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De 22 de agosto a 01 de setembro de 2002 acontece a Expointer 2002, em Esteio (RS). A raça de cavalos mangalarga está presente no evento. Confira a reportagem com um dos ginetes que participou destas provas.
Há determinadas paixões que são hereditárias. Quem já não viu as tradicionais “Famílias de Advogados”, onde vai passando de pai para filho a vocação pelo direito? Ou aqueles pais que são loucos por futebol e transmitem esse sentimento ao filho?
Pois bem. No meio eqüino também existe essa tradição. Muitos ginetes de hoje tiveram uma criação voltada aos cavalos, com o apoio e incentivo das famílias. E, uma vez plantada esta semente do amor aos cavalos, é difícil de largá-los.
Com o pai, Jucimar dos Santos Matos, o Deco, aprendeu a domar quando tinha apenas oito anos de idade. E nunca mais parou.
Depois de muito aperfeiçoar, com cursos e persistência, as técnicas que o pai ensinou, Deco possui hoje um Centro de Treinamento chamado Cabanha Tupancy. Neste, ele e o irmão domam e preparam os cavalos para as provas em geral.
Um dos clientes da Cabanha Tupancy é Paulo Becker e foi por meio dele que Deco recebeu o convite de participar da Expointer este ano.
“Eu já tinha ido a vários eventos, competido em muitos rodeios, mas na Expointer eu sou estreante”, conta Deco.
Concorrendo com o cavalo Timbu Al Alesube e a égua Sarita Al Alesube, ambos pertencentes a Cabanha Al Alesube, de Paulo Becker, Deco diz que o objetivo é apenas participar, não ganhar.
“A gente queria somente levar os cavalos para ver como se sairiam, apenas para experiência”, salienta.
Contudo, ele foi ultrapassando as fases classificatórias e agora está no quarto lugar geral, o que o surpreendeu. “Eu não esperava esta colocação, pois só treinei os cavalos por três meses. Dependendo do animal, seria necessário até um ano de treino”, afirma.
Para ele, as provas estavam bastante disputadas, bem julgadas e os ginetes possuem um nível de competência parecido. O que então faria a diferença, seria o treinamento dos animais e o domínio do competidor.
Deco avalia que o cavaleiro, para ser bom, precisa ter bastante contato com o cavalo que está lidando.
“Não adianta fazer cursos de doma se não trabalhar com o animal seguidamente. É necessário que haja um envolvimento. Na hora da prova eles precisam ser um só, tem que priorizar o conjunto, não dá para pensar separado”, explica.
Para o futuro, este ginete não possui nenhum plano. “Para quem lida com cavalos a única expectativa é esperar que se encontre um bom animal”, finaliza Deco.
Fonte:
Jucimar dos Santos Matos
Equipe INEMA
Fonte:
Nucleo Riograndense Criadores Cavalos Mangalarga Cidade:
Esteio-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 29/08/2002
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