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Nos dias 31 de agosto e 01 de setembro de 2002 aconteceu a 2ª parte da Copa Veleiros do Sul de Match Race, em Porto Alegre (RS). Alguns praticantes de windsurf estavam no local e aproveitaram o vento minuano para velejar. Conheça um deles.
O estimulo dos amigos foi o empurrãozinho que André Jobim de Azevedo, de 39 anos, precisava para começar a praticar windsurf.
Antes disso, o advogado velejava eventualmente.
Há nove anos praticando windsurf, André sabe dar o real valor a um vento minuano e não deixou de praticar este final de semana em que o clima ficou propício para o esporte.
“O vento minuano é bom e forte. Além disso, para àquelas condições climáticas, relação onda e direção do vento, o local onde estávamos é o melhor para a prática de windsurf”, afirma, se referindo ao Clube Veleiros do Sul na rampa do lado oeste.
Segundo o advogado, o vento minuano não é como um campo de futebol que estará sempre no mesmo lugar, por isso abdica de outras coisas para velejar quando ele sopra.
André também pratica kitesurf há um ano, mas a força do vento era tanta que ele não quis arriscar e preferiu o windsurf.
“Neste esporte ainda sou aprendiz”, conta.
O interesse surgiu quando a esposa ficou grávida. Depois que teve a filha Sofia, tinha que levar carrinho, bercinho e outras coisas no carro e o equipamento do kitesurf era menor e mais fácil de ser transportado.
“Não estava sobrando lugar para o brinquedo do grandão”, diz rindo se referindo a ele mesmo.
André estava no clube participando da Copa Veleiros do Sul de Match Race na regata da categoria Soling, mas a força do vento estourou as velas, o que fez com que voltasse rapidamente para o windsurf.
No esporte, gosta muito de pulos e saltos. Com o vento minuano deste final de semana isso foi possível.
“Ele proporcionou ondas de boa formação”, destaca o advogado que não ficaria nem um pouco triste se o minuano aparece mais vezes durante o ano.
A temperatura baixa não intimidou o desportista que afirmou: “azar o dele”, se referindo ao frio.
Para André, a pressão termina quando coloca a roupa de borracha e recebe o incentivo dos amigos para que entre na água. Depois, com o prazer que o esporte proporciona, tudo é esquecido.
O desportista vê o windsurf como um estilo de vida que tem relação direta com a natureza.
“A sensação é a da mais impressionante liberdade, com velocidade e possibilidade de manobras aéreas”, explica.
Para quem está começando no windsurf afirma que o melhor negócio é fazer um curso. André diz que teve a sorte de aprender com amigos experientes, mas ressalta que é fundamental buscar instruções.
Segundo o advogado, no início o esforço é maior do que as recompensas, mas, com persistência, tudo se transforma em prazer.
No windsurf, nunca pensou em competir. Pratica só pela adrenalina do esporte.
“Meu tempo é curto e não tenho espírito competitivo. Disputo na regata para aprender mais. Se fizesse isso no windsurf, deixaria de ser uma diversão”, explica.
O amor pelos esportes de vela André já está passando para a filha Sofia, de um ano e três meses.
A pequena, que já velejou de barco, demonstra ter muita afinidade e faz a maior festa quando chega perto da água.
“Ela vai ser minha companheira”, afirma o pai coruja.
André diz que no windsurf está como na bicicleta: aprendeu e não esquece mais. Agora, vai se fixar e se dedicar mais ao kitesurf.
E, pelo jeito, tem muito tempo pela frente, pois diz que quer velejar até os 134 anos.
Disposição e adrenalina não vão faltar!
Fonte:
André Jobim de Azevedo
Equipe INEMA
Fonte:
Andre Jobim de Azevedo Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Claudia Juda dos Santos Date: 03/09/2002
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