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Aconteceu em Santa Maria (RS), nos dias 13 e 14 de abril de 2002, o 2° Encontro de Ginetes Universitários.
Apesar do tempo nublado e da forte chuva que caiu na manhã de sábado na cidade, cerca de 1300 pessoas foram prestigiar o rodeio. “O público de Santa Maria realmente prestigiou o evento”, diz Eduardo W. Nunes Pereira, estudante de veterinária e organizador do encontro.
Durante a manhã, os participantes assistiram palestra sobre Rastreabilidade, oferecida pela SENAR – FARSUL (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). “Foi sobre monitorar um terneiro desde que ele nasce, ver tudo que ele recebe, até o dia do abate”, explica o rapaz de 23 anos. A palestra, que estava marcada para as 10h da manhã, teve um atraso de mais de uma hora.
O almoço foi servido às 13h e 30min. “Teve carne frita, batata, arroz branco, feijão e salada de tomate com repolho”, conta Eduardo, “Todos os ginetes inscritos ganharam as refeições”, completa.
O evento aconteceu no CTG Associação Tradicionalista Estância do Minuano. A infra-estrutura do local oferecia para os visitantes: praça de alimentação, banquinhas de comida e uma ambulância para qualquer eventualidade.
Enquanto as provas não aconteciam, a movimentação no CTG era grande. Tinha pessoas de todas as idades e de vários Estados. “Muita gente veio junto com os competidores”, diz.
Dos 70 ginetes inscritos, 10 eram de Santa Maria. “Tinha da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Ulbra, da Universidade de Pelotas, da Universidade Católica de Pelotas, da Urcamp de Alegrete, da Urcamp de Bagé, da Urcamp de Dom Pedrito, da PUC de Uruguaiana, da Urcamp de São Gabriel, da Universidade Federal de Santa Maria e do Centro Universitário Franciscano”, informa o organizador.
Os estudantes de fora ficaram nas casas dos universitários locais ou de quem estava ligado de alguma forma ao rodeio. “É um tipo de hospedagem. Hoje eu hospedo cinco ou seis pessoas e quando eu for à cidade deles, me hospedam também”, explica Eduardo.
À tarde, o sorteio para definir em que animal os competidores iriam montar na fase classificatória foi feito. “Os cavalos são todos numerados. Os mesmos números são transcritos para um papel e os ginetes tiram o número em ordem, de acordo com sua inscrição, por exemplo, o primeiro inscrito é o primeiro a pegar”, explica, “Mas se ele tirar o cavalo de número dez, será o décimo a ginetear”.
O animal sorteado será montado naquele dia, apenas por uma pessoa.
As provas iniciaram às 15h e 50min. O competidor tinha que cumprir o tempo de campana, ficar dez segundos montando o animal depois que tocou o sino, e não podia charquear, encostar a mão que está no relho em outra parte do cavalo, se não zerava a pontuação.
Por R$ 1,00, o público pode assistir da arquibancada todas as competições.
No primeiro dia, somente os representantes de outras universidades participaram da fase classificatória. No domingo, foram os do município. “Fomos prejudicados pela chuva que começou cedo no sábado, mas o objetivo que tínhamos, conseguimos cumprir, que era fazer as montarias do pessoal de fora no sábado e com o máximo de segurança possível”, fala o organizador.
Somente um acidente aconteceu durante o evento e não foi grave. “Um dos ginetes bateu o braço e foi rapidamente levado de ambulância para o posto de saúde, onde fez um curativo. Enquanto a ambulância não voltou, não recomeçamos o rodeio para segurança dos participantes”.
No domingo a movimentação começou a partir das 14h e 30min. Os dez ginetes de Santa Maria fizeram a fase classificatória. Depois, dos 70 competidores, quinze foram escolhidos para fazer a semi-final.
Foi muito emocionante e a cada pulo do cavalo ou grito do cavaleiro, o público vibrava, batia palmas, torcia e incentivava. Para o estudante de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas, Fabrício Hernandorena Gigena, este tipo de evento é muito importante. “Já freqüento há algum tempo e além das amizades que fazemos nestas integrações, cultivamos nossa tradição gaúcha”,
Eduardo também considera este um dos pontos mais importantes e diz que a maioria dos participantes não é profissional, mas que tem muita dedicação no que fazem. “Quando estamos ali, é a tradição em sua essência pura, é a luta do homem contra o cavalo”, finaliza o organizador.
Fonte:
Eduardo W. Nunes Pereira
Fabrício Hernandorena Gigena
Equipe Inema
Fonte:
Eduardo Pereira Cidade:
Santa Maria-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 13/04/2002
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