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Fundada em outubro de 1991, a Bike Tech está no mercado há dez anos não só com o objetivo de vender material esportivo. Juntamente com a Raia Center, ela patrocina diversos atletas. Conheça um deles.
Com oito anos de idade, o atleta e auxiliar de escritório Altemir Arruee da Rosa, mais conhecido como Moca, ganhou sua primeira bicicleta. Como toda criança, sempre gostou muito de andar.
Sua ligação com a bike esportiva também começou cedo, através do pai, Caetano Arrue da Rosa, que competia em provas de ciclismo.
Com 15 anos, o rapaz decidiu participar das competições. Desde o início fez parte do pelotão de Elite, a categoria mais importante deste esporte.
Dois irmãos de Mocas também participaram de algumas disputas, mas hoje não mais.
“A família sempre esteve ligada ao ciclismo”, destaca.
De todas as provas que participou, ele não vê uma como sendo a mais importante. Todas têm o mesmo valor para, da menor a maior.
Há quatro anos Moca decidiu competir apenas dentro do Estado, devido as dificuldades financeiras para manter o esporte. O atleta já havia participado de provas no Uruguai e na Argentina.
“O ciclismo é um esporte caro e é preciso ter verbas para sair fora do país”, ressalta.
Durante dois anos esteve parado. Em 2000 voltou para o ciclismo e entrou para a Equipe Bike Tech/Raia Center, patrocinada pela Loja Bike Tech e Raia Center Escola de Natação e Hidroginástica.
Por seis meses, Moca ficou treinando e se preparando para voltar a disputar. Em 2001, foi campeão gaúcho e este ano, até o momento, está na liderança.
Atualmente, corre o Campeonato Gaúcho em duas modalidades: meio, que tem percurso de aproximadamente 50km, e fundo, acima de 100km.
Para manter o físico e adquirir resistência, Moca treina de terça-feira a domingo, folgando apenas na segunda-feira, durante três ou quatro horas por dia.
O tipo de treinamento vai depender muito da corrida que vai disputar. “Sempre dou uma olhada no calendário”, explica.
Moca não fuma, não bebe e não come carne gorda. Ele revela que não tem muita afinidade com dietas, mas procura manter um peso adequado.
Para o atleta, o esporte já não tem mais tanta importância no sentido competitivo. Hoje em dia, ganha maior destaque no lado da saúde.
Moca diz que o ciclismo no Brasil não tem o apoio que merece e cita a Europa como um modelo de lugar onde ele é de suma importância.
“Lá, é como o futebol em nosso país”, afirma.
O atleta não sabe se continuará competindo no ano que vem, mas tem uma certeza.
“Não gosto de disputas, pratico ciclismo pelo amor. Caso pare, vou continuar andando com a minha bike”, finaliza.
Fonte:
Altemir Arruee da Rosa – “Moca”
Equipe INEMA
Fonte:
Raia Center Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Bike Tech Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 05/09/2002
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