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No dia 30 de novembro de 2002 foi inaugurado o Recanto Borghetti - Culinária Típica e Pousada, em Barra do Ribeiro (RS). Kako conduziu convidados em seu barco até o local.
A paixão de KaKo Pacheco por barcos iniciou aos 6 anos de idade, quando seu pai, o Sr. Paulo Pacheco, presenteou-o com uma canoa de motor à gasolina. Com ela, ambos navegaram muito pelo Rio Guaíba e Laguna dos Patos.
Aos 10 anos o pai comprou um Guanabara, muito antigo, quase extinto nos dias de hoje. Depois de algum tempo, o barco ficou esquecido no pátio de casa e Kako parou de navegar.
Com 28 anos, ele e Renato Borghetti fizeram uma turnê de shows pelo interior do Paraná e tão logo pôde, usou o que havia ganhado para comprar o barco Lorenciano, o primeiro que adquiriu com seu dinheiro. Com 8 metros de comprimento e uma cabine, feito de madeira e motor a vela, o barco recebeu o nome de Sabiá, apelido do Sr. Pacheco. Kako e o pai navegaram nele por mais de 10 anos, quando venderam o Guanabara.
Foi então que os dois montaram o projeto da Escuna, construído na Marina Lessa por Pedro. O barco, também com o nome de Sabiá, foi feito de madeira (tábua de ipê) e agora só falta levantar os dois mastros de 12 metros cada um.
A construção da escuna durou cerca de um ano e meio. Ela possui banheiro com juncker, tanques combustível para 600 litros diesel, 700 litros de água potável. É toda feita de madeira ipê e revestida com araudite (cola usada na náutica). A largura é de 5m 20cm, o comprimento do casco é de 14 metros, e o pau de proa tem 6 metros, totalizando 20 metros de comprimento. Pesa 15 toneladas.
O barco é todo espaçoso. Remete a tradição da família através do fogão à lenha em seu interior. Tudo foi feito grande para receber os amigos. "Ele é maravilhoso, tem muito conforto e o que agrada bastante é a conjugação da cozinha com a cabine", revela Kako.
Foi com o Sabiá que Ayumi (pelo convite de Beto Zaccaro), Midori, Chico Saratt, Clóvis, Kako, seus familiares e demais convidados, foram à inauguração do Recanto Borghetti, no dia 30 de novembro de 2002. Chegaram na Marina Lessa às 10h horas e depois de esperarem pelo Kako, saíram às 11h30. Levaram cerca de 40 minutos até o Recanto, sendo uma viagem tranqüila e agradável.
No barco havia bebida para o refresco; quem queria bronzear-se um pouco aproveitou o trajeto para tomar banho de sol . Ayumi conta que admirar a natureza e observar os veleiros que passavam próximos ao barco seguidamente foi muito agradável, principalmente em um dia maravilhoso como sábado. A chegada à fazenda para a confraternização foi por volta das 12h10. Kako era o condutor do barco.
Midori, natural do Japão e residente em Porto Alegre há oito meses, foi convidada por Ayumi a participar do encontro. Ela gostou muito da receptividade dos gaúchos, especialmente no evento do final de semana e talvez pretenda até estabelecer morada em nosso país.
Na opinião de Kako Pacheco, o Recanto é um lugar belíssimo e sua abertura ao público é uma oportunidade especial aos clubes náuticos, que tem uma facilidade em atracar no trapiche feito para aqueles que se dirigem à fazenda por água. Ali os barcos ficam protegidos pois não há chance da chegada do vento. Ele foi o responsável por convidar os clubes e a Marina Lessa, local de "estacionamento" de barcos, localizada à beira do Guaíba, em Belém Novo.
Borghetti e Kako, que tocam juntos há 15 anos, fizeram uma homenagem à Cadica, esposa de Renato, tocando algumas canções para o grupo Paixão Flamenca dançar e agradar aos convidados da tão elogiada confraternização.
Pacheco, além de músico, empresário e navegador, é organizador da Festa do Ridículo, até ano passado realizada em Belém Novo; a 23ª edição foi em Porto Alegre, no Bairro Menino Deus. O site da festa para informações é www.ridiculo.com.br.
Badalações à parte, o próximo projeto de Kako e seu pai se centra na atividade próxima a natureza que tanto os agrada. Pretendem navegar até Salvador, iniciando em março de 2004 com duas paradas: em Florianópolis e no Rio de Janeiro.
O Sr. Paulo Pacheco tem 73 anos, é médico veterinário e aposentado pelo Banco do Brasil. Navega no Guaíba desde 1934. Foi o grande incentivador da paixão de Kako pela náutica. Agora está à espera do nascimento do neto Eduardo, que é aguardado também por Kako e Cibele, carinhosamente apelidada de Branca. A chegada do filho está prevista para março, e já tem um berço na proa do Sabiá esperando por ele.
Fonte:
Kako Pacheco Cidade:
Barra do Ribeiro-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Flávia Regina Pollo Date: 02/12/2002
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Kako com seu pai
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Sabiá
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Chico Saratt e Kako
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Branca,Eduardo e Kako
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Equipe que construiu o sabiá
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Show com Renato Borguetti
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O Poeta com sua família para o mundo
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