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Karoline Meyer participou de uma prova internacional de mergulho livre entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro na cidade de Kona, no Hawaii.
A prova foi organizada pela AIDA – Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia – USA e contou com a participação de 20 países e aproximadamente 90 atletas.
Imagine o nível de dificuldade dessa competição! “Os atletas estão melhores a cada ano. Precisamos sempre nos superar para estarmos lá”, afirma Karoline.
Dentre as muitas atletas que lá estavam, Karoline destaca três que considera “fortes”: a canadense Mandy, a americana Anabel Briseno e a francesa Sophie Passalacqua.
Além das adversárias pessoais, Karol contou com outros obstáculos, como as pequenas diferenças entre o mergulho no Brasil e nos Estados Unidos. “Acho que a principal diferença está nas condições para treinamento, no apoio adequado ao atleta. O mergulho livre exige tempo, experiência e estrutura de segurança adequada. No Brasil, para podermos mergulhar, precisamos nos deslocar muito de barco, ou seguirmos para o interior de São Paulo - Sorocaba para treinarmos numa Pedreira inundada”, conta a atleta que aproveita para treinar apenas nos finais de semana.
“Saio da Caixa Econômica Federal onde trabalho, pego um ônibus e chego em São Paulo pela manhã. De lá, pego carona com amigos e seguimos para Sorocaba. Domingo à noite a volta é dura. Desfaço as malas e corro para o trabalho de novo”, relata Karoline.
Além dessa correria dos finais de semana, Karoline se divide com quatro dias de apnéia estática, dois de lastro constante, yoga , exercícios aeróbicos e treinamento psicológico com o doutor Rodrigo Nogueira, chamado Champion Training.
Tudo isso valeu a pena, afinal, Karoline ficou em 5° lugar, apesar de alguns incidentes que teve de enfrentar durante a competição de lastro constante, como a forte corrente que tornou o treino inviável.
“Mergulhávamos de um lado do barco e acabávamos saindo uns 30 metros longe”, recorda.
O problema, segundo Karoline, veio desde o cansaço da viagem de 34 horas.
No primeiro dia, pegaram uma forte corrente, o que fazia o apneista de segurança vir literalmente em cima deles (talvez para suprir a falta do cabo) e acabava os assustando.
“Neste dia, durante a subida da performance máxima, eu acabei tendo um samba (perda do controle motor) devido ao esforço maior na água salgada (estava treinando em lago onde a densidade da água é menor) e também ao fato de ter saído, com a corrente, debaixo do barco!”, revela Karoline.
E completa: “O apneista, com um golpe no meu peito, tentou me tirar da rota de colisão, mas isto me prejudicou muito, me assustou e acabou com minhas reservas de O2. Desci 54 metros”.
Ela aguardava alguma informação sobre a prova de lastro constante, pois precisava saber se pegaria o 1° ou o 2° dia de prova. Caso pegasse o primeiro, deveria descansar no dia seguinte de treino. Como não tinha como saber, anunciou 51 metros (recuou quatro metros da profundidade que vinha fazendo em SP) e foi treinar no 2° dia com esperanças
de ter um dia de descanso.
“Por azar isto não ocorreu. Todos os atletas que anunciaram até 51 metros, pegaram o primeiro dia. A falta de descanso físico e mental não permitiram que eu fechasse a prova com um belo OK”, explica Karoline, cujas dificuldades não pararam por aí.
“Além disso, o apneista de segurança me assustou novamente. Tive uma reação estranha ao vê-lo. Tentei tirar o corpo como se estivesse tentando sair debaixo do casco de um barco (que não existia!). Tudo isto porque fiquei abalada com o ocorrido nos treinos, imaginei que ele fosse me empurrar novamente !”, salienta.
Por causa disso, ela até tentou recorrer, mas o pedido de uma nova tentativa foi negado pelos juízes.
Na estatica, mesmo com o incidente, acabou conseguindo um tempo satisfatório: 5 min e 12 segundos e acabou em 5° lugar no geral.
Mesmo assim, Karoline queria mais. “Achei o resultado satisfatório, já que estava cansada pelo acidente, mas esperava fazer melhor. Se tivesse feito a profundidade e um tempo esperado de 5 min 30 segundos, ficaria em 4° no geral feminino e em 3° na estática”, afirma a atleta.
Agora ela pretende melhorar a marca sul americana de lastro constante e imersão livre, mas só para depois do início do ano que vem, pois a meta agora é descansar no mês de novembro e dezembro.
“O ideal seria ter recursos para poder seguir o calendário internacional de provas, mas ainda falta um apoio maior para poder fazer isto... quem sabe não o consiga em 2003, quando voltarei com força total (risos)? Tenho esperanças...”, finaliza a atleta.
Apoios especiais
Caixa Economica Federal
Cardum Hotel - Sorocaba SP
Moncoes Turismo
Dr Rodrigo Nogueira-Champion Training
Racer Academia - Fpolis
Formula Academia - SP
Fonte:
Karoline Meyer
Equipe INEMA
Fonte:
Karol Meyer Cidade:
Hawaii - EUA-EX Fotos: ..:Sem fotos:.. Publicado: Ayumi Miyazaki DATA: 28/11/2002
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