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No último final de semana o Grupo de Escoteiros Almirante José de Araújo Filho, acampou mais uma vez numa das mais belas cascatas do Rio Grande do Sul, a cascata do Salto Ventoso.
Ela está localizada no distrito de Nova Sardenha. Despencando por 54 metros de altura em frente a uma grande garganta, com 200 metros de comprimento por 25 metros de altura, em que é possível conhecê-la passando por trás da cortina da água.
A garganta em forma de ferradura é um semicírculo possibilitando uma vista de qualquer ângulo. Quando o sol bate dentro do boqueirão sobre a fenda da água, refletem-se várias cores nas paredes da caverna.
E é neste lugar maravilhoso que o Grupo de Escoteiros Almirante José de Araújo Filho costuma acampar.
O grupo de Garibaldi existe há 32 anos e possui, hoje, 40 integrantes. Todas as terças-feiras eles se encontram na sede que fica na rua Heitor Mazzini, s/nº, onde desenvolvem atividades educativas, teóricas e práticas em contato com a natureza.
“As reuniões ocorrem às 19h30min, o que impossibilita um contato maior com a natureza, mas ensinamos outras atividades como: dar nós, fazer amarras, cozinhar, montar barraca, a vida em grupo e outras coisas”, conta Marcelo, chefe dos escoteiros.
Os acampamentos acontecem uma vez por mês pelos arredores do município, pois a região oferece recursos naturais belíssimos. Além do que, o grupo não dispõe de muito dinheiro para fazer viagens distantes.
A cascata de Salto Ventoso é um dos lugares preferidos do grupo. “Em dez anos de acampamentos já perdi a conta de quantas vezes ficamos lá”, diz Marcelo.
No último final de semana, dias 05 e 06 de outubro, lá estavam eles novamente aos pés da cascata.
Para chegar ao local é preciso caminhar 12 quilômetros, o que dá, aproximadamente, 3h e 30min de viagem. “Nos encontramos às 06 horas de sábado na sede e saímos em direção ao Salto Ventoso”, relata o chefe.
Junto a eles existiam alguns marinheiros de primeira viagem. “Dois ou três ainda não conheciam e acharam fantástico”, ressalta.
Mas a chuva atrapalhou um pouco os planos de Marcelo. “Normalmente aproveitamos a queda para praticarmos rapel, como não conseguimos elaboramos outras atividades”, afirma.
Atividades não menos emocionantes e divertidas. Uma das brincadeiras chama-se “falsa baiana”. “Consiste em atravessar o rio se equilibrando em uma corda nos pés e outra nas mãos, se segurando”, explica Marcelo.
Outra é conhecida como “caçada com lanternas”. Um grupo fica escondido defendendo um alvo enquanto o outro precisa pegar este alvo, as lanternas funcionam como “laser”. Quem é focado por ela pode se considerar morto, o objetivo é pegar o alvo.
Existe ainda mais uma atividade noturna, a “segue fio”. “Durante o dia passamos um fio pelo meio do mato e a noite eles tem que seguir o fio para não se perderem. Alguns, inclusive, ficam escondidos no mato assustando os que estão brincando”, conta.
Marcelo diz que gostam do local porque é seguro para a prática do rapel e de fácil acesso, além de ser uma atividade muito prazerosa. “Não temos nenhum problema para nos organizarmos, pois é um ótimo lugar”, ressalta.
A volta aconteceu na manhã de domingo. Foram 4h e 30min de caminhada, porque fizeram uma parada para o almoço dos escoteiros.
Quem quiser fazer parte do grupo é só comparecer nas terças-feiras, a partir das 19h e 30min na sede do grupo. “Cobramos uma mensalidade de R$ 10,00 e qualquer pessoa pode participar, independente de sexo, raça ou idade”, conclui.
Fonte:
Marcelo Scussel de Assis - marcelo@procad.com.br
Equipe INEMA
Fonte:
Marcelo Scussel de Assis Cidade:
Bento Gonçalves-RS Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Claudia Juda dos Santos DATA: 08/10/2002
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