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De 13 a 22 de julho de 2002 aconteceu a II Cavalgada Aparados da Serra, de Bom Jardim da Serra (SC) à São Francisco de Paula (RS). Confira a reportagem feita com o organizador geral do evento e as impressões que ele teve!
O coordenador geral da Cavalgada é a pessoa que organiza todo o evento, perde muitas noites de sono, troca almoços por reuniões, pensa no roteiro, nos horários, na alimentação e em todas as possibilidades de acontecer algum incidente.
É aquele que deve se estressar quando algo dá errado e fazer de tudo para contornar sem que ninguém fique sabendo.
Entretanto, não há pessoa mais realizada nos eventos do que eles, pois se sentem parte daquilo que ajudaram a fazer. É como se cada minuto que desperdiçaram de suas vidas trabalhando para que tudo desse certo fosse reconstruído diante de si como algo completo, acabado.
É por isso que, ao chegar no final de determinado evento, contemplam-no como se fosse uma obra finalizada. “Eu gosto de mostrar para as pessoas que não existe ninguém mais feliz do que eu”, conta Aécio Boeira, organizador geral da Cavalgada.
E foi com esse espírito que ele e os outros organizadores dos cinco município presentes: Bom Jardim da Serra, São José dos Ausentes, Cambará do Sul, Jaquirana e São Francisco de Paula, mais o comandante Álvaro José do Amaral, colocaram em prática o que haviam planejado.
E o resultado foi muito positivo. Em sua quarta edição, pois no ano de 1998 e 1999 esse evento já existia, porém com outro nome, o “Caminho da Neve”, a Cavalgada contou com a participação de, em média, 175 cavaleiros. Mais do que o esperado.
E, após uma semana juntos, compartilhando a beleza das regiões pelas quais passaram, o clima de amizade que rolava, não teve quem não se emocionou na despedida. “No final, o pessoal fica triste, baixa a cabeça, chora, ninguém quer ir embora”, relata Aécio.
Nesse sentido, a responsabilidade da comissão organizadora aumenta ainda mais. Tudo deveria acontecer exatamente conforme o previsto, mas teve algumas exceções, como os horários de chegada em cada local diferente, que tiveram um pouco de atraso.
Mas nada que pudesse estragar o bom andamento da Cavalgada. “Depois que a gente chegava, tomava um banho e se trocava, esquecíamos o cansaço, ficávamos novos e além disso, nos atrasávamos porque os locais eram lindos, todos queriam tirar fotos, ficar um pouco mais”, lembra Aécio.
E essa alegria nos rostos das pessoas é o suficiente para compensar qualquer um que se disponha a gastar o tempo organizando um evento como este.
“É compensador poder mostrar aos outros o que de mais bonito temos em nossa região. Nos sentimos parte da história de nossos antepassados. Conseguimos perceber em cada lugar a alma dos índios que por ali passaram. Os pinheiros e as taipas são os maiores ícones de energia. É revitalizante”, conta Aécio.
Havia também um padre que exerce o sacerdócio em Itaqui, mas é considerado de São José dos Ausentes, chamado Itamar Boff, que acompanhou a cavalo todo o trajeto pelo segundo ano consecutivo. E para o ano que vem, já confirmou sua presença.
Alguns músicos chegaram a compor melodias sobre a cavalgada durante a semana em que passaram juntos.
Em cada local que ficavam, a Prefeitura do respectivo município organizava algo diferente. “Nós tivemos oito refeições, entre almoços, jantas e cafés da manhã. Em um local nos serviram como café da manhã, ovo estalado (frito), feijão mexido, paçoca de pinhão e café de tropeiro.
Este último é feito com água quente e pó de café acrescido de um tição de fogo em brasa que é para a borra do café descer e a parte de cima ser tirada com uma concha. Com o que ficar do café, só é necessário adoçar a vontade.
Esta boa recepção só serve para confirmar o quanto esta Cavalgada representa para todos que dela participam, direta e indiretamente. “É um sonho. Trata-se da integração harmônica entre o cavalo, o homem e a natureza, misturando tradição e turismo”, define Aécio.
E para registrar todos estes inesquecíveis momentos em que os cavaleiros percorreram os quase 350 quilômetros juntos, a organização contratou um fotógrafo oficial e um cinegrafista que já está editando a fita que será passada na Rede TV de Santa Catarina, às 9 horas do próximo domingo, dia 28 de julho.
Portanto, agora é só conferir o resultado do que ficou gravado para sempre, tanto na memória dos cavaleiros, quanto em fitas e fotos.
Fonte:
Aécio Boeira
Equipe Inema
Fonte:
Aécio Boeira Cidade:
Bom Jardim da Serra-SC-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 13/07/2002
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