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De 22 de agosto a 01 de setembro de 2002 acontece a Expointer 2002, em Esteio (RS). A raça de cavalos mangalarga está presente no evento e contou com a participação de uma amazonas de 16 anos. Confira a reportagem com ela!
Quando tinha apenas seis anos de idade, Natascha Konarzewsk, que mora em Novo Hamburgo, deixava os ares da cidade para passar os finais de semana em Xangri-Lá, onde tinha uma vizinha que possuía um cavalo.
Com ele, Nastascha e a amiga andavam pela praia, galopando sem rumo. A maravilhosa sensação que a prática desse passeio proporcionava, fez a garota logo se apaixonar pelo animal.
“Eu sempre gostei de bichos, até porque meu avô tem uma chácara e eu adorava mexer com eles”, lembra.
O tempo foi passando e o prazer pela equitação apenas crescia. Foi quando, no ano passado, ela recebeu um convite, da escola onde estuda, de participar da Expointer.
Pela primeira vez o evento iria abrir espaço para a categoria Feminina e Natascha não perdeu a oportunidade de representar o colégio Núcleo Dois. Como ela mesma diz, resolveu tentar.
“Eu acho ótimo que as mulheres estejam participando destas provas, pois antes eram somente os homens que competiam e agora estamos mostrando que podemos concorrer também. E eles chegam até a incentivar a gente. Tem amigos meus que farão até torcida”, adianta Natascha.
Disputando com 13 mulheres, ela teve que ultrapassar as provas de 5 tambores e 4 balizas mesmo sem ter treinado quase nada antes, pois apenas havia participado de cavalgadas. O resultado foi uma sexta colocação e o apoio da família inteira e amigos.
Para este ano, a garota até tentou, mas não teve tempo para treinar com o cavalo que iria disputar. Teve que se contentar com um pouco de equitação no cavalo do tio e assim mesmo conseguiu ficar em terceiro lugar nessa primeira etapa que já aconteceu.
“É complicado, tem que ter coragem para fazer isso. É tudo muito rápido e é necessário muito equilíbrio em cima do cavalo. Para fazer a volta no tambor, por exemplo, parece que o cavalo vai cair de tão fechada que é a curva”, afirma.
Além disso, caso alguém derruba alguma baliza ou tambor, ganha um acréscimo de cinco segundos no tempo, como a prova é de quem faz mais rápico, isso prejudica muito.
“Também é preciso muita sincronia e saber utilizar todos os acessórios. Tem pessoas que acham que só são necessárias as rédeas, mas o comando do pé também é bastante importante”, observa Natascha.
O cavalo Quilombo JO, do Haras do Arko, que foi o grande campeão da Expointer nesse ano, é o parceiro da moça que o elogia bastante. “Além de lindo, é muito ágil”, resume.
Aliás, Natascha possui um grande encanto por todos os cavalos da raça Mangalarga. “Para mim, eles são os melhores, pois servem para tudo. Nas cavalgadas eles são muito cômodos e nas provas muito ágeis”, define.
A docilidade é outra característica que admira. “Até crianças podem montar nele que não acontecerá nada”, diz.
Como quer ser veterinária, a garota que cursa o 2º ano do segundo grau, está com as expectativas, em relação a final, lá em cima. “Vou tentar fazer o melhor que puder para conseguir qualquer colocação, pois, para mim, que não tenho experiência, o prêmio que conquistar será uma vitória”, conclui cheia de otimismo.
Fonte:
Natascha Konarzewsk
Equipe INEMA
Fonte:
Natascha Konarzewsk Cidade:
Esteio-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Claudia Juda dos Santos Date: 29/08/2002
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