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Ele é um verdadeiro ícone do pára-quedismo brasileiro. Em 14 anos de competição, conseguiu ser 5 vezes campeão brasileiro, 5 vezes vice, sem contar as inúmeras vitórias regionais, principalmente em São Paulo e no Paraná.
Pedro Henrique Hilu é tido por muitos como um dos melhores pára-quedistas do Brasil, apesar de seu temperamento parecer ignorar isso, considerando que é uma pessoa absolutamente acessível.
É que ele já está mais do que acostumado a essa vida: seu pai também foi pára-quedista e acabou passando o legado ao filho. Aos onze anos de idade, Pedro já dava aulas de dobragem e só não saltava ainda porque não era permitido.
Mas não demorou muito para o primeiro salto acontecer – com 13 anos lá estava ele se aventurando sozinho pelos ares (na época ainda não existia salto duplo, então o iniciante saltava sozinho, com pára-quedas militar).
Hoje, Pedro está prestes a completar 35 anos e acumula a enorme quantidade de 10.500 saltos – entre uma maioria de TR, alguns Freefly e também vários Big Ways.
Nas competições, o pára-quedista começou em 1983 e em 84 já faturava sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro de TRV, em Boituva (SP). Foi só o princípio de uma carreira como competidor que duraria 13 anos e abrangeria uma vitória atrás da outra.
Seu último ano competindo foi 1997, o qual foi selado com o vice-campeonato no Brasileiro de TR8, em Marília (SP).
Chega a ser inacreditável que uma fera dessas, com total preparo físico e capacidade, esteja fora das competições, mas ele esclarece o motivo: “Na época em que comecei a competir, o pára-quedismo tinha mais apoio do governo e de patrocínios. Hoje em dia, quem compete deve ter uma condição financeira bem razoável para sustentar o esporte. Perdemos o apoio da Força Aérea, quem tinha patrocínio perdeu e é impossível conseguir novo – é quase um assassinato do esporte, mas não só com o nosso”, comenta.
Entretanto, o pára-quedismo não saiu da sua vida – ao contrário, é mais do que nunca uma profissão.
Apesar de morar em Curitiba, Pedro detém em Boituva a Out Law, escola de pára-quedismo onde ministra cursos e vem formando equipes de Trabalho Relativo.
A Out Law funciona desde 1994 e foi a primeira escola em Boituva a oferecer o AFF – Acelerated Free Fall, curso avançado em queda livre – e já formou mais de mil alunos.
Nessa função de instrutor de pára-quedismo, Pedro conta que acaba realizando entre 400 e 500 saltos por ano, em uma incrível média de mais de um salto por dia. “São uns dez saltos por fim de semana, durante a semana é mais difícil eu saltar”, explica ele, que sempre teve o sucesso de chegar ileso ao chão.
Já vi incidentes acontecerem com amigos, mas eu mesmo nunca tive uma fratura no pára-quedismo. “Já me quebrei bastante de moto, quando era moleque, e acho o pára-quedas cem vezes mais seguro que a moto” afirma.
Mesmo tendo a vida centrada no pára-quedismo, Pedro confessa que só tem saltado profissionalmente. Independente disso, também diz que não perdeu em nada a motivação que sentia lá no início, há 20 anos atrás.
“Sem dúvida, ainda é a mesma adrenalina. Resumidamente, é uma mistura de adrenalina com liberdade - é o máximo! Ensinar o pessoal também é bom, principalmente no salto duplo. É contagiante, porque você tem que levar a pessoa com jeito para ela não desistir”, conta.
Esse cara, que já participou de grandes formações com até cem pessoas – recorde na Califórnia em meados dos anos 90 – e transpira experiência em formações comuns de TR, esteve dando uma canja na Aerofesta IV, que aconteceu de 27 de dezembro a 1o de janeiro desse ano em São José (SC).
Sempre dando uma força na organização, desde a primeira edição do evento, Pedro ficou, dessa vez, como responsável técnico. Além disso, fez alguns saltos duplos com leigos no esporte e também com alguns alunos (veja as fotos).
Passar adiante seus conhecimentos sobre as técnicas do vôo parece ser, hoje, seu principal objetivo em relação ao pára-quedismo.
Pedro conta que a meta para 2003 é reativar a equipe de competição da Out Low para participar do Campeonato Brasileiro.A idéia é formar uma equipe de oito e duas equipes de quatro pessoas – ambas com os mesmos integrantes.
Fonte:
Pedro Henrique Hilu
Equipe INEMA
Fonte:
Pedro Henrique Hilu Cidade:
São José-SC Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Patrícia Mallmann Garcia DATA: 17/01/2003
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Fotos aéreas by Joshua
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Paulo Hilu (de vermelho e branco)
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