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Ao centro Padre Waldemar

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Giani,Casildo Maldaner e Jones Maldaner

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4° Encontro da família Maldaner

Eis a grande aventura realizada por Johann Maldaner e Elisabeth Adams que saíram de navio da Alemanha em 1855 com destino ao Brasil. Atualmente, a cada dois anos, a família toda se encontra para festejar esta façanha.

Há oito anos, a família de sobrenome Maldaner começou a organizar um encontro para reunir todos os descendentes do casal Johann Maldaner e Elisabeth Adams que saiu da Alemanha com destino ao Brasil em 1855 e aqui fincou as raízes que deram origem a este enorme clã.

Em busca de um futuro melhor, os Maldaner logo começaram a se expandir e se dissipar, fazendo com que este sobrenome fosse sinônimo de luta, trabalho e dedicação em qualquer local que passasse.

Contudo, quanto mais conhecida se tornava esta grande família, mais distantes eram os caminhos escolhidos por estas pessoas de sobrenome em comum. Muitas se mantiveram na região sul do Brasil, ocupando, principalmente, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Outras, porém, resolveram trilhar caminhos mais diversificados, indo a Brasília, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Norte, São Paulo, Uruguai, Paraguai e até Argentina.

Todas elas, contudo, levaram consigo algo que os unirá para o resto da vida: o sangue Maldaner. E é isso que os fez se reunir novamente, em uma grande e bela confraternização, a cada dois anos em um lugar diferente.

A primeira festa da família ocorreu em 1995, no município de Nova Petrópolis. A segunda foi realizada dois anos depois, em Selbach, também no Rio Grande do Sul, que contou com o número record de duas mil pessoas. A terceira subiu um pouco o território brasileiro, sendo feita em Guaraciaba, no estado de Santa Catarina.

A quarta ocorreu no dia 12 de janeiro de 2003, no município de São Martinho e foi organizada por Érika Maldaner Knorr e sua família que passaram dois anos preparando o encontro para oferecer uma festa à altura das demais.

“Quando nós soubemos que a próxima edição da festa seria em São Martinho, no encontro de Guaraciaba, já começamos a organizar a festa deste ano”, conta Érika, que não mediu esforços para que todos aproveitassem a festa ao máximo.

Uma das primeiras medidas tomadas foi a reserva com um ano de antecedência da Igreja e do salão paroquial de São Martinho para o dia “D”.

Depois veio uma das partes mais difíceis: como agrupar pessoas que moram em cidades, estados e até países diferentes em um mesmo lugar? A resposta foi o uso de muita criatividade.

Desde julho de 2002 anunciaram na revista Paulos, de Nova Petrópolis, cuja veiculação é nacional/internacional e mensal um texto escrito em alemão convidando a todos da família Maldaner a comparecer no encontro que seria realizado em São Martinho.

“Alguns alemães até me enviaram um e-mail dizendo que haviam lido a notícia e nos parabenizando pela iniciativa de promoverem este encontro”, conta Érika.

Também veicularam o convite em um programa alemão de rádio do apresentador Aluisio Rockebach, que, segundo Érika, é ouvido por um público bastante diversificado, abrangendo todos os países que compõem o mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Outra maneira de divulgação foi a ida a várias cidade do interior do Rio Grande do Sul para fazer o convite pessoalmente aos parentes dos respectivos municípios. Muitas vezes, deixaram algum responsável pela dissipação do convite a todos os outros Maldaners da região.

Ao final dos dois anos, o árduo e constante trabalho realizado por um grupo de aproximadamente 70 pessoas da família de Érika, começou a colher os bons frutos desta longa colheita.

Na manhã do dia 12 de janeiro, estavam presentes na Igreja de São Martinho mais de 600 pessoas de sobrenome Maldaner acompanhadas dos seus parentes. Entre eles, compareceu Cassildo Maldaner, senador de Santa Catarina, o bispo Dom Bruno Maldaner, de Frederico Westphalen, o padre Arno Maldaner, o prefeito de Maravilha/RS Celso Maldaner, e outros representantes que ocupam cargos políticos e religiosos.

“Muita gente saiu de casa a meia noite só para conseguir chegar no horário certo da missa, que é o principal ato para nós”, revela Érika, que organizou uma celebração com sete sacerdotes, quatro irmãs religiosas, um irmão religioso e o bispo Bruno Maldaner.

E vieram dos mais longínquos lugares: Mato Grosso do Sul e do Norte, Paraná, São Paulo, Brasília, Santa Catarina em peso, Paraná, Uruguai, Paraguai, Argentina e muitos do Rio Grande do Sul.

Cidades interioranas riograndenses como Selbach, Tapera, Espumoso, São Leopoldo, Dois Irmãos, Ijuí, Chiapeta, Humaitá, Boa Vista do Burica, Crissiumal, Campo Novo, Três Passos, Espírito Santo, Bom Progresso, Ulha Negra e Frederico Westphalen, vieram em caravanas lotadas, trazendo consigo também o alto astral contagiante das famílias que não se viam há muito tempo.

Após a missa, que transcorreu durante toda a manhã, foi realizado um grande almoço no salão paroquial, composto por um apetitoso e típico cardápio alemão.

Uma delas provinha de uma receita única, trazida da Alemanha pelos ancestrais e que apenas é compartilhada hereditariamente. É, portanto, um segredo de família. Atualmente só quem a conhece é Olga Knorst, nora de Érika, as mãos de fada que trabalham na padaria do supermercado pertencente a Érika.

Outra atração que chamou muito a atenção do pessoal foram os copos que Érika mandou fazer: mais de 800 canecas de chopp personalizadas com um adesivo dos Maldaner e a data do encontro.

“Ao invés de fazer uma camiseta ou boné, como nos outros encontros, resolvi fazer uma caneca personalizada”, conta Érika, recordando que teve muitas pessoas que compraram mais de uma dúzia de copos. “Tinha pessoas que levavam uma caixa inteira”, lembra.

Após o almoço, onde foi realizada também algumas homenagens aos mais velhos da família, foi a vez do pessoal deixar a conversa de lado e se divertir com a típica dança Polonesa, que foi puxada por Henrique Maldaner e sua esposa Dália.

Embalados pela banda que tocava no salão, eles trocavam sorrisos, decoravam as canções e balançavam o corpo de forma sincronizada, oferecendo aos que não se encorajaram a segui-los um belíssimo espetáculo de uma forte relação que nem o tempo nem a distância conseguiu apagar.

O cultivo de tradições tão antigas renasceu repentinamente aos olhos estupefatos daquela grande família que agia com a mesma naturalidade e amizade de velhos conhecidos. Era como se nunca tivessem se separado.

A dança e a alegria contagiante da mesma se estendeu até às 17 horas, quando o pessoal começou a se dispersar, finalizando o maravilhoso encontro que conseguiu reunir uma grande quantidade de pessoas com o mesmo sobrenome.

Ao chegarem, eles eram apenas desconhecidos com um o mesmo sobrenome. Na saída, eram muito mais. Formavam uma verdadeira família. Haviam descoberto parentes que nunca imaginavam que existiriam. Qualquer sacrifício compensava a união de pessoas tão distintas e tão diferentes. Tão distantes e tão próximas. Tão separados e tão unidos.

Para a organizadora, valeu a pena, com todas as palavras. “Agradeci a Deus que ocorreu tudo bem, às mil maravilhas”, reconhece Érika, que teve uma grande descoberta no encontro.

“Descobri que a vizinha que mora perto de mim há 27 anos é a minha parente”, revela Érika, com um largo sorriso de satisfação.

Coincidências como estas ocorreram durante todo o dia, fazendo com que o encontro transcorresse da melhor forma possível e trazendo carinhosas lembranças aos que marcaram presença no local.

É por isso que Érika finaliza: “Enquanto eu caminhar, quero ir a todos os encontros” e agradece a todos os que a ajudaram. “Queria agradecer a Dom Bruno Maldaner que veio celebrar a missa, ao vigário, ao padre Roque e todos os padres e freis que ajudaram na missa. Também ao casal Henrique e Dália, aos meus filhos, netos e a todas as pessoas que se sacrificaram para comemorar junto com a gente”.

Fonte:
Érika Maldaner Knorr
Equipe INEMA

Fonte: Giani Maldaner
Cidade: São Martinho-RS-Brasil
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Ayumi Miyazaki
Date: 13/01/2003 <%insert_data_here%>

Dom Bruno Maldaner

A missa

José,Erna e Ilca Maldaner

À direita Celso Maldaner, prefeito de Maravilha

Árvore Genealógica

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À direita Casildo Maldaner

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o prefeito Celso Maldaner e padre Arno

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À esquerda Érika Maldaner Knorr

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  Evento 1104 - 4 Encontro da família Maldaner

   Aqui os Albuns e Fotos



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