Jairo conta um pouquinho sobre a história das Lambrettas, tanto no Brasil, quanto fora dele e relata sua paixão por estas máquinas. Confira!
Para muitas pessoas uma Lambretta não era apenas uma forma de locomoção e sim uma marca pessoal, um estilo de vida.
O nome Lambretta veio da cidade de Milão na Itália chamada de Lambrete. Logo que começaram a produzir as primeiras Lambrettas em 1947, elas se tornaram um ótimo produto de publicidade, sendo usadas por artistas, modelos e políticos da época.
Já no Brasil, a Lambretta começou a ser produzida em 1955 com a licença de marca Inocenti Italiana, tendo sua vida curta, pois em 1982 a fábrica quebrou deixando muitos apaixonados desconsolados, porém não esquecidos.
Não podemos deixar de comentar que a fábrica de Lambrettas no Brasil foi a primeira de veículos nacionais, vindo à frente da indústria automobilística.
Isso ocorreu devido a moda que se criava na década de 50 com as Motonetas, que teve uma grande participação até os meados de 1964, quando a moda perdeu força.
Atualmente os veículos híbridos da Famosa Lambretta continuam sendo mais raros que as tão badaladas Motonetas dos anos 50 e 60.
Por chamar atenção, muitos playboys da época adoravam as Lambrettas para impressionar as gatinhas, que adoravam andar agarradinhas com seus cabelos ao vento.
Bem, deixando um pouco a História da Lambretta de lado, tendo começado há pouco tempo nesta onda, porém possuidor de duas jóias raras: uma de 1962 e outra 1964 estou a cada dia mais apaixonado por estas máquinas que marcaram em seu tempo, pois vejo crescer uma espécie de admiradores natos destas que a tantos agradou, com seu estilo clássico e imponente, assim como pela sua forma robusta.
Sinto-me um guri quando vejo e falo com pessoas que possuem estas raridades. Quando estou andando com minha Lambretta me transporto para uma outra época, esqueço a velocidade e fico curtindo aquele barulhinho tó,tó,tó. . . que sai da surdina.
Fico apreciando aquele cheirinho de óleo dois tempos, deixando aquela fumaça por onde passo e todos ficam admirados quando ando nas ruas de Porto Alegre.
Sempre fui apaixonado por motos. Já tive Garelli, Honda, Yamaha, Suzuki e outras , até as mais potentes. Porém nada se compara a uma Lambretta. Não só pelo seu modelo, estilo, mas por sua história, seu significado, sua resistência a todos estes anos.
Entendendo agora o que sentem estes colecionadores apaixonados por suas máquinas de duas ou quatro rodas, quero poder contribuir e fazer parte deste mundo novo que descobri.
Pois quando bati o olhar nela, me apaixonei!
Fonte:
Jairo Gewehr Pereira
Fonte:
Jairo Gewehr Pereira Cidade:
canoas-RS Fotos: Jairo Gewehr Pereira Publicado: Luciane Rocha Martins DATA: 10/07/2002
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