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A Surucucu-De-Fogo Queima?
Uma das maiores espécies de serpentes peçonhentas do mundo e a maior das Américas, a Surucucu (Lachesis muta) é conhecida normalmente como "surucucu-pico-de-jaca"

devido ao formato de sua escama ser muito parecido ao da fruta jaca.

Mas elas também são conhecidas como "surucucu-de-fogo". O nome é uma referência dada pelos seringueiros à esta espécie que apesar de ter um comportamento não agressivo, quanto comparado às outras espécies, é muito temida.

Uma das características da cabeça das Lachesisé o tamanho de sua fosseta loreal (FOTO Lachesis muta muta, em nossa galeria de fotos).



São serpentes que vivem em regiões de floresta fechada onde a percepção de calor é dificultada devido à umidade e o calor natural e, evolutivamente, desenvolveram um orifício maior para, possivelmente, captar com mais precisão as ondas de calor emitidas pelos animais de que se alimenta (homeotérmicos, antigamente conhecidos como "animais de sangue quente"), principalmente roedores que caminham pelo solo da floresta á noite.

Tendo uma capacidade de percepção de calor mais apurada o nome "surucucu-de-fogo" passa a ter uma explicação mais aceitável dentro do vasto universo que envolve o relacionamento entre o homem e a serpente, que contribui de maneira espantosa para a criação e a cultura de diversas lendas e crendices.

Os seringueiros, homens que vivem da extração da seiva da seringueira cujo látex é usado como matéria prima da borracha natural, embrenham-se nas florestas onde passam várias horas do dia cortando o córtex das árvores (a camada mais externa do caule).

Este trabalho começa cedinho e termina somente ao escurecer. Os seringueiros, em sua grande maioria, são pessoas simples que vivem em regiões remotas onde a aquisição de pilhas e faroletes é difícil.

Carregam lamparinas à óleo que acendem na mata quando começa a escuridão.

Aparatos de iluminação como este, onde a chama da queima do óleo é a fonte de luz, geram um relativo e "periogoso" foco de aquecimento pois a chama fica abrigada numa caixa de vidro que deixa passar a luz... mas armazena calor.

Em muitas destas milhares de caminhadas pela escuridão da floresta quantos encontros devem ter ocorrido entre o seringueiro, e sua lamparina-de-fogo, e a surucucu em busca de seu alimento.

Se isto aconteceu, e é mais do que perfeitamente plausível, um bote em direção da lamparina-de-fogo é facilmente compreensível numa situação como esta.

O comportamento normal do animal seria de atingir o foco de calor que, em sua "interpretação" de visão de calor (obtida pela fosseta loreal), representaria a localização do inimigo ou o alimento.

Daí "surucucu-de-fogo".

Não que queima... mas que ataca o fogo.

Colaboração:

http://www.bioterium.com.br
marcus@bioterium.com.br

Fonte: Marcus
Cidade: na-RS
Fotos: Marcus
Publicado: Rafael Franca da Silva
DATA: 09/04/2001 <%insert_data_here%>

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