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Dia 14 de julho de 2002 aconteceu o Enduro do Vinho, em Bento Gonçalves (RS). Alexandre Sampaio estava lá. Saiba um pouco mais sobre este motociclista.
Depois de passar 29 dias viajando de moto, ele ainda encontrou tempo e disposição para fazer a cobertura fotográfica do Enduro do Vinho.
O engenheiro mecânico Alexandre Sampaio, 34 anos de idade e 16 de motociclismo, estava em Macthu Pitchu, no Peru, passeando de motocicleta com o amigo Reni Balduino, do Moto Clube Cambonas do Asfalto.
Os dois estavam a caminho de Bento quando, na sexta-feira, resolveram dar uma passada em Lages para conferir o 7º Motoneve. “Fizemos festa até às 6 da manhã e saímos da cidade às 13h e 30min”, conta Alexandre.
Depois de cinco horas e meia chegou em casa e, no domingo, bem cedo, às 7h da manhã, já havia pulado da cama com um objetivo: ajudar na organização do Enduro do Vinho.
“Faço parte do Trail Clube de Bento Gonçalves, sou secretário”, explica, “Sempre que tem evento nós ajudamos. Todos se revezam nas funções, já fui churrasqueiro, responsável por posto de controle, entre outras coisas”, explica.
O engenheiro mecânico sempre gostou de duas rodas. No início, eram as bicicletas. Chegou a fazer 850 km com uma. “Fiz viagens de uma semana em cima de uma bike”, recorda.
Neste evento, foi o fotógrafo oficial. Registrou os melhores momentos para enviar aos meios de comunicação. “Tirei fotos da arrancada e fui para o meio do mato em busca de boas imagens”, conta.
Alexandre é o atual presidente do Moto Clube Bento Gonçalves. Ele gosta muito da confraternização e da integração que acontece, mesmo quando estão na estrada.
O motociclista também participa de competições, mas não leva a sério. “No Trail Clube, todos os integrantes competem. Alguns correm pela vitória, para mim é uma forma de conhecer novos lugares e pessoas diferentes”, destaca.
A família é uma das bases do engenheiro mecânico. Ele recebe o apoio dos filhos, que adoram os encontros e eventos motociclisticos, assim como o da esposa Lorena, que é uma super companheira.
Para Alexandre, quando alguém se torna um motociclista, passa a ser outra pessoa, com uma visão da vida diferente, menos bitolada.
“Não temos uma vida regrada e nem neurótica. Somos equilibrados. Nos baseamos na forma de andar de moto, ou seja, com equilíbrio, para lidar com as coisas do dia-a-dia”, afirma.
“Muitas pessoas, filosofando, não tem equilíbrio, chegam no fim da viagem sem óleo, sem freio... Nós devemos equilibrar tudo, para tornar a nossa “viagem” a melhor possível”, finaliza.
Fonte:
Alexandre Sampaio
Equipe Inema
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Bento Gonçalves-RS-Brasil Fotos: Lorena Herte de Moraes Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 18/07/2002
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