|
Confira o relato de Alexandre Sampaio sobre o Torneio de Economia.
Fui disputar a final estadual porque participei da etapa regional em Bento
Gonçalves e fiquei em 2º lugar.
Abaixo os competidores que representaram a Revenda Motolak de Bento
Gonçalves.
Col. / Piloto / KM
1º Lugar: Cleimar Lagunas - 89,3
2º Lugar: Alexandre Sampaio - 79,2
3º Lugar: Adílio Dias - 77,7
As 8h45min o pessoal já estava agitando, numa agradavel manhã primaveril.
Algumas equipes já haviam chegado e outras chegavam pouco a pouco.
Lá pelas 9h20min saiu o primeiro grupo de motociclistas que fez o
reconhecimento do roteiro.
Na sequência o pessoal já começou a fazer a parte técnica.
A motocicleta tinha o carburador desconetado do tanque de combustível e a
mangueira do tanque lacrada.
A era ligada e acelerada até apagar.
Um segundo fiscal acionava o motor de partida para verificar, a seguir
instalava a garrafa com 500 ml de combustível.
Como a Motoryama percorreu o percursso com um GPS, tinham como saber as
distâncias da volta completa e do ponto onde terminava o combustível da
moto.
Devo comentar sobre a minha participação, um pouco desastrada.
Primeiro as motos chegaram na competição muito tarde porque nosso campeão
Lagunas tá com o despertador fora do horário de verão e foi acordado por
telefone pelo grande gerente da Motolak e presidente do Moto Clube Serra
Nostra, Sr. Gustavo, também motorista do furgão, carregador e descarregador
das motos, apoio moral, concertador de pneu furado e não deixou faltar
aquela água gelada para sua equipe, sempre acompanhado de 2 escudeiros.
No atraso das motos a nossa equipe não fez a volta de reconhecimento, por
isso nós percorremos a primeira volta no escuro, seguindo os outros
motociclistas.
Um rapaz com muita pressa em um Palio resolveu de repente trocar de direção
saindo da Farrapos e entrando numa transversal bem em cima da minha moto,
pode ser que ele esqueceu de mim ou não me viu, acho que foi desrespeito
mesmo.
Mas pesou a experiência do enduro, e mesmo com a colisão eu soube frear e
equilibrar a moto.
Um fiscal de pista que vinha logo atrás viu tudo e chegou rapidamente
próximo a mim para verificar meu estado, em compensação o motorista
imprudente foi direto olhar a carroceria do seu automóvel, onde deixei um
belo risco e um afundamento na lataria, resultado do impato do carro contra
o manete da embreagem da moto.
Após um tempo meditando e discutindo com sua acompanhante, veio falar com
nós e nem pediu desculpa, só falou umas 10 palavras e silenciou, eu disse
que estava tudo bem, ele concordou e cada um seguiu seu caminho.
O fiscal que me acompanhou achou a coisa muito doida, um motociclista novato
teria uma situação feia ali, ou mesmo meus colegas mais empolgados com a
competição que vinham deitados sobre a motos com as pernas sobre o banco do
garupa.
Recuperado, seguimos na competição, premiados com um calor infernal, com um
céu sem nuvens e uma avenida Farrapos sem árvores; nas sinaleiras nós
parávamos onde tivesse a sombra de um prédio para tentar acalmar o calor.
As paradas eram somente nas sinaleiras de cruzamento, as de pedestres foram
sumariamente desconsideradas num domingo em que não circulam pedestres na
Farrapos. Alguns mais empolgados queimavam até os cruzamentos menos
movimentados para não perder o embalo.
Nisso começo a perceber que a minha moto estava perdendo rendimento, pouco
depois um fiscal se aproxima e avisa que estou com o pneu traseiro furado,
outro colega também fura o pneu no mesmo local, no meu tinha 2 cacos de
vidro, resultante de andarmos em baixa velocidade próximos a sargeta, onde
estão os detritos.
O furgão da Motolak foi acionada via rádio pelos fiscais, carregamos as
motos até a Motoryama, desmontamos a roda com as ferramentas que acompanham
a moto, carregamos de novo em outra camionete para levar ao borracheiro,
volta do borracheiro, monta, fiscalizam, carrega na camionete e volta para o
ponto onde aconteceu o imprevisto, para retomar a prova do ponto onde
haviamos parado.
Já havia gasto muita gasolina andando com o pneu esvaziando, mais o que
evaporou durante a operação de transporte-concerto do pneu-transporte,
naquele calor de 35 graus, e ainda retomar a prova com o motor frio.
Apesar de tudo consegui uma média próxima aquela obtida na prova em Bento
Gonçalves, assim como os meus colegas de equipe.
O que valeu foi passar um dia com esta galera que curte moto, não interessa
se a moto é pequena. Tem muito motoqueiro incompetente que anda com motos
grandes e caríssimas, e muito "Motociclista da Gema", que anda de 125 cc ou
menos.
O que chamou a atenção foi que os 6 primeiros lugares ficaram com 2
concessionárias, os primeiros com a Motoryama e os outros com Passo Fundo,
estas equipes estavam competindo com motos mais bem preparadas para a prova.
Além do sorteio do prêmio principal, uma moto 0 Km, por sorte cair para o
número 2 da prova, o professor Aquiles.
A menor quantidade de combustível, 500 ml, diminui a duração da prova e
consequentemente o estresse dos pilotos, o que contribuiu para o campeão
aumentar seu recorde.
Nós do Motoclube Bento Gonçalves esperamos que o motociclismo cresça como
esporte.Eventos como este chamam a atenção paras as qualidades das motos e
só engrandecem a nossa paixão pelo mundo em 2 rodas.
A diversão ficou por conta do Perna, como de costume na locução do evento.
Fonte:
Alexandre Sampaio.
Primeira moto 0 Km Yamaha RD 125 ano 1987
Atualmente com a estradeira CBX 750F e a enduro DR 400Z
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 26/11/2002
<%insert_data_here%>
|
Ao centro Alexandre Sampaio
|
Narrador Perna
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|