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No dia 22 e 23 junho ocorreu o Primeiro Festival de Vôo Livre de Inverno organizado pela Sky Company – Escola de Paraglider – e a Prefeitura na cidade de São Vedelino.
O Festival possui este nome que denota simplesmente uma apresentação de paraglider. No entanto, trata-se de uma competição. “Só colocaram este nome para não dizer ‘competição’, pois, na verdade, o que ocorreu foi um campeonato, com premiação e tudo”, afirma Fábio Accorsi, que conseguiu o primeiro lugar no evento.
A região de São Vedelino já foi palco para outros campeonatos de verão, mas de inverno é a primeira vez. “É que nós constatamos que o local oferece estrutura e clima para ser realizado eventos tanto no inverno quanto no verão, pois há vento em ambas as estações”, explica Luis Carlos Lupatini, um dos organizadores.
Os 40 participantes do evento foi considerado por ele um número tímido. “A gente estava esperando mais, mas é que estava tão frio que eu acho que o pessoal se acanhou”, salienta.
Já Fábio Accorsi acha o contrário. “Tendo em vista que a média de pilotos nos eventos que ocorrem em clima quente é 60; o frio estava perto dos 2° e está é a primeira edição, eu achei até que fossem comparecer menos pessoas” afirma.
O tipo de vôo que aconteceu era o lift, que é quando os pilotos têm que ficar voando “sob a crista do morro”. O atleta faz este tipo de vôo quando o clima é frio. Quando é quente, eles podem voar mais alto, pois as ondas térmicas propiciam uma maior altitude.
O campeonato era de permanência e pouso, ou seja, cada piloto deveria decolar e pousar dentro de 30 minutos. Mas a prova não tinha pilão, que é um obstáculo, geralmente imposto pelos organizadores para deixar a prova mais difícil.
Este tempo deve ser extremamente respeitado. A cada segundo para mais ou para menos que o atleta fizer, perde pontos dos 900 com que começa a prova.
Este tipo de prova é realizada da seguinte maneira. O piloto decola e tem um prazo de 30 minutos para pousar. No chão, há um alvo redondo do tamanho de um automóvel. Nele há três áreas de diferentes cores. É como se fosse um alvo de dardos.
Então, quem conseguir pousar dentro da área maior, ganha 25 pontos; quem conseguir atingir a área mediana, recebe 50 pontos e quem for capaz de acertar o centro do alvo ganha 100 pontos.
“Mas o mais difícil não é acertar o alvo, mas conseguir chegar exatamente nos trinta minutos, pois é onde tu perde mais pontos”, alerta Fábio.
Cada piloto pode dar quantos saltos quiser em um prazo pré-estabelecido pela organização. Os dois melhores tempos de cada um são somados. Assim, o máximo que cada piloto pode atingir são 2000 pontos, o que é, diga-se, praticamente impossível, de acordo com a opinião do Fábio, que conseguiu cravar 1850 pontos.
Mas o evento não teve somente momentos de tensão, onde se ficava atento a cada detalhe da disputa dos competidores. No sábado, houve uma festa junina que serviu para animar o pessoal e amenizar o clima frio. Teve pipoca, quentão, pinhão, pé de moleque, dentre outras especiarias de Festa Junina.
A festa ocorreu ao lado da escola e pousada Sky Company, que dá cursos de paraglider, além de servir como lugar para passar a noite. O que, aliás, muita gente fez, aproveitando para se esconder do friozinho que chegou perto do zero grau.
Confira o resultado dos cinco primeiros colocados!
1° lugar: Fábio Accorsi – 1854,5 pontos
2° lugar: Gustavo Batista – 1838,5 pontos
3° lugar: Mauro Chies – 1814 pontos
4° lugar: Carlos Benini – 1809 pontos
5° lugar: Paula Fracasso – 1780 pontos
Fonte:
Luis Carlos Lupatini
Fábio Accorsi
Equipe Inema
Fonte:
Luiz Carlos Lupatini Cidade:
São Vendelino-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Claudia Juda dos Santos Date: 22/06/2002
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Lupatini da Sky Company
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