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Parapente em Santa Catarina 2
O instrutor de parapente Rodrigo Chagas Rosa, 23 anos, pratica vôo livre há oito anos e há cinco dá aulas de parapente em Florianópolis, SC. Ele conta como são as aulas, os medos dos alunos e os procedimentos para quem quer voar.

Rodrigo começou a praticar vôo livre com asa delta, em 1993. Na época, o esporte surgiu naturalmente para ele, pois já tinha na famíla um tio que praticava e dava aulas. Quando começou, aos 15 anos, era o mais novo praticante do Brasil. Hoje em dia, a idade mínima para se começar é aos 18 anos.

Com o tempo, trocou de asa delta para parapente. "Parapente sempre foi uma coisa bem mais fácil: é mais fácil voar, pousar, decolar, pois tem menos velocidade. Uma asa delta pode chegar a 70 ou 80 km/h, mas o parapente atinge no máximo 50 ou 60 km/h. Também por sua praticidade, o parapente começou a dominar mais o mercado. "Para voar de parapente, é só colocar a mochila nas costas e ir de moto ou ônibus, mas asa delta sempre é preciso um carro", afirma ele. "Além disso", o tempo de montagem é maior na asa delta: são 30 minutos contra 5 ou 10 do parapente", diz.

Do convívio com o tio à instrução foi um passo. Eles começaram juntos e há cinco anos que Rodrigo já ensina as técnicas que aprendeu no curso Icaro de Parapente. "É muita responsabilidade ser instrutor", diz ele, pois você está lidando com a vida dos outros e precisa fazer tudo certo, para não colocoar em risco a vida dos alunos". Segundo ele, apesar do parapente ser um esporte de risco, como todo vôo livre, o parapente é, na verdade, bem simples. "Fazendo tudo dentro dos limites, se faz com mais segurança", explica.

Ele conta que a maior dificuldade dos seus alunos é superar o medo da altura, mas mesmo esse problema é bem resolvido. "É normal sentir medo e isso já vai sendo trabalhado durante as aulas", explica ele. Rodrigo começa dando aulas nas dunas e subindo gradativamente. "Quando chega a hora de voar de cima do morro, o aluno se dá conta que já perdeu quase todo o medo". E o primeiro vôo, chamado de "prego", nada mais é do que um vôo direto para o pouso, em direção ao solo.

O próprio instrutor conta que quando começou a praticar, sentia medo de voar. Ele ficava torcendo para que o tempo estivesse ruim para que não pudesse haver vôo! "Agora eu estou tão acostumado que já não sinto nada", afirma, e aproveita para curtir o visual lá de cima.

Para quem quer começar a praticar, Rodrigo recomenda primeiro fazer um vôo duplo. "Para ver como é", diz ele". Isso ajuda a saber se é aquilo mesmo que a pessoa quer e também a medir o próprio medo. "Depois, o negócio é fazer um curso, para poder voar sozinho, sem instrutor".

Colaboração:
Rodrigo Chagas Rosa, 23 anos, instrutor de parapente
Florianópolis - SC

Informações:
Curso Icaro de Parapente
Endereço: Servidão João Batista Pires, 1050 - Campeche - SC
Fone: (48) 237-9095 ou 9997-4939
HP: www.cursoicaro.hpg.com.br
E-mail: cursoicaro@ieg.com.br
com Rodrigo

Fonte: Rodrigo Chagas
Cidade: Florianópolis-SC
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Publicado: Rafael Franca da Silva
DATA: 11/01/2001 <%insert_data_here%>

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