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De 22 de agosto a 01 de setembro de 2002 acontece a Expointer 2002, em Esteio (RS). A raça de cavalos mangalarga está presente no evento. Conheça uma das amazonas que está na disputa da Prova Funcional Feminina.
Lauridete Marques Sampaio, mais conhecida como Bete, de 30 anos, começou a montar em abril do ano passado para participar de uma cavalgada a convite do chefe e amigo Eduardo Faria Finco.
“Não tinha muito contato com os animais e nem sabia montar, mas Finco me incentivou e disse que era fácil. Tentei e consegui”, recorda Bete.
Depois da cavalgada, Finco percebeu que ela tinha jeito.
Algum tempo depois, ele, que é vice-presidente do Núcleo Riograndense dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, propôs aos demais integrantes da associação que criassem a Prova Funcional Feminina e todos aceitaram.
Bete decidiu participar, mas ficou um pouco apreensiva. O medo passou rapidamente com a ajuda do marido e também competidor Marco Antônio Sampaio.
“Já monta há três anos e tudo que sei foi ele quem me ensinou”, diz ela, com a voz cheia de agradecimento.
Marco passou a dar dicas para a esposa, ensinar a forma correta de montar, a ginga que o corpo deve ter, entre outras coisas. E tem dado certo, mas ela diz que ainda tem muito o que aprender.
No ano passado, Bete foi desclassificada da prova por errar o percurso e até pensou em desistir e parar de competir.
Mas, novamente, Finco incentivou a moça a continuar. Ele acreditava no potencial dela e deu-lhe segurança para seguir adiante.
Em maio deste ano participou da Expoleite e venceu a Prova Feminina. Na Expointer 2002, até o momento está em primeiro lugar com o cavalo Tamango do Finco e em segundo com o Guri Cruzeiro do Sul.
Isto mesmo! Bete está com força total.
Este ótimo resultado se credita à dedicação da moça com o esporte que escolheu praticar. Em época de feira ela treina duas vezes por dia, sempre cuidando para não desgastar o animal.
“Não estava esperando um resultado tão bom assim. Estava preparada para montar o Tamango e me inscreveram para competir com os dois cavalos. Nunca havia montado o Guri e fiquei com um pouco de medo, mas criei coragem e me dei bem”, conta.
Para ela, não estava difícil. Apesar da pista estar um pouco úmida conseguiu ter um bom desempenho.
Bete tem uma relação muito carinhosa com Tamango. A amazonas conversa com o cavalo e até da bronca quando precisa.
“Quando erra, procuro corrigir no mesmo instante. Falo com ele e, com certeza, me entende. Se acerta, agradeço e faço um carinho”, destaca.
Todos os cavalos do Haras Finco que participam de provas têm uma alimentação diferenciada, com vitamina, ração e horário certo para comer no pasto.
Segundo Bete, a raça mangalarga é muito boa. Os animais são dóceis, velozes, de porte e elegância.
Na hora de montar a amazonas se concentra e procura manter a calma. “Sempre penso: vou fazer o que sempre faço em casa, sem me preocupar com o tempo e sim em fazer corretamente. O tempo eu confiro depois”, afirma.
Bete nem pensa em parar. Está adorando esta fase de sua vida e recebe o apoio da família, do esposo e de Finco para continuar.
“Enquanto tiver este incentivo e existir a Prova Feminina, vou estar em cima do lombo de um cavalo”, finaliza.
Fonte:
Lauridete Marques Sampaio
Equipe INEMA
Fonte:
Eduardo Faria Finco Cidade:
Esteio-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Claudia Juda dos Santos Date: 28/08/2002
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