensão alguma pois a idéia era passar o dia ao ar livre, comendo um churrasco, tomando um "arzinho" em contato com a natureza, descansando ou melhor cansando o corpo e descansando a mente pois é o que acontece quando saímos. Mas quem é que consegue ficar olhando um barro de "resteva de arroz" e não se joga para ver até onde vai a força do seu veículo?
Andamos um pouco pela manhã, almoçamos, e praticamente todos foram "pro barro", pois para quem tem esse espírito jeepeiro acaba às vezes sendo mais forte do que comer um churrasco.
Mas a trilha estava bem forte mesmo, pesada, com um barro que caso atola-se dificilmente sairia fácil, ocasionando algumas quebras pois alguns exigiam mais do que o seu veículo pode agüentar, pois todos tem um limite, e eu achei o meu também. Consegui dar uma plantada que mesmo com a ajuda dos amigos que não arredaram o pé nem um instante de onde eu me encontrava, e isso é uma das coisas boas que vemos nesse meio, as vezes nem conhecemos o jeepeiro, como foi o caso de alguns que não me conheciam praticamente, mas conheciam os meus amigos que estavam juntos e se eu sou amigo dos amigos deles então também sou amigo deles e eles meus, é um negócio meio confuso mas o que importa é a união que acontece entre pessoas que pouco se conhecem para que todas juntas atinjam o objetivo único que é passar pro outro lado, não importando o que tem do lado de lá mas tem que passar pra lá, e desta vez não poderia deixar de agradecer aos que manifestaram essa solidaridade/amizade/derramaram o seu suor pois o sol estava castigando, tudo para ajudar, muito obrigado!!
Isso acontece com freqüência nesses meios dos jeep's, pessoas se prontificando para ajudar o próximo, imaginem se isso fosse levado para o nosso dia a dia , a vida de todos melhoraria imensamente... Ajudar e ser ajudado na dificuldade , tem coisa melhor? Pode ter... mas que a sensação sentida por todos é confortante sim!! Imaginem isso na vida de cada um em um momento de dificuldade onde vemos uma mão amiga sendo estendida, é o máximo!!
Somente com a chegada de um “trator dos bons”, mesmo com o conhecimento do tratorista pilotando o veículo puxando não saiu, somente levantando a f 75 com o hidráulico do trator é que conseguimos finalmente depois de umas longas horas tentando puxar sem sucesso.
Pois é, infelizmente já está tarde da noite e amanhã é outro dia, deixo meus agradecimentos aos “Marvados” que propiciaram esta trilha e na sexta próxima tem mais, na trilha noturna de Picada Café que é imperdível...até lá!!!