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De KA para Machu Picchu 2002

Confira a viagem de carro realizada por Nelson e duas amigas até Machu Picchu em 2002.

Nelson Elias é um verdadeiro explorador de novos lugares. Com uma veia que anseia por viagens ao redor do mundo, ele, sempre que pode, está com o pé na estrada. Aliás, não só com o pé, mas com bicicleta, moto e até de carro.

Dentre os muitos locais que já visitou, consta a Alemanha, Itália, Holanda, França, Espanha, Argentina, Marrocos, Grécia, Peru, Bolívia, dentre outros.

A última viagem que realizou, entre os dias 10 e 25 de junho, escolheu as ruínas incas mais conhecidas do mundo: Machu Picchu, no Peru.

O sítio foi descoberto pelo historiador americano Hiram Bringman em 24 de julho de 1911 e se diferia muito do que hoje conhecemos, pois estava coberto pela floresta.

Atualmente, ele é considerado um dos patrimônios culturais da humanidade. É um local construído com pedras unidas perfeitamente, sem ajuda de cimento ou barro.

Para chegar até o tão esperado local, Nelson e duas amigas que o acompanharam, percorreram 9300 quilômetros com o carro Ka.

A trajetória foi sendo realizada com o auxílio de um mapa e dos conhecimentos geográficos que Nelson possui. (Que, diga-se, são muito amplos)!

Saindo de Porto Alegre, foram a São Borja, entrando na Argentina por São Tomé, seguiram rumo ao norte, em direção a Corrientes, chegando a Cordilheira dos Andes e passando pelo Deserto de Atacama.

Ficou impressionado com o tamanho dos solares do Atacama. “São imensos”, lembra Nelson.

Continuaram subindo com destino ao Peru. Chegaram até às margens do lago mais alto do mundo, o Titicaca.

Quando finalmente chegaram a Cusco, estavam apenas há 140 quilômetros de distância das ruínas de Machu Picchu.

“A cidade é maravilhosa, toda construída com pedras incas”, afirma Nelson.

De lá, poderiam escolher se queriam fazer a Trilha Inca, que é uma caminhada acompanhada de guias até Machu Picchu. “O problema é que esta custava 150 dólares”, diz Nelson.

Resolveram, então, seguir de trem, que custa 35 dólares para turista. Depois, precisaram pegar uma van, que resultou em mais 10 dólares e, por fim, para entrar em Machu Picchu, tiveram que pagar mais 10 dólares.

(Ou seja, vão preparados com muitos dólares!)

Quando conseguiram entrar nas famosas ruínas, Nelson e as amigas ficaram admirados. “O visual é muito lindo. Tem paredes e pontes de pedra feitos há muitos anos e que são magníficos”, expõe.

O patrimônio só foi descoberto em 1911, mas a data de sua origem ainda é um mistério, visto que apenas há presunções, nenhum dado concreto que possa remeter a época de seu nascimento.

Localizada a 2.400 metros de altitude, Machu Picchu se tornou um verdadeiro ponto turístico, atraindo milhares de visitantes que enfrentam os efeitos colaterais da altitude motivados pelo desejo de estarem em contato com as ruínas mais conhecidas do mundo.

Nelson, por exemplo, levou três dias para se acostumar com a altitude. “Se virássemos a cabeça com rapidez, já ficávamos mal”, lembra.

Depois de terem atingido o objetivo traçado ao início da viagem, começaram o retorno a Porto Alegre. Mal eles sabiam que estas seriam as passagens mais emocionantes da viagem.

Tiveram que passar pela Bolívia e entrar no Brasil pelo Mato Grosso. O problema é que a Bolívia está em constante guerrilha, gerando um clima de insegurança muito grande.

“Tivemos que ultrapassar várias barreiras do exército e lidar com a enorme e chocante pobreza da região”, recorda Nelson.

Havia também uma série de pedágios, controlados apenas manualmente. “Tivemos que pagar pedágio até em estrada de chão”, revela Nelson.

Contudo, também puderam conhecer as missões jesuíticas, que, segundo o aventureiro Nelson, são lindas e, muitas, estão intactas.

Chegando no Brasil, atravessaram os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina. Ao comparar ambos países, Nelson e as amigas perceberam o quanto o Brasil é lindo e rico.

Mesmo assim, o esforço de passar pela Bolívia foi recompensado. “Valeu muito a pena. Não foi um passeio caro e conhecemos um lugar que queríamos ir faz tempo”, resume.

Cansou? “Imagina. Quando se está conhecendo lugares novos, nunca se cansa”, afirma, com entusiasmo, mesmo tendo dirigido o tempo todo!

Afinal, para um “descobridor de sete mares”, nenhuma viagem será cansativa!

Fonte:
Nelson Elias

Equipe INEMA

Fonte: Nelson Elias
Cidade: Machu Picchu-EX-Peru
Fotos: Nelson Elias
Publicado: Patrícia Mallmann Garcia
DATA: 07/11/2002 <%insert_data_here%>

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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