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Marcelo Rosa Machado está desenvolvendo uma psicologia que é aplicada ao esporte, condensando a parte física e psíquica do atleta.
Surfista por mais de 15 anos, Marcelo Rosa Machado, ao encerrar seu curso de Psicologia na Unisinos no ano de 1997, resolveu juntar todo seu conhecimento da prática de esportes, que conta, além do surf, triatlon e futebol, com a carreira que queria seguir. Por isso decidiu fazer um doutorado na Espanha para se especializar em uma psicologia aplicada ao esporte.
Partindo do princípio de que o psicólogo não deve trabalhar somente a doença, fechado em seu consultório, mas também a saúde, a nível preventivo, foi para a Espanha se aprofundar na tese: “A Psicologia como campo de atuação profissional visando o esporte de alto rendimento”.
Com a ajuda de seu professor do doutorado, desenvolveu um trabalho que tem como objetivo não somente a ajuda psíquica do atleta, como também a física. “Com uma bateria de competições cada vez mais fortes, que afunilam o competidor, ele tem que estar preparado tanto física, quanto emocionalmente”, afirma.
Para isso, ele trabalha em cima de técnicas e exercícios que através do corpo possibilitem alcançar a mente, como o yoga. “Também trabalho com uma bola terapêutica que, dependendo da posição que o atleta se encontra, dá para saber se é a nível intrínseco ou extrínseco e, a partir daí, aplico minhas técnicas de relaxamento”, explica.
Mas cada exercício depende do atleta. “Se for um atleta de tiro ao alvo, por exemplo, eu darei maior ênfase à mente, visto que a preparação física não é tão importante. Porém, como trabalho muito com atletas de surf, que gostam da natureza e precisam de maior resistência, desenvolvo um trabalho mais de saída de campo, treinando com eles, e que misturam os dois lados para manter um equilíbrio”, conta.
Os resultados estão sendo bastante satisfatórios. “Quem não me conhece acaba conhecendo, pois eu costumo ir com os meus atletas nos campeonatos e levo minha bola terapêutica junto. Já trabalhei com atletas que têm obtido resultados muito bons , sendo campeões gaúchos, brasileiros, pan americano e até mundiais”, lembra.
O que mais quer, é levar o atleta à plenitude e comemorar junto. “Poder ver a pessoa no pódio, gritar junto com ela, dar esperança para que ela nunca se desanime, poder passar todos estes momentos juntos, é muito gratificante”, ressalta.
Como participou do departamento de psicologia dentro do Clube de Futebol Real Madri, e com o pessoal do jiu-jitsu no Atlético de Madri, diz que conseguiu uma boa credibilidade para que pudesse exercer seu trabalho na região sul do Brasil, que ama muito. É por isso que acredita que este campo tem grandes chances de crescer.
“O psicólogo do esporte acredita que acabará elevando não somente a atividade da pessoa, como também a própria pessoa. O atleta pode trocar seu quimono, sua prancha, mas não troca hábitos, nem atitudes e isso no nosso trabalho é muito importante”, salienta.
Seu objetivo a curto prazo é acabar de fazer seu consultório de psicologia do esporte, que já está em fase final, para começar a aplicar aqui em Porto Alegre o que aprendeu na Europa. O local será no andar de cima da Oficina do Açaí, que se localiza na rua Getúlio Vargas e contará com uma grande área para trabalhar com os atletas através de recursos para ginástica natural, de tai-chi, fisioterapeutas e seminários com os professores.
Pretende desenvolver atividades na área do rafting, da asa-delta e também com as mulheres, que têm se inserido cada vez mais nos esportes, a fim de transformar a Oficina do Açaí um lugar com uma estrutura completa.
Fonte:
Marcelo Rosa Machado
Equipe Inema
Fonte:
Marcelo Rosa Machado Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 09/05/2002
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