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Roberto Azambuja e o Windcar

Roberto Azambuja, um dos destaques INEMA 2002, consegue conciliar sua vida com a paixão que possui pelo windcar. Além de ser um dos que mais contruibuíram com o INEMA. Confira a matéria!


Já utilizado - de uma forma ou outra - desde os povos antigos, o carro à vela (Windcar) ganhou nome e foi introduzido em competições apenas em 1898, na Bélgica.

Isso, pois havia se encontrado o terreno ideal para a prática do esporte – a areia da praia.

De qualquer forma, o esporte ganhou força apenas no pós-segunda guerra, quando começaram a ser criados clubes e associações nas praias do norte da França.

No Brasil, o carro à vela passou a ser desenvolvido de forma organizada só em 1990, quando as associações foram criadas. Antes disso os carros eram confeccionados a partir de fotografias de revistas ou inspirados em barcos à vela.

Roberto Azambuja, 57 anos, foi um dos pioneiros do Windcar no Rio Grande do Sul – talvez até no Brasil – quando, há 20 anos atrás, fez exatamente isso: viu uma foto do carro em uma revista e, como bom engenheiro que é, fabricou o seu.

Em 1992, Roberto entrou para a diretoria da Associação Gaúcha, permanecendo oito anos nessa situação. Mesmo tendo saído dela no ano 2000, continua a todo vento brincando nas areias de Atlântida (RS) com o windcar.

Mas não só isso. Ele ainda compete e viaja a bordo de seu carro à vela – entre uma coisa e outra, já percorreu praticamente todo litoral gaúcho.

Já são 12 edições, tanto do Campeonato Gaúcho como do Brasileiro, e ele participou de todas elas. Além disso, teve a honra de correr o Mundial de 1998 na Bélgica, durante a comemoração dos 100 anos do esporte.

Hoje, com uma maior difusão do carro à vela, já se organizam campeonatos em solos especialmente preparados. É o caso da Argentina, onde há uma competição em terra batida.

“Companheiros, comigo desde o início do esporte, ainda existem uma meia dúzia. Mas calculo que deve haver, hoje, cerca de 80 carros no Rio Grande do Sul, sendo uns 20 a 25 competidores desse total”, especula Roberto.

No que se refere às expedições de windcar, Roberto está mais na ativa do que nunca. Acabou de fazer – em novembro, junto com três amigos - o trajeto até Rio Grande pela 12o vez, faltando apenas 80 Km para atingir o Chuí.

Para quem pensa que isso é loucura, é bom repensar, pois em dias de vento favorável o carro à vela pode atingir velocidade idêntica à de veículos a motor. “Em 1997, quando estivemos em San Juán, quebramos nosso próprio recorde, chegamos a 130 Km/h”, lembra Roberto.

Roberto é, com certeza, um dos grandes – senão o maior – incentivador do windcar no RS. Além de fabricar seus próprios carros, ele também supre as necessidades de quem quer adquirir um. Vem construindo para a venda o modelo Ludic, especial para brincadeiras descomprometidas na beira da praia.

O último modelo que fabricou para uso próprio é todo feito de aço inoxidável para evitar que enferruje, como acontecia com os carros mais antigos. Esse modelo, o engenheiro chamou de Classe 3 e é utilizado justamente para os longos percursos, as viagens – isso por ser o mais cômodo de todos, sendo uma cópia do Manta americano.

São três os carros utilizados por ele, um para cada situação: o Ludic, o Classe 3 e o Promo, modelo francês especial para competição.

Mesmo não sendo mais membro da diretoria da Associação Gaúcha, Roberto sempre faz questão de divulgar o esporte e agir em prol de ações que ampliem sua difusão.

“Gosto do esporte pois é uma brincadeira, um divertimento, acima de tudo. Através do INEMA consegui um espaço par divulgar o que acontece com o windcar . O site sempre me apoiou nesse sentido, nunca se negando a publicar nada. Acho super legal isso, pois ainda deixam o material enviado mais bonitinho”, comenta.

A próxima idéia de Roberto a favor do windcar é a pretensão de redigir um manual de como andar de carro à vela, visando instruir novos praticantes partilhando noções já comprovadas por quem tem 20 anos de prática no esporte.

E Roberto já adianta aos pretensos praticantes: “O carro à vela não é desgastante, pois a força que se faz é mínima. Os modelos estão cada vez mais confortáveis também - no inicio era uma cadeirinha de lanchonete, agora melhorou”, conta.

Se depender da força realizada por Roberto, o windcar será, em breve, a nova mania do litoral.

Fonte:
Roberto Azambuja
Equipe INEMA

Fonte: Carlos Maya Simões
Cidade: Porto Alegre-RS
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Ayumi Miyazaki
DATA: 19/12/2002 <%insert_data_here%>

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Roberto Azambuja

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