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Dias 18 e 19 de janeiro de 2003 aconteceu a 2ª Etapa do 15º Campeonato Brasileiro de Jet Ski 2003, em Piçarras (SC). Confira a matéria feita com Laércio, que participou da categoria freestyle estreantes.
Mesmo tímido até para falar, Laércio Kumana demonstra que manja muito bem de jet ski, mas não se enaltece por causa disso. Apegado aos pais, que sempre estiveram junto dele, o incentivando a continuar no esporte que pratica, ele nos conta um pouco sobre o seu início nas competições de jet ski e nos resultados que tem conseguido. Sempre com muita modéstia, uma de suas principais características.
Quando era pequeno Laércio costumava ir para a beira da praia ou da lagoa a fim de assistir aos praticantes de jet ski fazerem suas manobras radicais sobre as águas. "Sempre pensava: 'pô, um dia vou fazer isso aí também'", lembra Laércio.
Há três anos, quando tinha 27, ele ganhou um jet ski para lazer e passeio e toda a paixão de menino veio à tona. Começou a pilotar jet nos finais de semana e se envolver com o esporte cada vez mais.
Um ano depois surgiu o desejo e a oportunidade de competir. Participou da primeira etapa da Liga Paulista de Jet Ski e logo de saída, com a sorte de um marinheiro de primeira viagem, conseguiu subir ao pódio em um excelente 3° lugar.
"Quando eu vi que o meu jet valia uns 4 mil e dos que eu estava concorrendo eram uns 40 mil, percebi que havia ido super bem e que ia continuar brigando com este mesmo jet", recorda Laércio.
Na segunda etapa conseguiu se destacar e subiu ao ponto mais alto do pódio, conquistando a primeira colocação. Na terceira etapa não repetiu o mesmo feito, mas conseguiu conquistar a segunda posição. Na quarta etapa conquistou a primeira colocação, consagrando-se, então, campeão da Liga Paulista de Jet Ski de 2002.
Já que havia vencido este obstáculo, decidiu entrar de cabeça no Campeonato Brasileiro, que teve sua primeira etapa realizada em dezembro de 2002. Na primeira prova ficou em 1° lugar, mas na segunda bateria caiu para a segunda colocação, resultando em um empate entre ele e o outro colocado.
"Pensei que fosse pagar mico indo lá no Brasileiro com meu jet que não chegava aos pés dos outros. Quando cheguei lá só conseguia pensar: 'o que eu estou fazendo aqui?'", conta Laércio, com um largo sorriso.
Em janeiro de 2003, chegou a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Jet Ski, ocorrido em Piçarras, na praia de Santa Catarina. Laércio percorreu oito horas de viagem de Campinas a região sul e teve alguns probleminhas ao chegar lá.
Saiu na sexta-feira de manhã e aterrisou em Piçarras às 17 horas, cansado da desgastante viagem. Contudo, como ainda não conhecia a região e não queria inaugurar no campeonato sem ao menos dar uma passadinha no mar de Santa Catarina, Laércio resolveu encarar e ficou treinando na água até escurecer.
Aí começaram os problemas. Quando chegou ao hotel, estava exausto e havia bebido muita água do mar salgado, o que não tinha o feito bem, já que nunca havia estado em um mar salgado como o de Piçarras.
As náuseas não o deixavam em paz e nada que comia se mantinha no estômago. Teve, portanto, que ser levado às pressas para o hospital da região e tomar soro.
No sábado iniciaram as competições e ele já queria até desistir, visto que não havia passado bem durante toda a noite anterior. Os amigos, entretanto, o aconselharam a ficar apenas no hotel e, quando as baterias iniciassem, iriam chamá-lo.
Ele se manteve no hotel até o início das provas. Realmente aquele não era o se dia. O cabo do jet quebrou e ele teve que trocar no meio da demonstração. Contudo, perdeu trinta segundos por causa disso o que, diga-se é muito quando só se tem dois minutos para demonstrar aos juizes todas a manobras que sabe fazer.
O domingo também não ajudou. No meio da apresentação o jet simplesmente parou devido a alguma pane no circuito do mesmo. Teve, portanto, que pegar um jet emprestado, de novo.
Ao final de tudo isso, Laércio ainda conseguiu ficar na segunda colocação no freestyle estreantes, o que é surpreendente levando em conta todos os incidentes pelos quais ele teve que passar.
Ao menos serviu para ele aprender uma lição. "Da próxima vez vou levar dramin e plazil", brinca Laércio que garante que esta segunda etapa será inesquecível.
"Realmente eu não vou me esquecer de Piçarras". diverte-se.
Ele agora se preocupa com a próxima etapa, que será no Rio de Janeiro. "Dizem que no Rio a água do mar é ainda mais salgada!", lamenta Laércio.
"Paitrocinado", ele já não está mais conseguindo dar conta de tantas despesas que o esporte necessita. Está, portanto, em busca de um patrocínio para o ajudar.
“Nossa, se eu conseguir um patrocínio, quero competir bem mais”, afirma.
Seu sonho, de disputar o Campeonato Mundial, só será possível quando conseguir um patrocinador. Até lá, vai continuar treinando, como seu pai (que o acompanha em todas as etapas), aconselha.
Patrocinadores, fiquem de olho, pois Laércio está chegando para arrasar!
Fonte:
Laércio Kumana
Equipe INEMA
Fonte:
Laércio Kumana Cidade:
Piçarras-SC-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 18/01/2003
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