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Aconteceu em Santa Maria (RS) a Expoer. Confira alguns dos métodos de demonstração de resgate utilizados pela Base Aérea.
Método inglês de içamento
O método inglês de içamento foi criado pela Royal Air Force visando otimizar e sistematizar os procedimento de utilização do guincho dos helicópteros, obtendo com isso menor tempo de resgate e maior segurança para tripulação.
O referido método foi incorporado a força Aérea Brasileira a cerca de 20 anos, quando tripulações foram enviadas à Inglaterra a fim de se inteirarem das minúcias de operação.
Desde então, o método faz parte da carga horária anula de treinamentos das unidades da nossa Força Aérea.
O que chamamos de “método”, na verdade é uma seqüência de ações que, utilizadas adequadamente, propicia a retirada de pessoas de embarcações à deriva; a evacuação de feridos em locais de difícil acesso; o resgate de sobreviventes de naufrágios; a colocação de homens de resgate em telhados de prédios, clareias e outros lugares restritos; e a execução de qualquer outra missão que a flexibilidade do helicóptero possa ser primordial.
Através do método, se atinge a perfeita coordenação entre o piloto, o operador do guincho e o homem de resgate que desce conectado à ponta do cabo, pois o piloto não vê o que se passa abaixo dele, mas o operador é seu olhos.
O operador não controla diretamente as oscilações do helicóptero, mas o piloto é suas mãos; e o homem de resgate nunca sabe o que ocorrerá quando descer na ponta do cabo, mas o piloto e o operador são sua vida.
Método de Exfiltração Tipo “Mac Guire”
Utilizado pelos homens de resgate para se exfiltrarem de locais restritos onde o pouso da aeronave não foi possível, tais como: clareiras, penhascos, topos de elevações e telhados de prédios.
O sucesso do método está alicerçado em sua simplicidade, pois para sua execução são necessárias somente duas cordas e um homem de resgate devidamente treinado na realização do mesmo.
O nome do método é uma homenagem ao militar que o criou, quando usando de pura criatividade o concebeu para conseguir ser resgatado de uma clareira no meio da floresta.
Ao contrário do que se imagina, o método não é recomendado para vôos de maior duração, pois o fato de ter dois homens literalmente pendurados à aeronave, acaba por restringir sua velocidade de deslocamento, não por questões aerodinâmicas, mas por razões fisiológicas dos elementos pendurados, os quais podem vir a enfrentar dificuldades para respirar e frio excessivo, podendo levar a hipotermia, e conforme o caso, a morte.
Método de Infiltração Tipo Rapel
Provavelmente a mais conhecida das manobras realizadas por helicópteros, principalmente em virtude do “boom” dos esportes radicais nos dias de hoje.
É utilizado para infiltrar homens de resgate ou tropas especiais em locais de difícil acesso, proporcionando agilidade na abordagens de feridos, quando em missão de resgate; e surpresa, quando na missão de resgate; e surpresa, quando na missão de operações especiais contra tropas inimigas.
A quantidade de elementos a descer pelas cordas está diretamente relacionada ao tipo de missão e à capacidade de transporte da aeronave.
Na nossa Força Aérea possuíamos aeronaves que podem infiltrar desde 2 até 20 elementos numa única aproximação da aeronave. Já a velocidade de desembarque relaciona-se a quantidade de cordas lançadas e a velocidade da descida individual.
Em muitos casos, a infiltração por rapel é sucedida por uma exfiltração por Mac Guire, pois ambas são utilizadas em ambientes de difícil acesso.
Fonte:
5°/8°Gav
Fonte:
Eliseu Dias da Silva Cidade:
Santa Maria-rs-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 14/10/2002
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