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Nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro aconteceu o tão esperado Enduro Nacional dos Vinhedos de 2002. O percurso foi de Torres para Canela e São Marcos (RS).
Após a chegada na charmosa cidade de Canela, os competidores e suas equipes iniciaram a preparação para a prova do dia seguinte.
Depois de muito chão, as motos precisavam de consertos e foi na Borracharia Dudi, a única aberta naquela chuvosa noite, que encontram auxílio.
Localizada na entrada do município, fica na garagem de seu proprietário Eduardo Martins da Rocha, 46 anos de idade e 22 de profissão.
Conhecido por todos na cidade como Taquara, foi indicado pelos frentistas dos postos de gasolina para os motociclistas. O pessoal da cidade já sabe que ele está sempre disposto a ajudar.
“Trabalho de segunda a segunda, nos feriados, de dia, de noite e de madrugada”, conta, “É só bater aqui, que eu atendo”, afirmou o profissional, que lamentou não ter podido lavar as motos devido a grande quantidade de serviço.
O espaço ficou pequeno para tanta gente. “Minha garagem estava lotada e a rua ficou trancada, pois os carros estacionaram em todos os lugares possíveis”, lembra.
Foram feitos naquela noite seis consertos e trinta pneus e câmaras foram trocados. “Para mim podia ter enduro todo mês”, fala rindo.
Eduardo manteve o bom humor durante todo o tempo e afirmou que quem tem comércio deve agir assim. “Procuro sempre conversar com quem vem aqui, manter um clima de amizade”, diz o borracheiro.
Os cariocas que estavam participando do Enduro gostaram tanto dele que até fizeram uma proposta de emprego. “Me convidaram para ir para o Rio de Janeiro trabalhar em uma borracharia, mas eu não aceitei”, conta lisonjeado.
Enquanto aguardavam para serem atendidos, os motociclistas aproveitavam o tempo para conversar sobre o dia que passou e trocar experiências. A competição fica só na pista, fora dela, todos são amigos.
Uma coisa que chamou muito a atenção das pessoas que passaram pela Borracharia Dudi foi a coleção de pregos que Taquara fez. “Iniciei em 1980, quando abri o negócio, tem três mil e são de todos os tipos”, explica o borracheiro que já possui mais cinco mil para fazer outro.
E, realmente, tem de tudo: pregos, pedaços de pau, arames, parafusos, pontas de facas, ossos, uma espátula e miguelitos, que são grampos de cerca. Para ele, prego é tudo que, algum dia, furou um pneu.
Taquara conta que, uma vez, uma mulher de Bento Gonçalves que passou por lá, quis comprá-lo, mas afirma que teve grande esforço para fazê-lo e que somente por um alto valor venderia. “Não vi ninguém, até hoje, fazer o que fiz”, conta.
Os motociclistas permaneceram no local por algum tempo. Com suas motos prontas para a etapa de domingo, foram descansar e fazer uma refeição.
Os restaurantes da cidade ficaram lotados. Em um deles, um grande grupo de participantes do Enduro se reuniu para uma janta.
Em meio ao clima de amizade, diversão e alegria, aproveitaram a oportunidade para cantar parabéns para o Nei, da Equipe do Inema. Ele estava fazendo a cobertura no dia do seu aniversário e como um bom aventureiro, acredita que estar ali foi um ótimo presente.
Parabéns Nei!!!
Fonte:
Equipe Inema
Fonte:
Carlos Américo Beirão Junior Cidade:
Canela-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 21/02/2002
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