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A equipe Renegados, de Curitiba/PR, foi uma das que estava participando do Campeonato realizado pela Ativa Adventures que levou para o rio Itajaí alguns dos melhores competidores do país.
Formada recentemente, a equipe surgiu da idéia de se ter um grupo para disputar os campeonatos. “Nós já éramos amigos porque trabalhávamos juntos como instrutores há aproximadamente 3 anos e por isso sempre treinávamos em grupo também”, conta Hilário Walesko, o integrante mais experiente da equipe.
Desde então, o campeonato de Ibirama foi o primeiro que enfrentaram como equipe. “Nós esperávamos ficar entre os cinco primeiros, mas acabamos em sétimo. Mas também não havíamos treinado o suficiente e um dos membros tinha apenas 14 anos”, menciona Hilário.
Para ele, esta foi uma competição treino, pois o objetivo é disputar o campeonato paulista e o brasileiro no ano que vem.
“Nós queremos utilizar melhor as técnicas que estamos aprendendo para conseguirmos aplicá-las no brasileiro, como, por exemplo, o peso do equipamento. O nosso tinha 17 kilos a mais que os de ponta. Ou seja, queremos ao menos estar em condições equivalentes para poder competir mais acirradamente”, revela.
Trabalhando de segunda a sexta-feira em contabilidade para um grupo econômico, achou no rafting o meio de liberar a tensão provocada durante a semana. Por isso, atua também como instrutor nos finais de semana.
“A Eco Adrenalina tenta atingir principalmente aqueles que nunca tenham participado de uma descida antes para proporcioná-los esta primeira e inesquecível experiência, porque é maravilhoso tu ver a pessoa fazendo algo que mudará sua vida”, afirma.
Mas, ao mesmo tempo, isso exige muita precaução, pois geralmente quem nunca desceu terá um pouco de receio na primeira vez. Para isso, portanto, eles trabalham o fator da segurança como sendo primordial.
“Há sempre um bote de apoio atrás de um que esteja levando as pessoas para que elas se sintam mais seguras, mais à vontade a aproveitem melhor o esporte”, salienta Hilário.
Ele explica que existem dois tipos de corredeiras: as perfeitas e as imperfeitas. Aquelas que não formam “ondas”, que parecem ser mais calmas, são, na verdade, as mais perigosas. Isso porque, segundo ele, o refluxo estaria embaixo. Se alguém caísse, seria mais difícil de escapar porque estaria preso no refluxo de baixo.
Se, portanto, as corredeiras formam ondas altas, é porque o refluxo está em cima. “Se alguém cair, com certeza conseguirá se salvar, pois sairá por baixo. Ou seja, embaixo a saída está livre, não há nenhum refluxo”, explica.
Isso é muito importante para quem quiser começar a se envolver com esportes na água, pois, aparentemente, as águas mais paradas dão a idéia de serem as menos perigosas, quando, na verdade, é o inverso.
Com tanta bagagem cultural sobre rafting, Hilário e sua equipe pretendem, a partir de janeiro, pegar pesado e começar a treinar para valer. “Queremos nos esforçar bastante para o brasileiro”, afirma.
E para quem está começando, Hilário destaca que o importante é não deixar de conhecer este fascinante esporte.
“Procure uma boa operadora, que te dê apoio e segurança, além de não deixar de participar de campeonatos amadores, como os que acontecem pela Ativa/SC e Canoar/SP. De qualquer forma, só não perca a oportunidade de conhecer o rafting”, finaliza.
Fonte:
Hilário Mário Walesko
Equipe Inema
Fonte:
Hilário Mário Walesko Cidade:
Apiúna-SC-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 04/06/2002
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