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Nos dias 21, 22, 23 e 24 de fevereiro aconteceu o tão esperado Enduro Nacional dos Vinhedos de 2002. O percurso foi de Torres para Canela e São Marcos (RS).
A paixão pelo motociclismo fez com que o médico Evandro Parisotto, de Caxias do Sul, unisse sua profissão com o esporte.
Aos 43 anos de idade, conseguiu juntar o útil ao agradável. “Pratico esportes como jogging, tênis, bicicleta, mas moto é muito melhor”, afirma Evandro, que competiu de 86 a 97 como endurista.
O médico passou por diversas categorias no motociclismo. “Estreantes, Novatos, Graduados e Graduado Especial, que é atual Máster”, explica Evandro, que participou de muitas competições, inclusive do Campeonato Gaúcho.
Começou a prestar serviço médico nas trilhas em 1990. “Meu trabalho é voluntário”, conta, “No Enduro dos Vinhedos a organização pagou as despesas com o combustível”.
Evandro realmente faz o que gosta e afirma que o motociclismo está no seu sangue. “Não consigo ficar longe muito tempo”, explica. Segundo ele, parou de competir depois que um amigo seu que corria nos enduros, também da mesma profissão, caiu e machucou a mão. “Para operar preciso de minhas mãos e decidi parar”, lembra.
Participar das provas como médico seria uma forma de andar de moto sem riscos, pois não teria que “andar no tempo” e ainda poderia ajudar os amigos enduristas prestando o primeiro atendimento e até mesmo encaminhando para o hospital, quando necessário.
“Este primeiro contato pode evitar problemas futuros e infecções. No momento em que alguém cai, é importante imobilizar corretamente, pois senão a situação pode piorar”, ensina. O doutor leva consigo para as provas solução anti-séptica, compressa, gaze, analgésico, anti-inflamatório e remédio para dor de barriga, que ele afirma, muitas vezes ser necessário.
Casos em que o piloto tenha que se fazer suturas são encaminhados para o hospital mais próximo, no primeiro carro de apoio que passar, para que a pessoa tenha atendimento médico adequado o mais rápido possível.
Evandro já participou oito vezes do Enduro dos Vinhedos, três como médico e cinco como competidor. “Estive prestando auxilio também em pequenos campeonatos e no Enduro da Independência, que aconteceu em 96”, conta.
Ele já tem planos para o futuro, pois não pretende se afastar desta agradável tarefa. “Tenho interesse em me tornar médico de todas as provas do Campeonato Gaúcho!”
Evandro diz que nos enduros que acontecem os pilotos da Máster e Sênior são os que mais se machucam, pois têm que acelerar muito. “A dica que posso dar para os participantes destas categorias é que tenham atenção na planilha, para evitar erro e ter que acelerar para alcançar a média novamente, andar sempre na direita, pois caso um carro cruze, o motociclista esta na mão certa, e ter muita prudência, isso é essencial”.
Segundo ele, um fator muito importante que deve ser observado é de saber até onde pode acelerar, porque cada pessoa tem seu próprio limite. “É muito difícil ter alguém ali que ganhe a vida com o esporte, a maioria participa para se divertir, então, arriscar a vida não vale a pena”, diz o doutor.
Com relação ao Enduro dos Vinhedos, ele é categórico. “Estava excelente, com trilhas maravilhosas”, elogia, “Eu espero que em 2003 seja, no mínimo, igual ao de 2002”, finaliza o médico.
Fonte:
Evandro Parisotto
Fonte:
Carlos Américo Beirão Junior Cidade:
Canela-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 21/02/2002
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