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Dia 1º de dezembro de 2002 aconteceu o IIº Enduro Eqüestre, em Porto Alegre (RS). Veja como foi feita a demarcação do evento.
Para que a prova de regularidade acontecesse, era necessário o empenho dos organizadores a fim de disponibilizarem o local pelo qual os cavaleiros passariam.
Após pensarem em um determinado lugar, a tarefa seria concretizar a idéia. Coube, então, a Eduardo Bacedo realizar a demarcação dos lugares que seriam passados. Esta não é, contudo, uma tarefa fácil.
Primeiro, Eduardo teve que entrar em contato com os proprietários das terras que seriam atravessadas pelos cavaleiros para que eles permitissem a passagem pelas suas porteiras. “Todos eles nos receberam muito bem”, afirma Eduardo, lembrando que a única ressalva feita pelos proprietários era a de que os locais fossem cuidados e permanecessem sem alterações após o evento.
O segundo passo seria a sinalização e demarcação da trilha, ou, como eles dizem, o bombeamento da região.
Foram duas semanas de antecedência para que tudo saísse conforme o previamente combinado em reuniões realizadas pelos organizadores.
Ficou estabelecido uma determinada rota que sofreu uma alteração em função da chuva forte que atrapalhou um pouco. “Queríamos que o trajeto fosse do Haras Cambará até o Posto Fomento, mas tivemos que cortar um pouco o caminho por motivos de segurança”, salienta Eduardo.
Assim, ao invés de irem até o Posto Fomento, que se localiza do outro lado do Morro São Pedro, eles subiram até o topo do Morro (de 230 metros de altura) e voltaram ao Haras Cambará.
O total do percurso, que seria de 20 quilômetros, se reduziu a 16. “E a vista, que lá de cima é lindíssima, acabou sendo prejudicada devido a chuva”, acrescenta Eduardo.
No ápice do Morro, é possível ver toda a zona sul de Porto Alegre, Viamã, Guaíba, Itapuã, Lami e a Barra do Ribeiro.
Imagina no final da tarde, quando há o belíssimo pôr-do-sol? “Há trilhas que fazemos que dá para ver o sol se pondo e a lua nascendo, é uma cena lindíssima”, afirma Eduardo, deixando todos com uma vontade enorme de conhecer o local.
Nada, entretanto, que pudesse alterar os ânimos do pessoal. Ninguém hesitou com a mudança de percurso. Ao contrário. De acordo com Eduardo, todos gostaram da região.
Para ele é igualmente uma satisfação poder estar participando de um evento como este.
“É ótimo poder ajudar a crescer o esporte e divulgar a zona rural de Porto Alegre, que tem sido esquecida, pois tudo está voltado para a zona urbana. As pessoas deveriam conhecer esse lado campeiro de Porto Alegre que está tão próxima delas”, ressalta Eduardo.
Acostumado com trilhas de bicicleta, o ciclista Eduardo salienta que o enduro de cavalos pode ser praticado por qualquer pessoa, “Desde 8 a 80 anos sem dificuldades”.
Portanto, sintam-se todos convidados a participar destes enduros, pois, além de conhecer lugares belíssimos e fazer amizades maravilhosas, terás a oportunidade de resgatar a cultura gaúcha montada no lombo do cavalo, assim como fizeram nossos antepassados, que tanto nos orgulham.
Fonte:
Eduardo Bacedo – ciclista e organizador das trilhas
Equipe INEMA
Fonte:
Eduardo Bacedo Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 01/12/2002
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