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O Clube de Modelismo Asas do Vale organizou o 17° Fesbraer - Festival Brasileiro de Aeromodelismo nos dias 26, 27 e 28 de abril, na cidade de Gaspar/SC.
Dentre os mais variados modelos e apresentações que ocorreram nos três dias do Festival de Aeromodelos em Gaspar, havia um garoto que surpreendia pela sua habilidade em pilotar os aeromodelos.
Seu nome é César Paiva, possui apenas 19 anos e ele foi o único a conseguir pegar o aeromodelo Cap 232 na mão depois de tê-lo feito parar no ar a uma distância mínima em relação às pessoas.
Bixo do Curso de Administração de Empresa da PUC de Londrina, César só iniciará suas aulas no meio do ano. Enquanto isso, se dedicará mais à prática de aeromodelismo.
Seu primeiro encontro com os aeromodelos se deu desde o dia em que nasceu. Seu pai sempre gostou desta prática e passou para ele esse amor – e o talento - pois diga-se, não é nada fácil manter parado no ar um aeromodelo.
Pesando em torno de 17 kilos, o Cap 232 40% - pois representa 40% de um avião convencional – é feito de madeira e isopor, mantendo-se leve em comparação aos outros.
Com 3 metros de comprimento de asa a asa, o aeromodelo em forma de avião, consegue voar a uma velocidade de 120km/h, gastando, em 20 minutos, 1,5 litro de combustível, que é uma mistura de gasolina e óleo. “A cada um litro de óleo, nós colocamos 50 litros de gasolina”, explica César.
Esse é um modelo muito diferente do que ele usava quando começou. “Quando eu tinha 11 anos e comecei a pilotar, utilizava um Telemaster 40, que pesava apenas 2,5 kg”, lembra.
César revela que, apesar de ter começado a pilotar com 11 anos, só foi começar a gostar disso um ano depois, quando se sentiu mais a vontade com o objeto. “No início, a maior dificuldade é aprender a decolar e pousar”, conta.
As competições vieram com o tempo e somente no ano passado, quando conseguiu patrocínio, é que começou a levar mais a sério e treinar cada vez mais para se tornar melhor.
Os treinos ele faz junto de seu pai, em Ibiporã, cidade próxima a sua, durante a parte da tarde nos fins de semana. “Lá tem uma pista onde podemos pilotar”, afirma.
Participou de um campeonato em Limeira no ano passado e pretende ir para os Estados Unidos para competir lá. “Lá para fora é onde ocorre a maioria dos campeonatos”, comenta.
No entanto, para isso, precisará que mais patrocinadores o ajudem. Atualmente ele conta com três: o Limeira Robby Center, o Lem Models e o Aeromodeli Futaba, mas ainda está procurando outros para conseguir alcançar seus objetivos.
Em relação ao Festival de Gaspar, diz que gostou muito. “O evento estava bem bom, havia bastante gente e a cada ano o nível dos participantes têm melhorado”, resume.
Além disso, as condições de vôo estavam ótimas, pois não havia muito vento e com isso o avião balançava menos.
Entre as manobrasa que pôde fazer, está a roll, que é quando o avião vai virando de lado e a torque roll, que é manter o avião parado. “Depois de conseguir isso e só pegar o avião na mão, mas não é nada fácil”, admite.
Fonte:
César Paiva
Equipe Inema
Fonte:
César Paiva Cidade:
Gaspar-SC-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 29/04/2002
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