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12 Horas de Tarumã - Vencedor

Dias 7 e 8 de dezembro de 2002 aconteceu a 4ª e última Etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance, prova " 12 Horas de Tarumã ", em Viamão (RS).


Mantendo um ritmo antecipadamente planejado por Ivan Hoerlle – chefe da equipe Melitta/Kenwood/Dolby Som/Distribuidora Letícia –, os pilotos Paulo Roberto Hoerlle-Antônio Miguel Fornari-Luís Alberto Castro e Vitor Hugo de Castro venceram neste domingo (08 de dezembro) a vigésima-sexta edição da tradicional prova " 12 Hora de Tarumã ", com um protótipo MCR que andou perfeito durante as 512 voltas da competição.

Com sete voltas de desvantagem para os vencedores, classificou-se a dupla formada por pai e filho, Carlinhos Andrade-Geciel Andrade (protótipo Tubarão V da equipe Nokopielcolor/MC). O terceiro lugar foi conquistado pelo quarteto Carlos Fornari-Carlos Steyer-Itamar Bianchesi-André Wink (MCR – equipe Grupo Predial), 493 voltas, à frente do trio vencedor da " 12 Horas 2001 ", João Batista Rodrigues-Carlos Kray-Toninho Spolador (MCR – equipe Mottin Racing). Carlos Benedetti-Irineu Camargo-Marcel Woffart, pilotos do Spyder 16, cruzaram a linha de chegada em quinto lugar (474 voltas) mas também tinham motivos para festa já que este resultado lhes valeu o título brasileiro de Endurance 2002 (Classe Grupo I). João Santana (equipe Renner Dupont/Latina Petróleo/Soft Couros/Portolub), que recentemente conquistou o título da Brascar, também tinha chances de conquistar a taça do Grupo I mas seu MCR 46 enfrentou três quebras de semi-eixo na primeira metade da corrida, alijando o piloto desta briga.

Incêndio na primeira hora da corrida Após a execução do hino nacional brasileiro e de um grandioso "show" de fogos de artifício, a direção de prova – sob o comando de Antônio Carlos Cavalheiro – autorizou a largada para os 46 carros à zero hora de domingo. Entre um verdadeiro espetáculo de luzes e alta velocidade, a primeira volta da prova foi comandada pelo "pole position" da etapa, Carlinhos Andrade. Seguido de perto por João Santana, Cláudio Ricci e Paulo Hoerlle, Carlinhos não ofereceu resistência para Ricci que na segunda volta já ocupava a liderança de uma corrida marcada por várias quebras e abandonos em sua parte inicial. Entre os veículos de turismo, o Gol de Délcio Dornelles Neto deu torcida, após efetuar uma boa largada, deixando vários protótipos para trás. Com uma hora de corrida, Ricci e Marcel Woffart faziam belo duelo pela ponta. Entretanto, um acidente na subida da reta dos boxes monopolizou a atenção de todos: Samuel Baretta (Voyage), que teve problemas mecânicos, ficou parado na reta dos boxes. Edmar Stédile, com um protótipo recém abastecido, contornou o final da Curva Nove em alta velocidade e não pode evitar uma forte batida na traseira do Voyage do piloto Baretta. No choque, Baretta teve como saldo uma forte dor no pescoço. Pior sorte teve Stédile já que o acidente fez com que seu protótipo fosse tomado por labaredas de incêndio que inutilizaram totalmente seu veículo. Além disso. Edmar foi alvo de várias queimaduras. Atendido com presteza pelos profissionais do centro médico de tarumã, Edmar foi conduzido consciente ao Hospital de Pronto Socorro aonde permanecerá sob cuidados médicos por vários dias.

Quebras afastaram da briga pela vitória muitos favoritos a partir das duas horas da manhã, foi intensa a entrada de veículos na área de box em busca de reparos ou mesmo abandonos. O MCR 46 de Santana – que teve como parceiros Luciano Mottin e Adriano Baldo não foi além da volta de número 213 em virtude de quebras no sistema de transmissão. " Foi nosso pior momento do ano. Mesmo assim, a equipe manteve o espírito de competição lá em cima: a gente voltava atrasado mas curtia cada ultrapassagem tentando recuperar terreno perdido ", analisou Santana. O Spyder 27 de Walter Soldan-Maria Rosito-Sérgio Pereira-Paulo Bertuol também liderou a corrida mas, durante o turno de Rosito, um acidente com outro protótipo impediu sua continuidade. Já o AS Vectra de Zanetti-Ricci – que teve a suspensão traseira quebrada graças à um toque que Letícia levou de um piloto da classe Turismo – também ficou de fora da festa do pódio, não indo além da volta número 285. Como consolo, a dupla pode comemorar o título da classe Grupo III, já que seus principais adversários não compareceram à Tarumã – Ricci e Zanetti, ao lado de Otávio Mesquista, estavam isolados na liderança da classe aonde estavam inscritos.

Uma vitória sonhada Na volta de número 199 – cerca de quatro horas e meia de corrida –, a liderança, em definitivo, ficou para o quarteto do MCR 99, Hoerlle-Fornari-Luís e Vítor Castro. Seu principal adversário foi a dupla do Tubarão V, Carlinhos e seu filho Geciel. Entretanto, furo de pneu e algumas paradas não programadas impediram um melhor resultado que o segundo lugar. Assim, a festa após o meio dia de domingo foi toda de pilotos, mecânicos e familiares dos vencedores. Para Luís Alberto de Castro, foi o melhor presente que poderia ter ganho no mês em que completa 50 anos. " E eu sempre quis vencer uma ’12 Horas’ na geral em companhia de meu irmão Vítor ", acrescentou. Para Vítor Hugo de Castro, a consagração como o maior vencedor desta prova, passando a contabilizar cinco vitórias na classificação geral da "12 Horas". " Olha, não fiz mais que a obrigação já que tive um bom carro e uma ótima retaguarda. Além, claro, foi um prazer dividir a pilotagem com estes verdadeiros talentos do automobilismo gaúcho ", analisou. Antônio Fornari não deixou por menos, evocando a lembrança do feito de seu pai na ’12 Horas de Porto Alegre 1962’. " quarenta anos depois, conquistei minha tão desejada vitória. Um prêmio que dedico à meu pai Breno Fornari ", comentou Antônio, recebendo emocionado abraço de seu pai que, diga-se de passagem, não escondia a felicidade pela presença de seus filhos no pódio – Antônio venceu, com Carlos Alberto Fornari em terceiro. Mas emoção mesmo ficou por conta do emocionado discurso de Paulo Hoerlle. Detentor de onze títulos brasileiros e vitórias em provas longas fora do Estado – em parceira com Antônio Fornari, venceu a 12 Horas Goiânia 1983 e 1000 Km de Brasília 1984 (Classe Fiat Oggi) – Hoerlle frisou que seu maior desejo era uma vitória em uma prova na qual participou chegando muito perto da vitória em alguns anos. " Eu tinha certeza de que um dia eu conquistaria o troféu máximo desta corrida. Que bom que foi hoje, com a ajuda dos colegas Fornari, irmãos Castro, meu irmão Ivan e todos os membros de minha equipe. Sem dúvida, um resultado que compensou inúmeros problemas enfrentados nas últimas temporadas ", ressaltou Hoerlle entre inúmeros cumprimentos, abraços, pedidos para fotos e autógrafos. " Além disso, vencer uma prova do quilate da ’12 Horas’ é entrar em definitivo para a história do automobilismo brasileiro ", concluiu um emocionado Hoerlle em meio à lágrimas e o abraço carinhoso de sua esposa e demais familiares.
Fonte: Paulo Lava

Fonte: Cristian Maciel dos Santos
Cidade: Viamão-RS-Brasil
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Ayumi Miyazaki
Date: 09/12/2002 <%insert_data_here%>

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  Evento 1044 - 12 Horas de Tarumã 2002

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