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Inúmeros são as manobras existentes no modelismo. A variação é grande também em função das modalidades de competição. Algumas das mais conhecidas são o vôo em faca, o snap-roll, o vôo de dorso, oito cubano, o torque roll, entre outras.
O vôo em faca é o vôo em que o avião voe de lado. "Imagine que você gire o avião de lado para você", diz Anderson Augusto Martins, do Clube de Aeromodelismo de Florianópolis. No snap-roll, a manobra deve ser realizada sempre no eixo da linha de vôo, seja subindo ou descendo, e ao final do ponto máximo de subida ou descida, aciona-se o profundor.
"Imagine que o avião inicia um subida vertical(esse é snap vertical) e quando o avião chega ao ponto máximo de subida, é acionado o profundor, fazendo com que o avião inicie uma descida. Para entender melhor, profundor é o comando que permite o avião subir ou descer quando se voa nivelado.
Anderson Augusto Martins, do clube de Modelismo de Florianópolis (RCFL)
conta que o vôo de dorso e o oito cubano são suas preferidas. "O vôo de dorso consiste em fazer com que o avião voe de cabeça para baixo(com as rodas para cima)", explica. Já o oito cubano, seria uma manobra em que o avião executa o contorno de um oito em pleno ar.
Mas há uma que ele ainda não aprendeu a gostaria muito de fazer, o o torque roll. "Mas para essa manobra, deve haver um modelo ideal, com motorização específica", diz ele. O torque roll é a manobra aonde o avião se sustenta no motor na vertical, chegando a encostar a cauda no chão. "Esta manobra é de extrema beleza pela habilidade que o piloto deve ter", afirma ele.
Para fazer essas manobras, é necessário não apenas técnicas específicas, mas muito treino. "Primeiro de tudo você deve ter um bom instrutor, pois manobras mais avançadas necessitam de uma boa instrução", afirma Anderson. "As mais fáceis você mesmo irá descobrindo com a confiança em seu equipamento".
O ponto principal é conhecer seu equipamento, saber o que seu modelo pode suportar, em que a combinação de comandos resulta. Ele salienta que é preciso ter um bom conhecimento de aerodinâmica. Só assim o modelista terá controle sobre seu aparelho e poderá fazer as mais variadas manobras.
Colaboração:
Anderson Augusto Martins, 28 anos, aeromodelista
RCFL - Clube de Aeromodelismo de Florianópolis
www.rcfl.com.br
Fonte:
Anderson Augusto Martins Cidade:
Florianópolis-SC Fotos: Nando Griesang Publicado: Rafael Franca da Silva DATA: 14/03/2001
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