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Frederico: Uma história de amor pelo esporte

Fundada em outubro de 1991, a Bike Tech está no mercado há dez anos não só com o objetivo de vender material esportivo. Ela patrocina diversos atletas. Conheça um deles.

Com cinco anos de idade Frederico Guilherme Hofmeister Hanke já dava as primeiras pedaladas em sua bicicleta.

Aos 16 anos de idade, participou de sua primeira prova. “Sempre tive vontade de competir para medir meu nível com o dos adversários”, explica o atleta, de 27 anos, técnico em informática.

Frederico começou no Speed, corridas no asfalto, na categoria Adulto Não Federado.

“Até os 15 anos poderia disputar na Juvenil e eu tinha 16, por isso tinha que competir nesta categoria junto com pessoas de 25, 30 anos”, recorda o atleta.

Mas isso não o fez desanimar, pelo contrário. Ele levou para o lado positivo e diz que a experiência fez com que desenvolvesse muito rápido seu nível técnico. Naquela época, fazia parte da equipe do Grêmio Náutico União.

Durante oito anos, dos 18 aos 25, Frederico se afastou do esporte para se dedicar aos estudos.

Ele fez cursinho pré-vestibular e passou para Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, mas não chegou a concluir sua graduação.

Frederico fez novo vestibular e ingressou na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS para cursar Análise de Sistemas, onde estuda atualmente.

“Durante todo este tempo sentia falta do ciclismo”, revela.

E foi por causa disso que se reaproximou do esporte. Ele começou a fazer trilhas no Sítio do Matamala e um amigo o convidou para assistir uma prova de Down Hill.

“Ele fez o convite para fosse junto e caso sentisse vontade participasse também. E foi o que aconteceu”, recorda.

Frederico resolveu experimentar. A primeira prova foi na categoria Open Rígida. Ele ficou em 6º lugar e considerou a pista fácil.

“Achei que o Down Hill era aquilo. Quando participei da segunda prova, cheia de curvas, pedras, saltos e raízes, é que percebi no que tinha me metido. Mas já era tarde demais, pois havia gostado mais ainda e não consegui largar o esporte”, afirma.

Assim como no ciclismo, o maior objetivo do atleta é medir seu nível técnico com o dos demais adversários. No entanto, classifica algumas diferenças entre as duas modalidades que o fazem preferir a que compete hoje em dia.

“No ciclismo existe um clima muito competitivo e no Down Hill é de integração e confraternização. O ambiente antes das provas é de amizade. Um ajuda o outro e, até mesmo, empresta peça para equipes ou adversários diretos”, conta.

Frederico corre na categoria Sub-30. Ele treina todos os finais de semana no Sítio do Matamala, no Morro do Tapera ou, um final de semana antes, vai ao local onde acontecerá a próxima prova e faz seu treinamento lá.

“Trabalho mais a técnica e a bicicleta, pois a resistência exige atividades diárias e não tenho tempo para isso”, explica.

A alimentação não está na lista de preocupações deste atleta que, por ser muito ativo, nunca teve problemas com peso. “Gosto muito de comida e procuro me alimentar sempre bem, deixando de lado as porcarias”, explica.

Há dois anos, faz parte da Equipe Bike Tech de Down Hill, patrocinada pela Loja Bike Tech. Além de atleta é o dirigente da mesma e tem a responsabilidade de representar seus colegas.

De todas as disputas que participou, destaca o Campeonato Brasileiro de 2001, que aconteceu em Canela, como a mais importante.

“A FGC foi excepcional na organização. Havia atletas de todo o Brasil e foi espetacular”, recorda.

Na Classificatória ficou em 1º lugar e tinha tudo para vencer, mas na Oficial, devido a um tombo a 50m da chegada, ficou com o 4º lugar.

Frederico recebe todo o apoio da família para continuar no esporte. A esposa Jose sempre o acompanhava nas provas, no entanto, depois que ganhou Rogério, que hoje está com um ano, se dedica mais ao filho, mas sem deixar de incentivar o marido.

“Logo, logo ela vai começar a me acompanhar novamente e levar nosso bebê”, afirma o pai coruja que quer deixar de herança para Rogério a paixão pela bicicleta.

Segundo ele, atualmente, o Down Hill no Brasil é muito amador e por isso é saudável.
“Muitos tentam transformá-lo em profissional, mas de uma forma errada e isso pode prejudicar o esporte”, afirma.

Para o atleta, o esporte tem várias vantagens como, por exemplo, o convívio com a natureza, a possibilidade de conhecer pessoas e lugares diferentes, levar uma vida saudável, desestressar e de ter contato com as últimas tecnologias das bicicletas de Down Hill.

O maior prêmio para ele, não é o troféu ou a medalha e sim o reconhecimento do público, a torcida e os aplausos das pessoas quando passa por elas ou faz saltos nas trilhas.

Frederico gosta disso e revela que já pensou em se aposentar do esporte. Mas… quando lembra de atletas como Danilo Spader que, com quase 50 anos, nem pensa em parar ainda, logo deixa de lado estes pensamentos.

“Tenho muita coisa ainda pela frente”, finaliza.

Fonte:
Frederico Guilherme Hofmeister Hanke
Equipe INEMA

Fonte: Bike Tech
Cidade: Porto Alegre-RS-Brasil
Fotos: Bike Tech
Publicado: Ayumi Miyazaki
Date: 06/09/2002 <%insert_data_here%>

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