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Confira o relato de Nelson Elias sobre a viagem que fez pela Europa, fazendo cicloturismo.
No dia 8 de agosto Nelson Elias e dois amigos resolveram colocar em prática a idéia de fazer cicloturismo pela Europa.
Embarcaram, então, em um avião da Tap com destino a Amsterda com conexão em Lisboa. Nesse meio tempo, houve uma troca de aviões e as bagagens dos três amigos ficaram presas no aeroporto.
Ao chegarem em Amsterda, tiveram que esperar das 11 da manhã às 19 horas para que as malas chegassem no local em que estavam.
Mesmo depois de todo este atraso, os amigos não se intimidaram, seguindo em frente rumo ao centro da cidade, que fica a apenas 10 quilômetros do aeroporto.
Fizeram os últimos retoques na bicicleta e, com tudo pronto, se deslocaram rumo a direção sul da Holanda.
Seis dias depois, Nelson Elias, que é um dos três, ficou sozinho, pois os outros dois, por motivos particulares, resolveram desistir da viagem e retornaram a Porto Alegre.
Nelson, contudo, encarou o desafio e seguiu adiante mesmo sem ninguém por perto.
Até porque encontrou pessoas no caminho que o auxiliavam sempre que fosse necessário.
“Eu estava com duas bandeirinhas do Brasil coladas na parte de trás da bicicleta e as pessoas reconheciam o país e acenavam, paravam para conversar, sentiam curiosidade em saber o porquê estava passeando pela Europa. Eram muito receptivos”, revela Nelson.
Ao chegar na Suíça, Nelson decidiu seguir em frente pelo trajeto que daria em Milão (ao invés do programado, que era seguir à esquerda em direção a Áustria).
Foi na Suíça que se deparou com o primeiro problema: ultrapassar os famosos Alpes. Foi aconselhado, então, por um dos muitos amigos que fez pela viagem, a passar pelo centro da Suíça.
A justificativa foi o menor número de montanhas, sendo, portanto, também, menor a altitude por onde deveria passar.
Depois desse “desafio” inicial, Nelson seguiu sua maravilhosa viagem sem nenhum outro incômodo, exceto a própria bicicleta que teve que ser consertada uma série de vezes.
Foram 1250 quilômetros feitos em 15 dias por ciclovias de altíssima qualidade e segurança. “Fiquei impressionado pelo respeito dos motoristas pelos ciclistas. Eles não nos ultrapassavam quando era faixa de linha contínua. Não nos buzinavam e ainda a preferência nas rótulas era nossa”, conta, admirado, Nelson.
A alimentação também não representou nenhum problema. O alimento era a base de frios, pães, iogurtes, sucos e frutas que Nelson colhia dos próprios pés. “As macieiras e ameixeiras estavam carregadas e todos os frutos eram deliciosos. Cheguei a emagrecer quatro quilos”, conta.
Fazendo uma média de 80 quilômetros diários, Nelson diz que não se cansou, pois fazia muitas paradas e pedalava em um ritmo que não o forçava muito.
“Quando sabia que haveria uma subida ou algo que exigisse mais esforço, simplesmente eu parava e trocava as pedaladas pela caminhada”, salienta.
O tempo também ajudou, pois quase choveu durante o dia. À noite, porém, fazia muito frio, a oscilação era muito grande. O que o aquecia a noite era a roupa de suplex que comprar lá e o mantinha confortavelmente quente durante a noite.
Uma observação que não havia constatado era em relação ao idioma que falavam. “Acreditava que no interior também se falasse inglês. Contudo, percebi que quanto mais afastado da cidade, mais difícil era encontrar pessoas que falassem outro idioma que não fosse o da própria região”, ressalta.
A segurança foi outro fator que o chamou a atenção. Ele poderia parar em qualquer lugar e montar a barraca que não o assaltavam.
O único problema foi a manutenção da bicicleta que, durante a viagem, deu uma série de implicações. “Tive que consertá-la várias vezes, principalmente por causa do freio e das rodas”, revela Nelson.
O passeio foi tão bom e relaxante que ele já está pensando em fazer outro. “No ano que vem pretendo ir de Paris a Budapeste, fazendo 2500 quilômetros em 25 dias”, finaliza.
Fonte:
Nelson Elias
Equipe INEMA
Fonte:
Nelson Elias Cidade:
Suiça-EX Fotos: Nelson Elias Publicado: Ayumi Miyazaki DATA: 11/10/2002
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