Nos anos 30, já haviam milhares de carro nas ruas do país, mas pouquíssimas motos. Ter moto era sinal de status, numa época em que até a bibliografia sobre o assunto vinha da Europa.
Depois da 2ª guerra mundial prevaleceram entre nós as motocicletas
americanas e européias. O fim dos anos 60 trouxe o declínio destas e a
invasão Japonesa, responsável pela entrada das Hondas, Yamahas e Kawasaki.
Podemos dividir em dois períodos a importação e a fabricação no país; o
primeiro de 1968 a 1976, marcado pelo início e fim das importações e outro,
a partir de 1977, quando se estruturaram no Brasil as fábricas que
permitiram ao motociclista brasileiro a livre escolha de modelos.
Nessa estrada do tempo o comportamento dos motociclistas
mudou tanto quanto a mecânica das motos.
A telenovela "Estúpido Cúpido", produzida nos anos 60 e reprisada uma década
depois, mostra jovens rebeldes sobre duas rodas. Já o cinema americano
registra aventuras perigosas e violentas no filme "Selvagens na
motocicleta".
Mas, se antes o perfil era de aventura e rebeldia sem causa, um novo
conceito surge dos anos 80 em diante. O veículo passa a Ter um caráter
utilitário e os motociclistas passam a ser mais comportados: aderem ao uso
do capacete , respeitam as leis de trânsito e a aventura comum é a de viajar
de moto conhecendo os pontos mais bonitos do país e realizando encontros
entre os moto-clubes.
Na mecânica as coisas também evoluíram: as máquinas ficaram mais poderosas,
os freios a tambor foram substituídos por outros a disco, o rabo duro quase
não existe mais, os sistemas passaram a ser monoamortecidos e a partida,
alimentada antes pelo magneto, passa a se dar pela ignição eletrônica ou
elétrica. Alguns modelos utilizam modernos computadores de bordo.
Mudança radical, não?
Fazem parte desta tribo 280 mil motociclistas, cadastrados só no Rio de
Janeiro e reunidos em mais de 215 moto-clubes.
As associações se repetem em todo o país e deram origem aos encontros de
moto.
É difícil ir a todos, a AMO (Associação dos Motociclistas do Rio de Janeiro)
lista encontros para todos os fins-de-semana do ano e pede ao diretores dos
grupos para divulgarem com antecedência as datas. Assim evita-se a
realização de dois eventos no mesmo dia.
No encontro é hora de se fazer amigos, admirar as máquinas de outras marcas,
curtir a paisagem do local e, como reza a tradição, comer juntos um bom
churrasco. Faz parte da festa também: exposição de motos antigas e raras,
shows de Blues, de Wheeling e acrobacia, sorteios de brindes e troféus.
Os eventos são patrocinados pela Prefeitura ou por empresas interessadas
neste público e organizados pelos diretores dos moto-clubes.
Levam alegria e movimento econômico nos municípios e estados onde se
realizam. O menor deles consegue juntar de duas a cinco mil pessoas e os
tradicionais reúnem de 15 a 30 mil pessoas.
Hoje o perfil do motociclista é outro. O grupo considera ofensa grave ser
chamado de motoqueiro, para eles o mesmo que baderneiro, aproximadamente 80%
tem entre 30/60 anos e a cerveja preferida, enquete realizada em encontros
no Rio de Janeiro, é a skol.
Mudanças sim, mas não no espírito de confraternização que vê, surgindo a
cada dia, novos moto-clubes em todo o Brasil; o que reflete bem o lema do
Moto Clube Steel Goose:
"A cada encontro novos amigos"
(Texto enviado por Mônica Lima)
Fonte:
http://www.motoclubevirtual.com.br/
Fonte:
Adamastor Pinto Neto Cidade:
xx-RS Fotos: ..:Sem fotos:.. Publicado: Rafael Franca da Silva DATA: 26/06/2001
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