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O Prazer do Rafting

Tiago Pavaiani, após ser obrigado a deixar sua carreira de futebol devido às constantes dores que sentia, se tornou um apaixonado por esportes radicais.

Uma artrose no quadril fez o futuro na carreira de futebol de Tiago Paviani ir por água abaixo. Ele, que pensava em se tornar profissional, foi obrigado a deixar de lado seu sonho devido às constantes e insuportáveis dores que sentia.

Em um certo dia, no ano de 1997, com 26 anos de idade, se reuniu com seus amigos para fazer uma descida de rafting no Rio das Antas. Resultado: se apaixonou pelo esporte!

Logo em seguida foi convidado pelo Pivotto, proprietário da empresa de rafting Mad River a ser guia deste esporte. Foi uma grande inovação, pois naquela época ainda não era vigente o sistema de guias que hoje encontramos nas descidas de rafting.

Ele aceitou e trouxe consigo vários amigos seus que também iniciaram nesta aventura. Começaram a treinar para poder exercer esta função, mas onde aprendiam mesmo era nas próprias corredeiras.

“Na verdade eu fui adquirindo mais e mais experiência quando comecei a trabalhar como timoneiro” ressalva Tiago.

Inicialmente usavam o rio em Três Coroas, que tinha nível 2 ou, no máximo, 2 +. No rio das Antas, há níveis de 4, 5. “Há corredeiras que são até intransponíveis” conta Tiago.

No início, os treinos ocorriam em dias de semana, mas como o rafting não é um esporte que se dê para alcançar uma autonomia financeira, todos possuem uma outra profissão. O Tiago, por exemplo, é gerente de uma loja de tintas em Flores da Cunha e agora, só trabalha no rafting nos fins de semanas.

E nem são em todos, pois pratica também uma outra atividade, o rapel. “Eu tenho que diversificar, às vezes priorizo um esporte, às vezes, outro” afirma.

No entanto, quando há campeonatos, ele e sua equipe treinam à noite durante a semana.

Esta aventura proporcionava a ele uma enorme satisfação pessoal. Hoje, após cinco anos, o que mais gosta é de ver nos outros o prazer que sentia. “Eu ainda sinto uma baita adrenalina, pois cada vez que eu desço, é diferente da anterior. Mas o que mais gosto é de ver na expressão dos outros a alegria que sentia nas descidas” resume.

Afirma que, hoje, sua maior dificuldade é fazer que a descida seja ótima para todos os integrantes do bote.

“O que me deixa mais triste é ouvir as pessoas reclamarem da descida, dizendo que não era o que imaginavam...é por isso que eu tento fazer com que todos saiam de lá satisfeitos”.

Fonte:
Tiago Paviani – (54) 292 12 41
Equipe Inema

Fonte: Tiago Paviani
Cidade: Flores da Cunha-RS
Fotos: Tiago Paviani
Publicado: Luciane Rocha Martins
DATA: 17/04/2002 <%insert_data_here%>

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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