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Saiba um pouco mais sobre a vida do tricampeão brasileiro de snowboard, Felipe Motta.
Felipe Corsini Motta tem 26 anos e títulos de dar inveja a qualquer snowboarder. Para quem não sabe, o esporte snowboard é o esqui sobre a neve, não muito conhecido no Brasil devido ao clima tropical de nosso formoso país.
Contudo Felipe, apesar de ser filho do berço brasileiro, nascendo e se criando em São Paulo, aprendeu um esporte nos Estados Unidos que o fascinou e do qual não conseguiu mais largar.
Em 1992, na cidade de Lyndonville, Vermont, EUA, ele começou a praticar snowboard e, desde então, não parou mais.
Se formou em engenharia de produção, trabalhando no mercado financeiro por cinco anos. Porém, acabou deixando o trabalho para se dedicar com exclusividade ao snowbord, no qual executa como profissional atualmente.
Agora ele se divide entre dois países: fora de temporada, vai a São Paulo/Brasil e, no inverno, se desloca a Whistler/Canadá.
As principais influências sofridas pelo atleta vieram de dois ídolos. “Skatistas como John Cardiele e snowbaorders como Shaun Palmer”, afirma Felipe.
Envolvido nas manobras radicais destes que se tornaram exemplos para ele, Felipe conquistou títulos que o consagraram como Tricampeão Brasileiro Profissional, nos anos de 2000, 2001 e 2002.
Os demais campeonatos se dividem entre o circuito mundial no verão (deles) e o circuito sul americano no inverno (deles).
Destes, conseguiu a quarta colocação no circuito sul americano e está entre os 20 melhores do mundo, conquistando a 19° posição na Copa do Mundo.
Para o atleta campeão, o mais difícil em uma disputa é se manter calmo. “E fazer tudo o que você faria normalmente ali, na hora da pressão”, salienta.
Para treinar e não “fazer feio” nos campeonatos, Felipe escolhe os morros do Chile e do Canadá para praticar o esporte.
Das manobras que mais curte, ele destaca as rotações bem lentas com grabs (pegadas na prancha) ou curvas no powder (neve virgem). “São as melhores sensações que se pode ter no snow. Tudo é muito lento e macio”, define.
Como ele mesmo diz, enquanto as pernas agüentarem, vai continuar no esporte, pois a adrenalina que o snow proporciona é maravilhosa.
“A sensação é a de voar sem asas e sem motor”, finaliza Felipe.
Fonte:
Felipe Corsini Motta
Equipe INEMA
Fonte:
Felipe Motta Cidade:
São Paulo-SP Fotos: Felipe Motta Publicado: Ayumi Miyazaki DATA: 13/11/2002
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