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Dias 25 e 26 de janeiro de 2003 aconteceu o 1º Festival RCS de Windsurf e Kitesurf, em Tapes (RS). Um ambiente agradável levou muita gente para beira da lagoa. Veja quem estava lá!
Morador da cidade de Camaquã, há seis anos Carlos Ferrão começou a praticar um esporte que logo se tornou uma paixão.
Tudo começou quando foi a São Paulo em 1995 e comprou uma prancha de Windsurf sem saber ao certo como a usaria. Chegando em sua cidade natal, rapidamente se dirigiu a Arambaré, uma pequena região que possui uma lagoa, localizada a 30 quilômetros de Camaquã.
Sozinho, começou a ter suas primeiras aulas de windsurf meio sem saber por onde começar. Um rapaz, assistindo aquela cena de Carlos tentando se equilibrar em cima da prancha de windsurf, não se conteve e ofereceu ajuda.
Ele demonstrava grande desenvoltura com aquele aparelho que parecia ser tão estranho a Carlos. Por isso o auxiliou, dando algumas dicas a quem estava recém iniciando no esporte e que contava apenas com a força de vontade.
Depois de receber algumas noções de como velejar, Carlos passou a praticar o novo esporte nos finais de semana, quando ia a Arambaré e assim se manteve até no ano passado.
No verão de 2002, uma galera saiu de Tapes e foi velejar até a praia em que Carlos estava. Lá eles se conheceram, ficaram amigos e continuaram mantendo contato.
Desde então, Carlos sempre veleja em Tapes com a nova turma de conhecidos. Ele nem se importa com a grande distância de 65 quilômetros que separa Camaquã e Tapes. Chega inclusive a deixar seu equipamento lá, junto com os amigos.
Neste final de semana, dias 25 e 26 de janeiro, surgiu a oportunidade de sair um pouco da brincadeira e partir para um lance mais sério. No 1° Festival de Windsurf realizado em Tapes pelos seus amigos, Carlos resolveu encarar o desafio e participou da primeira regata de sua vida.
“Foi super diferente, pois uma coisa é só velejar olhando a lagoa e curtindo a natureza. Outra são as disputas, que mexem com a gente, dão uma adrenalina”, conta. Mesmo assim, já adianta que não tem a menor pretensão de encarar as competições de forma mais profissional.
“Não quero ter que me estressar em ir às competições para ganhar. Pelo contrário, só vou lá para brincar, me divertir, confraternizar com os amigos”, salienta Carlos, que conseguiu ficar em sétimo lugar na categoria Estreantes.
Ele diz que ainda falta muita técnica, mas com esta nova turma que formou acredita que poderá trocar idéias e evoluir no esporte junto com eles.
Esse entusiasmo de quem está descobrindo uma nova paixão tem contagiado não apenas a Carlos, mas também a suas filhas, de 10 e 13 anos.
Ele as colocou em uma escolinha de windsurf e desde então elas passaram a acompanhá-lo na praia. O resultado tem surtido um efeito muito positivo. “É muito legal porque a gente fica mais junto e o meu relacionamento com elas fica mais forte”, revela Carlos.
E para ele não ser passado pelas garotinhas, Carlos também tem feito treinos “extra água”, praticando tênis e futebol. “Como para o wind é preciso bastante resistência nos braços e mãos, o tênis me completa, pois eu movimento ambas partes do corpo”, afirma.
Mas em relação a alimentação, ele admite que não se preocupa muito. “Não muito adepto ao sofrimento. Como de tudo um pouco”, conta, com um largo sorriso.
Ou seja, o que ele realmente gosta é de se divertir, sem estresse! Ele explica que a finalidade do windsurf é justamente essa. “Como o trabalho é meio puxado, eu uso o Wind para descansar. Quando estou na água, não penso em nada, é muito bom”, relata.
É em busca desta sensação que Carlos pretende continuar no esporte e, se depender dele, sempre junto com as filhas. Assim, além de se tornar um esportista cada vez melhor, exercitará ainda mais a difícil função de ser um bom pai.
Fonte:
Carlos Ferrão
Equipe INEMA
Fonte:
Carlos Ferrão Cidade:
Tapes-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Flávia Regina Pollo Date: 25/01/2003
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