Voltar Inema SISNEMA Informatica Sites Pessoais Busca Agenda Proxima Semana English Version
Menu INEMA
 
 
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Schmitz e o sucesso no vôo livre

Carlos Alberto Schmitz tem 36 anos e dedicou 20 deles para o vôo livre. Mas com certeza valeu a pena, pois ele acumulou títulos que o consagraram diversas vezes como o melhor do mundo. Confira!

Carlos Alberto Schmitz tem 36 anos e dedicou 20 deles para o vôo livre. Quando começou, com apenas 15 anos de idade, não sabia ao certo se era o que gostaria de fazer. Entretanto, os títulos começaram a chegar e ele não pôde escapar da habilidade que tinha de praticar vôo livre.

Em 1983, um ano após começar a treinar, recebeu o troféu de Campeão Gaúcho, o que bastou para impulsioná-lo a seguir em frente neste esporte que passou a se tornar uma paixão.

“Esse primeiro título me estimulou a continuar investindo nesta carreira ainda mais. Eu vi que eu gostava de fazer isso e comecei a treinar pra valer”, lembra Carlos Alberto, mais conhecido como Betinho.

Assim também iniciou uma bateria de campeonatos, tanto regionais, quanto nacionais e logo mundiais também.

De 1983 a 1991 foi Campeão Gaúcho todos os anos, totalizando nove vezes consecutivas, um recorde que ninguém conseguiu ultrapassar.

A nível naional também bateu um limite, levando para casa cinco vezes o prêmio de Campeão Brasileiro, o maior número de títulos já atingidos por um competidor de vôo livre.

Em 1985, com apenas três anos de prática desta modalidade, ganhou pela primeira vez um campeonato mundial, disputado na Áustria. “Eu nunca vou me esquecer que lá eu completei os meus 18 anos”, lembra Betinho.

Então resolveu engrenar com tudo no esporte que realmente o satisfazia e o qual ele era apaixonado. Já em 1996, havia bons patrocinadores e em 1998 resolveu largar a revendedora de automóveis que possuía para se dedicar exclusivamente ao vôo livre.

“Eu sei que este não é um esporte convencional, que pode te dar dinheiro. Sei também que esportista tem um período curto e que, além disso, é um esporte amador e radical. Mas eu sempre tenho muita garra em tudo que faço, me esforçando ao máximo, por isso resolvi arriscar”, salienta Betinho.

Para isso, entretanto, ele contou com o apoio e incentivo da família, que sempre esteve presente o prestigiando e estimulando a continuar. “Eles sempre acreditaram no meu potencial e me deram a maior força para continuar fazendo aquilo que eu gosto”, conta.

E com certeza eles não se arrependeram, pois depois que ele largou tudo para viver do esporte que o satisfazia, já com patrocinadores para segurar a “barra”, ele conquistou muitos títulos que fizeram dele ser reconhecido tanto nacional quanto internacionalmente.

Em 1999, por exemplo, foi o ano em que ele mais acumulou prêmios. Foi Campeão Mundial por Equipe, na Itália; bateu um recorde mundial de distância, na cidade do Texas/ EUA; consagrou-se campeão mundial de Speed Gliding; foi Campeão Espanhol, Campeão Italiano e Campeão Argentino.

Essa série de títulos veio um ano após ele ter morado na França e trabalhado na Fábrica de Asa Moyes, que é uma das patrocinadoras dele. “Esse período foi de grande crescimento para mim, pois foi quando eu mais trabalhei como piloto de teste e, portanto, era eu quem testava todas as asas que eram produzidas na fábrica”, revela Betinho.

Ele conta que foi fundamental para a ascensão como piloto de paraglider este contato internacional, na medida em que o fortaleceu para as competições, pois testava também todos os protótipos que eram feitos. “Tudo que eles fabricavam passava por mim, para que eu desse meu aval”, lembra.

Nesse sentido, ele acabava treinando muito com equipamentos de ponta, que o mantinham cada vez mais preparado para enfrentar competidores de todos os lugares do mundo.

Além disso, outro fator importante para o atleta na carreira esportista era o ajustamento dos equipamentos no próprio corpo. “É muito importante modelar o equipamento de acordo com o corpo de cada um para que sentíssemos mais seguros”, afirma.

Ele conta que Ayrton Senna, que diversas vezes foi campeão mundial na Fórmula 1, sempre se preocupava com isso. “A gente tira o equipamento do padrão Standart e o balanceia com as nossas necessidades, o que serve para melhorar o desempenho”, explica.

Para o pré-mundial, que acontecerá entre os dias 25 e 07 de setembro, em Brasília, Betinho já tem treinado bastante. Foi a Sapiranga/RS para fazer alguns vôos, irá a São Paulo com o mesmo intuito e finalizará a maratona em Brasília, onde testará os equipamentos e os locais do Pré-Mundial.

“Geralmente eu faço períodos de grande esforço físico e depois fico um tempo descansando para retornar aos treinamentos”, acrescenta.

Para este ano, a agenda do atleta não está tão cheia. “No ano passado eu participei de 17 campeonatos. Por isso nesse ano eu resolvi descansar um pouco mais. Somente no ano que vem voltarei a fazer treinamentos intensivos a fim de me preparar para o mundial, que acontecerá em agosto”, revela o competidor.

Fonte:
Carlos Alberto Schmitz
Equipe Inema

Fonte: Carlos Alberto Morgant Schimit
Cidade: Porto Alegre-RS
Fotos: Carlos Alberto Morgant Schimit
Publicado: Luciane Rocha Martins
DATA: 02/08/2002 <%insert_data_here%>

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

English Version: The specified statement did not generate any data
Incluir Comentário   Aviso Legal
Rua Washington Luiz, 820 conj. 601
Porto Alegre/RS - BRASIL - CEP 90010-460
Telefone 55 (51) 3226-4111 - Ramal: 4000
Fax: 55 (51) 3226-1219
contatos@inema.com.br
SIP:4000@sisnema.com.br