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O Clube de Modelismo Asas do Vale organizou o 17° Fesbraer - Festival Brasileiro de Aeromodelismo nos dias 26, 27 e 28 de abril, na cidade de Gaspar/SC.
Todos os aeromodelistas presentes no 17º FESBRAER ficaram de boca aberta quando viram Roberto Camertoni colocar seu pássaro vermelho para voar. A decolagem, os movimentos e a aterrissagem perfeita demonstrava o controle total do "piloto" sobre o "Passaralho", nome dado pelos donos ao pássaro mecânico.
Novidade nos céus brasileiros, o Passaralho é o único de sua espécie por aqui. Foi trazido de uma feira internacional na Alemanha pela importadora "Aeromodelli", empresa em que trabalha Roberto e sua esposa, mecânica de aeromodelos e divulgadora, Rose Pio.
Ela também estava presente na FESBRAER, acompanhando a apresentação de Roberto. Contou à equipe do Inema a dificuldade de pilotar o pássaro, pois é "crítico de comando", seu kit é completamente artesanal e é muito sensível.
Diferencia-se de qualquer outro avião ou helicóptero por não ter asas ou turbina, o que dificulta o seu manuseio. Por essa razão, é um pássaro de planeio, que, inclusive, não chega a altas velocidades.
Ao contrário, é muito vagaroso. "O Passaralho é invoável, somente quem consegue é o Roberto", diz, ela, entre risadas. Realmente, esse pássaro parece quase verdadeiro, pois, já que não tem nem turbina, nem hélice, só voa se bater as asas. Do contrário, cai.
Confeccionado com velcro, Passaralho é extremamente sensível e todo seu equipamento é importado. Seu preço chega a ser absurdo de tão caro, e segundo Rose, "nem merece comentários".
Tudo isso exige ainda mais atenção de Roberto. A maior dificuldade é a decolagem, pois ela não é feita do chão, como os outros aviões. Primeiro, com ele na mão, deve-se fazer muito motor (ou seja, acelerar através do rádio controle) e impulsioná-lo no ar, para que tome força.
Roberto tem 56 anos e pratica o Aeromodelismo desde os 13. Começou suas atividades com um pequeno avião, daqueles simples que tinham na época. Seu gosto começou cedo, e ampliou-se com o tempo.
Hoje é instrutor de ultraleve e avião, piloto e aeromodelista profissional. É ele o responsável por fazer as demonstrações dos modelos importados pela sua empresa. Entre estes modelos, estava também o Passaralho, um desafio para a maioria das pessoas.
Rose lembra que foi provavelmente Roberto o primeiro a voar alto com um helicóptero no Brasil. Um amigo seu adquiriu um kit dos Estados Unidos e sabia apenas como pairá-lo bem baixinho. Roberto, na época com trinta anos, pesquisou sobre o assunto e começou a testá-lo, aprendendo o funcionamento na marra, pois não havia ninguém que pudesse ensinar.
Fonte:
Rose Pio
Loja Roca - (019) 346 72 481
Equipe Inema
Fonte:
Rose Pio Cidade:
Gaspar-SC-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 29/04/2002
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