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Sandborad em SC

Confira o relato de Fernanda Natasha Marques sobre sua aventura nas dunas de Santa Catarina!

Às 17 horas, do dia 19 de fevereiro de 2001, pensávamos que a tarde já havia sido perfeita de mais para nós.

Afinal, tínhamos que arrumar as malas na pousada e “dar no pé” para seguir viagem rumo a um novo lugar, ainda indefinido. Com a bagagem devidamente ajustada na porta traseira, seguimos estrada.

Ainda estávamos na Ferrugem (SC) quando o sol hesitava em se pôr. Meu namorado insistia para que esperássemos o ocaso antes de partir, por que dizia ele “o entardecer é fantástico aqui”.

Bom, era ele o marujo mais experiente entre todos nós, portanto, aceitamos a sugestão. O detalhe é que, pelo visto, iria demorar muito para que o tão esperado momento acontecesse, e por isso, tratamos de aproveitar, um pouco mais, o mar esverdeado de Ferrugem.

É... foi o que, a princípio, esperávamos fazer. Mas, graças a uma descontrolada ânsia por beber água de coco, acabamos por desviar da meta e descobrir um esporte que deixa os novatos pr’a lá de empanados: o sandboard.

Pois é... justamente, no meio de tantas dunas e areia avistei, de longe, uma cabana praticamente construída com coco.

Nem tínhamos reparado que as tais dunas tinham uma função especial. Não pensei duas vezes e deixei minha sede para ser saciada mais tarde: iria experimentar um pouco de adrenalina... e muita areia!

Gritei para o pessoal, que antes já haviam acatado a idéia e, inclusive, se dirigiam para obterem informações com quem parecia ser o responsável pela “brincadeira”. Ele logo nos ofereceu as pranchas.

Eram gigantes, maiores que um skate tradicional (desculpem.. ainda me considero absolutamente leiga no assunto!), e tinham uma espécie de fórmica na sua parte de baixo.

Então, ouvi a explicação: “para quem está praticando pela primeira vez, é melhor ir sentado, sozinho ou em dupla”.

Sim, como se alguma vez tivesse cogitado em ir de pé! Bom, foi aí que compreendi o porquê de tantas variedades de pranchas, seja pelo tamanho ou pelo formato: cada uma se adapta às mais loucas maneiras que são inventadas para a descida, uma questão de preferência.

É dispensável confirmar que o resto da tarde fora de pura diversão. Subimos e descemos as dunas tantas vezes quanto podíamos agüentar, as pernas já estavam exaustas e o corpo... nem queiram saber. Só de pensar que o próximo banho iria demorar um pouco... era bom nem lembrar!

Então, aí vai uma dica para quem procura um pouco de adrenalina: se estiverem na praia, principalmente em Santa Catarina, experimentem descer as dunas em alta velocidade. A sensação é obrigatória e impossível de ser esquecida.

E, para os que já tiveram essa experiência na veia, lembrem de, na próxima vez, estarem com uma câmera para registrar alguns momentos extasiantes num esporte absolutamente brasileiro e perfeito para o verão!

Fonte:
Fernanda Natasha Marques

Fonte: Fernanada Natasha Marques
Cidade: Florianópolis-SC
Fotos: Fernanada Natasha Marques
Publicado: Luciane Rocha Martins
DATA: 13/09/2002 <%insert_data_here%>

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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