Fundada em outubro de 1991, a Bike Tech está no mercado há dez anos não só com o objetivo de vender material esportivo. Atualmente ela patrocina diversos atletas. Conheça um deles.
O interesse pela bicicleta, assim como para a maioria dos meninos, surgiu ainda na infância, quando tinha apenas sete anos.
Depois de muito tempo, em 1997, a convite de um amigo, presidente da Associação Ciclística da Zona Sul, que organizava provas no Morro do Osso, Eduardo Bacedo começou a competir.
As primeiras disputas foram no Cross Country e ele percebeu que gostava mais das descidas.
“Senti que tinha potencial. Nas subidas perdia para os adversários pela falta de resistência, enquanto que nas descidas ganhava deles”, conta.
A partir daí, passou a se dedicar ao Down Hill e no mesmo ano participou do Campeonato Gaúcho.
A primeira prova nesta categoria foi no dia 15 de maio e, para surpresa do próprio Eduardo, que era um novato, venceu.
“Não esperava ganhar. Aquilo só confirmou para mim que deveria investir realmente no esporte”, recorda.
Com o apoio da família e da esposa Patrícia ficou fácil praticar o esporte, mas um acidente, em 1999, deixou o atleta parado por dois anos.
“Cai andando na calçada. Não estava treinando, fui fazer uma brincadeira e não estava equipado para isso. Fui saltar sobre a raiz de uma árvore e capotei. Tive dois edemas intracranianos e fraturei a coluna”, recorda.
Passado o acidente Eduardo voltou com força total e hoje está em plena atividade. Mas não esqueceu os maus momentos que passou, por isso, aconselha quem está começando:
“Usar o equipamento de proteção é fundamental para não ter lesão. Caso isso aconteça, atrasa todo o processo de desenvolvimento do atleta”, afirma.
Ter uma boa bicicleta e caprichar na manutenção também são pontos que ganham destaque para ele.
Quando voltou ás atividades, em 2001, o ciclista ingressou na Equipe Bike Tech de Down Hill, patrocinada pela Loja Bike Tech, de Porto Alegre. “Corro na categoria Máster”, frisa.
Para manter a forma e adquirir resistência, Eduardo, de 33 anos, treina de segunda a sexta-feira, durante três horas por dia.
“Sou morador da Zona Sul e aqui tem bastante morro. A geografia da região é bastante favorável para treinos de Down Hill”, explica.
Eduardo também cuida da alimentação, com a ajuda de uma amiga que é nutricionista e o acompanha.
Para ajudar na busca pela resistência, cigarro: nem pensar!
E, tantos esforços só poderiam surtir em resultados positivos. No mesmo ano em que voltou a competir, depois do acidente, o ciclista participou do Pan Americano, na cidade de Caxambu, em Minas Gerais.
Segundo o atleta, o nono lugar naquela prova, foi o melhor prêmio de sua carreira esportiva.
“Foi um orgulho vestir a camiseta do Brasil, fazer parte da delegação e representar o país”, afirma.
Para Eduardo, o esporte representa muitas coisas, não só competição. “É uma forma de recarregar as energias”, destaca, “Você volta de um dia de treino e carrega as baterias depois de perceber que teve um bom desempenho e atingiu resultados positivos”, completa.
No futuro, o atleta tem muitos planos de criar uma agência de turismo ligada ao ciclismo. Como é guia turístico, está desenvolvendo um projeto de turismo com bikes.
“A geografia da zona Sul é boa para isso. Já comecei a fazer passeios ecológicos e o retorno foi bom. Mas nada é certo, ainda estou pensando nisso”, explica.
Quanto ao ciclismo no Brasil ele vê muitas possibilidades de crescimento. “Temos grande potencial, mas precisamos do apoio de mais empresas. O apoio da Bike Tech é fundamental, mas seria interessante que outros investissem junto”, ressalta.
Segundo o atleta, nos países de primeiro mundo, este esporte tem muitos patrocinadores e apoiadores. Para ele, será importante criar provas amistosas e mais competições. “Isso fará com que o ciclismo evolua mais no país”, finaliza Eduardo.
Fonte:
Eduardo Bacedo
Equipe INEMA
Fonte:
Mauro Gotler Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Bike Tech Publicado: Claudia Juda dos Santos Date: 04/09/2002
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