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Nos dias 31 de agosto e 01 de setembro de 2002 aconteceu a 2ª parte da Copa Veleiros do Sul de Match Race, em Porto Alegre (RS). Alguns praticantes de windsurf estavam no local e aproveitaram o vento minuano para velejar.
Depois de uma semana com temperaturas acima dos 30ºC, o tempo mudou na capital gaúcha.
Quem apostou que a meteorologia estava errada quando confirmava para Porto Alegre mínima de 0ºC, perdeu.
Os gaúchos mais uma vez tiveram que se adaptar ao clima frio de inverno.
E não foi nada difícil para os amantes do Windsurf. O tempo estava para eles. O vento minuano foi um presente para estes desportistas.
Este ano, segundo o empresário José Paulo Rimoli Ilha, 42 anos, o vento minuano havia soprado poucas vezes, geralmente junto com as frentes frias.
Praticante do esporte há cinco anos, não perdeu a oportunidade e colocou seu windsurf no Guaíba para velejar.
Como já é de costume, ele e alguns amigos que são sócios do Clube Veleiros do Sul se reuniram na rampa do lado oeste.
“Quando sopra o minuano, aquele é o melhor lugar do clube para velejar”, destaca.
Apesar do frio, José aproveitou bem o dia. “O vento forte é o melhor para a prática do esporte. O dia estava ótimo”, afirma.
O empresário Léo Penter, 46 anos, concorda com ele.
Apesar de praticar windsurf há apenas um ano, conhece muito bem o Guaíba e as condições do vento.
“Pratico vela desde os dez anos de idade”, conta.
E com a experiência que o tempo lhe deu, afirma que aquele é o melhor lugar do Rio Guaíba para velejar quando o vento é minuano direção oeste.
O consenso era geral no sábado: o dia estava maravilhoso e com condições perfeitas para a prática do esporte.
“O windsurf começa a ficar interessante quando o vento está a partir de 10 nós, ou seja, 11km/h e no sábado estava entre 25 e 30 nós”, informa.
Segundo ele, o que os praticantes mais querem é que o vento esteja bem forte.
Para adequar as condições climáticas com o windsurf e o próprio peso, Léo modificava o tamanho das velas à medida que a intensidade do vento se alterava.
O empresário salienta que Porto Alegre oferece boas condições para velejar e o Guaíba é um ótimo lugar para este tipo de esporte.
Outro aspecto de relevância com relação ao windsurf, para ele, é que o equipamento é de fácil transporte, podendo ser colocado em cima do carro e levado para qualquer lugar.
Isso facilita muito em uma situação como a do final de semana.
“Nosso clima está um pouco diferente do que o normal. O inverno custou a chegar e agora está se prolongando. Geralmente, no início de setembro já se tem o vento leste, que também é favorável ao windsurf”, ressalta.
Normalmente, o vento minuano dura três dias. Mas, contrariando as regras, ele permanece na capital gaúcha.
“Se persistir durante a semana vou deixar de almoçar num destes dias e vou velejar. Embora canse o físico, descansa a mente e alivia todo o estresse do dia-a-dia”, afirma.
Como Léo mesmo diz é “uma cachaça saudável”.
O frio só é lembrado no início, quando o desportista tem o primeiro contato com água. Depois, com o exercício e a adrenalina eles acabam esquecendo a temperatura baixa.
“O Windsurf é uma prancha que desliza em cima da água com a força do vento. É uma integração bem benéfica, por isso temos que tratar bem a natureza para que ela nos devolva em boas condições para o esporte. E foi isso que aconteceu neste final de semana, passamos sábado e domingo brincando com o vento”, finaliza Léo.
Fonte:
José Paulo Rimoli Ilha
Léo Penter
Equipe INEMA
Fonte:
Leo Penter Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 31/08/2002
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