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Fórmula 1.6 e Pick-up Racing - Gás Veicular

Dia 08 de setembro de 2002 aconteceu a 5ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Fórmula 1.6 e do Campeonato Pick-up Racing, em Viamão (RS). Conheça o Gás Natural Veícular utilizados nas Pick-ups.

O gás natural veicular, GNV, originário da decomposição de fósseis de origem animal, é encontrado em uma camada anterior a do petróleo, na crosta terrestre.

Conhecido também por gás metano, o gás natural não possui cheiro.

Porém, ao ser extraído do sub-solo, por medida de segurança, é submetido a um processo de odorização por uma substância, para que possa exalar cheiro em caso de vazamentos.

O GNV não passa por nenhum tipo de refinamento necessitando, apenas, passar por filtros nas Unidades de Processamento que retiram a umidade e comprimem o Gás a uma pressão aproximada de 70 Kgf/cm²(bar).

A partir daí o gás é distribuído aos postos através dos Cyte-Gate.

Ao chegar aos postos de abastecimento, o gás é pressurizado através de um compressor instalado no local a uma pressão de 220 bar, ao qual é transferido sem ter contato com o ar.

Para isso, utiliza-se o sistema de Dispenser. A válvula de abastecimento que conduz o gás ao cilindro(s) instalado no veículo, através do duto de alta pressão, armazena o gás no mesmo, com pressão igual a do posto de abastecimento.

O sistema de GNV instalado corretamente, faz com que o Gás passe pelo Redutor de Pressão, reduzindo a mesma para a pressão atmosférica, através de estágios no redutor. Alguns com três estágios e outros com dois.

Ao ligar o motor, a depressão existente no coletor faz com que o gás seja sugado pelo motor. Através do mesclador instalado entre o filtro de ar e o motor, é mantida a relação estequiométrica entre ar e combustível (Gás).

É importante salientar, que o Gás somente será liberado para o motor quando o mesmo estiver energizado, através da eletroválvula do redutor de pressão, como medida de segurança.

O sistema está protegido por válvulas que bloqueiam o gás nos casos de: ruptura na tubulação, vazamentos nas conexões e nos sistemas italianos e contra chama exposta na válvula de cilindro.

Para as empresas homologadas pela ASCONGAS-RS, estas normas do INMETRO são fiscalizadas pelo conselho de ética, tranqüilizando, ainda mais, o usuário.

Além disso, o Gás Natural pode ser utilizado nas indústrias no lugar do gás de cozinha ou do óleo industrial, com a vantagem de ser um gás ecológico e seguro na utilização.

Pode, também, ser aproveitado nos sistemas de calefação e para a co-geração de energia elétrica.

Em 1986, a conversão para o GNV foi autorizada para ônibus e táxis e dez anos depois foi liberada para qualquer tipo de veículo. A conversão custa em torno de três mil reais, dependendo do modelo e potência do automóvel.

Segundo Cleo Fontoura, empresário e diretor financeiro da Associação das Convertedoras de Gás Natural, vale a pena o investimento, pois a economia de até 70 % com combustível, possibilita, também, a melhoria das condições do ar.

Com um cilindro de 15 m³, um veículo roda 200 Km, gastando R$ 14,10 de Gás. O custo por m³ é de R$ 0,94, rendendo, em média, 20 % a mais do que um litro de gasolina, que fazendo a mesma quilometragem se gastaria R$45,00.

Além disso, o GNV, proporciona uma melhora muito grande na manutenção do veículo em função da octanagem, tempo de queima do gás, que fica em torno de 126 octanos, enquanto a gasolina mais pura chega a 91 octanos.

Po esse motivo não agride tanto o óleo do motor, as velas de ignição e não carboniza internamente o motor, que tem sua vida útil melhorada.

Outra vantagem é que o equipamento instalado para a utilização do GNV, localizado no motor e/ou porta-malas, tem vários dispositivos de segurança e a conversão não impede o uso de gasolina.

Dentro do veículo há uma chave comutadora que permite ao usuário passar para gás ou gasolina e indica a quantidade de Gás contido no cilindro.

Para divulgar os benefícios do novo combustível, assim como sua total segurança, a Ascongás, juntamente com a Petrobrás, a Mat fabricante de cilindros e BRC solicitaram aos organizadores do Pick-up Racing, a realização da conversão nos veículos de corrida.

No último domingo, foi realizada no Autódromo de Tarumã, a 1ª Etapa do Pick-up com a utilização do GNV, sendo a primeira experiência em corridas realizada no mundo.

Para Cleo, o circuito foi muito bom, principalmente para os participantes, e o gás chegou para ficar no automobilismo.

"O GNV reduziu consideravelmente o custo das equipes, e o motor teve uma performance excelente, conseqüentemente, o veículo tornou-se melhor para pilotar", explica.

Em relação a segurança, o empresário diz que se a conversão for realizada de acordo com as normas da INMETRO, com equipamentos de qualidade, com certificação e mecânicos treinados, não há perigo algum.

Tanto que na prova de domingo, houve uma capotagem, em que o carro ficou totalmente destruído e o cilindro, onde estava o gás, continuou intacto.

A Associação internacional - ENGVA - acredita que até 2005, haverá 250 mil veículos utilizando o gás natural no Brasil.

A Conversão passo a passo:

1 - Retirar uma autorização prévia no Detran para efetuar a conversão.

2 - Ir a uma das oficinas homologadas para colocar o kit.

3 - Depois de instalado o kit, a convertedora coloca placas verdes no veículo e faz o primeiro abastecimento em um posto GNV.

4 - De volta à oficina, a placa verde é retirada. São realizados a regulagem e o teste de vazamento.

5 - O automóvel é periciado por técnicos de um órgão de inspeção conveniado pelo Inmetro, que emite o Certificado de Segurança Veicular (CSV).

6 - O Detran inspeciona o veículo e emite um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRVL) provisório.

7 - Entre sete e dez dias depois, o proprietário recebe o documento definitivo.

Fonte
Cleo Fontoura
Site oficial da Ascongás
Equipe INEMA

Fonte: Cleo Fontoura
Cidade: Viamão-RS-Brasil
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Luciane Rocha Martins
Date: 10/09/2002 <%insert_data_here%>

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  Evento 905 - Taruma Formula Gaucha e Pickup

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