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Motociclistas Gaúchos conseguem Abraçar o Rio Grande realizando percurso de 1.400 KM nas principais rodovias gaúchas, nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2002. Saiba como foi a largada deste evento patrocinado pela Turbo Moto.
Durante muitos dias os motociclistas que participariam do evento esperaram pela largada do 2º Abraçando o Rio Grande com muita expectativa e ansiedade.
Com razão. Afinal, não é sempre que se faz 1600km em três dias.
E a movimentação começou cedo em frente à concessionária da Turbo Moto, em Porto Alegre. Às 7h e 15min os participantes começaram a chegar.
Os organizadores já estavam no local esperando pelos motociclistas que iriam participar desta fantástica aventura sobre duas rodas.
Durante o passeio, outros motoclubes e grupos se uniriam ao comboio.
Para ficar mais organizado, o pessoal do apoio ficou no estacionamento da concessionária, onde eram distribuídos os numerais aos participantes.
Todos da organização estavam com coletes amarelos, o que facilitava a identificação por parte dos motociclistas que fariam o passeio.
“As pessoas que chegavam, aguardavam a saída na rua lateral. Enquanto esperavam, aproveitavam para conversar sobre o evento, fazendo uma grande concentração”, recorda Cristiano Teixeira Lopes, de 26 anos, mecânico da Turbo Moto e um dos apoiadores.
No local, dois integrantes da Polícia Rodoviária Federal se preparavam para acompanhar, como batedores, os motociclistas durante todo o percurso.
“Eles seguiram em duas motos e foram fundamentais para nossa segurança”, destaca Cristiano.
A largada aconteceu às 8h e 30min. As 220 motos que partiram de Porto Alegre com o objetivo de abraçar o estado em três dias foram guiadas pelos policiais e auxiliadas pelas motos de apoio de Humberto Lague e Jorge Alencastro.
Uma camionete da Turbo os liderava em direção a esta aventura. O comboio, formado por uma fila dupla de motocicletas criava na capital gaúcha um cenário de filme americano, onde a paixão pelas duas rodas era evidenciada á todo momento.
“Na hora da largada, minhas expectativas eram todas positivas. Queria que o Abraçando o Rio Grande fosse tranqüilo do início ao fim, sem acontecimentos graves”, ressalta Cristiano.
Outro aspecto que preocupava os organizadores era o tempo. Na noite de quinta-feira havia chovido muito dentro do Estado.
“Por sorte, tudo indicava que seria bom, e foi mesmo. Sábado ficou um pouco frio, mas domingo estava calor. Foi excelente para a viagem”, afirma.
A largada foi bem organizada. Os motociclistas partiram em direção a Avenida Castelo Branco numa velocidade média de 60km/h até chegarem na Tabaí, onde imprimiram um ritmo mais rápido, de 90 a 100km/h.
Quatro camionetes Ford Courier acompanhavam os motociclistas para resgatar as motos que tivessem problemas mecânicos. Muitos motoclubes levaram seus carros de apoio particulares, com as bandeiras dos grupos.
Cristiano diz que no ano passado não tiveram o apoio da Polícia Rodoviária Federal e as dificuldades nos cruzamentos perigosos e em certos trechos do trajeto foram maiores.
“Desta vez, eles fechavam as estradas para que conseguíssemos passar, devido a grande quantidade de motos. Os outros motoristas respeitaram mais e não houve nenhum acidente”, conta.
O industrial Jandir Eugenio Ciceri, de 41 anos, também aprovou o apoio deles. Segundo o motociclista, que pertence ao Quelônios Motoclube, ajudaram muito.
“Foram fora de série. Nossa segurança aumentou muito com a presença deles”, destaca.
Jandir saiu de Portão acompanhado da esposa Neca e mais 13 motos para curtir o passeio. Eles saíram da cidade às 6h e 30min da manhã e chegaram na Turbo Motos às 8h.
“Pegamos os numerais e aproveitamos para conversar com alguns conhecidos sobre o que esperávamos do 2º Abraçando o Rio Grande. Eu já tinha participado no ano passado e tinha uma idéia de como seria”, conta.
A largada, para o motociclista, foi bem organizada, assim como todo evento. No ano que vem, Jandir diz que há 95% de chance participar novamente.
Cristiano acredita que um dos motivos pelo sucesso do evento e o interesse dos participantes em 2003 seja a saída.
“Quando a largada não é boa, prejudica. Se a largada não te dá segurança o meio do evento e o final estarão comprometidos, pois tudo ficará desorganizado. Tem que dar tudo certo desde o início”, explica.
Ele ressalta que neste segundo ano a organização conseguiu melhorar 50% em comparação a 2001. Mas as metas aumentaram...
“No ano que vem, queremos ser 100% melhores e vamos conseguir. Estamos unindo os motociclistas e vamos mostrar para todos que temos um Sul motociclistas bastante forte”, finaliza.
A organização do evento foi da Brazil Rider's e contou com a colaboração do Cruzando Sul Moto Clube.
Fonte:
Cristiano Teixeira Lopes
Jandir Eugenio Ciceri
Equipe INEMA
Fonte:
Jorge Alencastro Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Luciane Rocha Martins Date: 23/09/2002
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