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Nos dias 12, 13 e 14 de julho de 2002 aconteceu o 7° Motoneve, em Lages (SC).
Pelo sétimo ano consecutivo, a cidade de Lages em Santa Catarina, foi o palco do Motoneve, encontro já esperado e bem recebido pelos moradores.
E São Pedro, este ano, foi um dos patrocinadores, mandou um ótimo final de semana ensolarado.
“Todos os anos chove, mas neste São Pedro nos ajudou, em compensação, fez muito frio e nas manhãs de sábado e domingo até geada caiu, o vento à noite estava cortante”, conta.
Os organizadores montaram uma super estrutura no Parque de Exposições Conta Dinheiro.
“Trabalhamos a semana toda para que sétima edição do encontro fosse ainda melhor que as outras”, conta Paulo Ricardo Silva Todeschini, organizador do evento juntamente com a esposa Jussara e os amigos Sérgio Domingos Boscato e Luci.
Os quatro fazem parte do Grupo de Motociclistas Raditão e foram os responsáveis por todas as edições do evento.
Neste ano a abertura oficial aconteceu ás 08 horas da manhã de sexta feira e a recepção aos motociclistas começou cedo. “Já na quinta feira o pessoal do Moto Clube Agora Vai, de Novo Hamburgo/RS, estava na cidade e foram os primeiros”, diz Paulo.
Eles programaram uma recepção para ninguém botar defeito, no centro do parque foi montada uma central de degustação onde foram distribuídos 200 kg de pinhão e 100 kg de carne, durante os três dias.
Nos pavilhões de expositores, uma área coberta de 5.000 metros quadrados, foram acomodados 42 estandes entre vendedores e barracas de gastronomia.
E para controlar a entrada no parque, e identificar os participantes, Paulo e algumas pessoas da equipe de apoio, que somaram, aproximadamente, 30 pessoas, desde as tias do pinhão e do cafezinho até os vigilantes que fizeram a segurança dos pavilhões durante a madrugada, iniciaram uma etiquetagem nas motos.
“Nós tentamos identificar os motociclistas, mas eles mudavam de lugar ou então saiam e entravam novamente, paramos a etiquetagem no número 1.348”, explica o organizador.
A idéia das etiquetas foi em função de a entrada no parque não ter sido cobrada. “É um evento público, qualquer pessoa pode participar”, diz.
Segundo Paulo, a única taxa cobrada foi o estacionamento dos carros. “Decidimos cobrar dos automóveis porque existe uma comissão para a restauração da igreja da cidade e esta foi a forma que encontramos de ajudar também”, explica.
E, realmente, muitas pessoas prestigiaram a festa.“Tinha gente que foi pela primeira vez e outros, que já conheciam o evento, compareceram com a camiseta do primeiro encontro”, relata.
E eles estavam preparados para receber quantas pessoas aparecessem no local. “Acho que tinham, mais ou menos, 2.000 motociclistas e a estimativa da policia militar foi de que passaram no evento umas 10.000 pessoas”, fala.
O apoio da brigada foi importante para que tudo permanecesse bem. “Eles fizeram o policiamento no parque e nas ruas ao redor, estiveram de plantão durante todo o encontro”, diz.
Além do apoio da polícia local, a prefeitura e a população também deram contribuição, como nos outros anos. “O povo lageano é sempre muito acolhedor”, completa.
Contando com esta característica da população, foi montado no centro do parque uma central de hospedagem, pois todos os hotéis estavam lotados.
“Chamamos de ‘hospedagem alternativa’, os moradores se dispõem a acolher pessoas nas próprias casas”, conta.
De acordo com Paulo, essa tradição nasceu com a Festa do Pinhão que também acontece no parque e recebe, todo ano, cerca de 50.000 visitantes.
E para o ano que vem, Paulo quer começar os preparativos com bastante antecedência.
“Vou atrás das pessoas que se empolgaram com o evento e ofereceram ajuda, também vamos poder aproveitar a estrutura da Festa do Pinhão que acontecerá quinze dias antes do Motoneve”, diz.
Paulo e o Grupo de Motociclistas Raditão, esperam um encontro ainda maior para 2003.
Fonte
Paulo Ricardo Silva Todeschini
Equipe Inema
Fonte:
Paulo Ricardo Silva Todeschini Cidade:
Lages-SC-Brasil Fotos: Cia Liberdade Publicado: Claudia Juda dos Santos Date: 15/07/2002
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