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De 22 de agosto a 01 de setembro de 2002 acontece a Expointer 2002, em Esteio (RS).
Na tarde de terça-feira, dia 27 de agosto, aconteceu, nas pistas 14 e 15 do Parque de Exposições Assis Brasil, a 2ª etapa das provas da raça de cavalos Mangalarga Paulista.
A primeira disputa da tarde foi a Prova Gaúcha. O percurso consiste em contornar quatro tambores, formando a figura de uma margarida, costurar seis balizas, fazer um S em dois tambores e saltar um obstáculo de, aproximadamente, 60 centímetros de altura.
Para Clóvis Lothar, diretor de provas do Núcleo Riograndense dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, é a prova mais difícil, pois exige muito do animal.
A segunda foi a Prova de 6 Balizas. O participante tem que pegar velocidade na reta, saindo por um lado da pista.
Ele tem que ir e voltar com o cavalo costurando seis balizas. Depois, finalizar retornando pelo lado contrário.
Agma Machado, que trabalha há seis anos na Expointer, três na cronometragem da raça, destaca esta como uma das mais importantes.
“Ela mostra que o cavalo foi trabalhado, pois o animal não é como uma bicicleta, tem que treinar muito para estar ali”, explica.
A prova de seis balizas exige do animal agilidade e rapidez. Qualquer erro pode comprometer o desempenho dos participantes, pois dura poucos segundos.
A terceira foi a Prova de 3 Tambores. O percurso é simples formado por três tambores que são colocados na pista e devem ser contornados.
A quarta e última foi a Prova de 5 Tambores. Tem que se contornar três tambores e entre estes existem mais dois, que servem para que o participante faça uma curva mais acentuada.
Todas as provas são contra o relógio, ou seja, quem fizer em menos tempo é o vencedor.
No meio da pista, três pessoas fazem a tomada de tempo dos participantes. Se algum deles derrubar algum obstáculo recebe uma penalização de 5 segundos a mais.
O primeiro e o terceiro tempo são descartados, apenas o do meio é considerado. É uma forma de fazer a média.
Para o técnico de mangalarga, Hugo Anélio Lipp Farias, de 50 anos, 20 de Expointer, a maior dificuldade para o cavalo em disputas como esta é completar todas as provas.
“Elas são variadas e exigem muito da boca do animal, pois a doma é controlada pela boca”, explica.
Segundo Hugo, se o cavalo for bem domado será necessário usar pouca força e ele não se cansará.
Os eqüinos desta raça são de boa comodidade, rústicos, têm resistência, são bonitos, grandes e servem para qualquer serviço na fazenda.
Na prova eles demonstraram isso e um pouco mais, com força, boa impulsão e agilidade.
“Em todas os cavalos foram bem e tiveram ótimo ritmo, além disso, o nível dos cavaleiros tem aumentado a cada ano que passa, tornando as disputas mais atrativas”, finaliza Hugo.
Os favoritos da raça são o cavalo Tamango e a égua Franca, que apesar de estar no 7º mês de gestação foi uma das melhores na pista.
Fonte:
Clóvis Lothar
Agma Machado
Hugo Anélio Lipp Farias
Equipe INEMA
Fonte:
Clovis Lothar Cidade:
Esteio-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 28/08/2002
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Clóvis Lothar e Agma Machado
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Paulo Leopoldo Beck, do Haras Al Alesube
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