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Rogério Scheidt é um dos destaques INEMA 2002, pois consegue conciliar sua vida com a paixão que possui pelo ciclismo. Além de ser um dos que mais contruibuíram com o INEMA nesta área.
Organizar um evento de ciclismo não é tarefa fácil. É preciso cuidar da segurança, dos horários, da programação, da demarcação dos locais a serem atravessados, das inscrições e, é claro, dos problemas de última hora que sempre surgem.
Para dar suporte a tudo isso geralmente existe uma equipe formada por algumas pessoas. Entretanto, sempre atrás de um grupo, há alguém responsável pela manutenção de tudo, que “segura as pontas” de todos os imprevistos que podem acontecer.
Na área do ciclismo, esse alguém se chama Rogério Scheidt. “Ele é um dos três melhores organizadores do Brasil”, afirma Rafael Gerhard, competidor pela categoria elite, destacando o pulso firme de Rogério que, em muitas ocasiões, possui opiniões já formadas.
Ana Paula Poplawski concorda. Competidora há dois anos de Down Hill, ela já conheceu muitos estados e até países através do esporte e salienta que, onde quer que vá, o Rio Grande do Sul tem a fama de ter a melhor organização.
“Todos sempre falam que a nossa organização é a melhor, que não há quem supere a Federação Gaúcha de Ciclismo”, ressalta Ana Paula Poplawski. E completa: “Quase nunca há atraso nas competições, no máximo são 10 minutos”.
O envolvimento de Rogério com o esporte começou há 15 anos, quando, como ele mesmo diz, ganhou sua primeira bicicleta. As competições surgiram mais tarde, na década de 80, quando foi inaugurada a pista de ciclismo no Parque Marinha.
Formou, então, uma equipe ciclística e com ela passou a competir seguidamente. Com a chegada do Plano Collor, teve que deixar de lado a bicicleta, mas não o amor ao esporte.
Nessa época, início dos anos 90, o Mountain Bike começou a conquistar um espaço cada vez maior e Rogério passou a se interessar por esta nova modalidade que estava surgindo.
Ele sentia, no entanto, uma grande carência em termos de organização das competições desta categoria e achou que poderia ajudar.
Passou, então, a organizá-las e o fez de forma tão dedicada que todo o empenho que dispensou chamou atenção da Federação Gaúcha de Ciclismo, que logo o convidou a fazer parte da equipe da entidade.
“Comecei como diretor de Mountain Bike, fui para a vice-presidência e agora sou o presidente da Federação”, conta Rogério.
Esta conquista ocorreu há quatro anos, período suficiente para ter sido feito uma série de mudanças no ramo ciclístico, com o objetivo de melhorar ainda mais o esporte pelo qual é apaixonado.
“Ele sempre tenta manter a calma em todas as situações e acha uma solução imediata e certeira para quase tudo”, afirma Guilherme Wilhelms, que trabalha na FGC há dois anos.
Um exemplo é o site da Federação, concretizado há três anos, que se encontra sempre atualizado, com informações simples e diretas, feitas com o intuito de facilitar ainda mais a vida dos internautas que amam o gosto de pedalar.
“Como a internet é uma mídia bem democrática, pois qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode acessar, procuramos dar um destaque não só a nível regional, mas estadual, nacional e até internacional”, afirma Rogério.
Exceto a página que possui, Rogério tem um “mail to” que envia material para uma série de veículos de comunicação (em torno de 50 para a internet e mais 50 para outras mídias convencionais, como TV, rádio e jornal). Um deles é o portal INEMA, que, segundo ele, influenciou muito na construção do site da Federação.
“O INEMA é um site que inspirou a nossa página, pois inicialmente éramos muito vinculados com textos e como o INEMA é mais voltado a imagens, nós tentamos ponderar um pouco e colocar mais imagens no nosso também”, revela Rogério.
Para isso, entretanto, Rogério conta com uma equipe de aproximadamente 40 pessoas, além de uma empresa que presta assessoria para o layout do site. São elas que o ajudam a desenvolver a página e manter o bom fluxo da Federação. “Contratamos também alguns profissionais que trabalham esporadicamente nos eventos que promovemos”, conta Rogério.
“É ótimo trabalhar com ele! Estou aprendendo muito ao lado dele. Além dele ser um ‘chefe’ bastante flexível”, comenta Guilherme Wilhelms.
Rogério investe muito na mídia eletrônica, pois acredita que a mídia convencional ainda deixa muito a desejar. “O Rio Grande do Sul tem uma tradição muito grande no futebol e ele acaba roubando espaço de outros esportes. Em SC, por exemplo, onde o futebol não é tão forte como aqui, há mais espaço nos veículos de comunicação para outros esportes”, salienta Rogério.
Mas acredita que a tendência é o crescimento destes esportes não convencionais, citando que no dia 24 de novembro, a emissora de televisão Globo, transmitiu uma competição de ciclismo ao vivo do Rio de Janeiro.
“E no dia 5 de janeiro haverá outra transmissão”, completa.
Como ele quer fazer parte do time que representa o ciclismo no Brasil, Rogério diz que está cheio de planos dentro do esporte. O único obstáculo que inviabiliza a execução deles é a falta de recurso financeiro. “Não podemos pensar a longo prazo. Temos que ter o pé no chão”, desabafa.
Um dos planos em vista é uma competição de natal em que arrecadariam brinquedos a serem doados a instituições de caridade.
Outra meta é organizar circuitos de Free Style, já que há uma quantidade razoável de pessoas que praticam essa modalidade de ciclismo e não existem muitos organizadores de competições.
Há também, como próximo objetivo, as Corridas de Aventura. “Estamos tentando organizar uma que seria realizada no dia 2 de fevereiro”, antecipa Rogério.
Tantas idéias não nascem ao acaso. Elas são frutos de uma observação incansável de Rogério em tudo quanto é assunto relacionado ao ciclismo.
“O meu principal hobby é ir a eventos de ciclismo. Fico também muito atento aos programas que passam na TV a cabo, que sempre possuem coisas novas. Estou sempre ligado a tudo que acontece em volta sobre ciclismo que possa agradar ao público”, expõe o presidente.
Todo este envolvimento que Rogério aplica no esporte é recompensado com os elogios que recebe dos participantes dos eventos que organiza. “Tudo tem que estar 100%, principalmente para os atletas e para o público em geral sair satisfeito e querer retornar. Além disso, para ele, um evento sempre tem que ser melhor que o que passou”, observa Guilherme.
É por tudo isso que Rogério Scheidt é e sempre será lembrado como uma pedra angular na área do ciclismo, que tanto precisa de pessoas como ele para poder se desenvolver ainda mais.
Fonte:
Rogério Scheidt
Ana Paula Poplawski
Guilherme Wilhelms
Rafael Gerhard
Equipe INEMA
Fonte:
Rogério Scheidt Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki DATA: 05/12/2002
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