|
Dias 25 e 26 de janeiro de 2003 aconteceu o 1º Festival RCS de Windsurf e Kitesurf, em Tapes (RS). Um ambiente agradável levou muita gente para beira da lagoa. Veja quem estava lá!
Em todas as áreas, em todos os locais, em todas as profissões, as mulheres estão buscando seu lugar e se destacando dentre a enxurrada de homens que invade os escritórios e participa de esportes mais radicais.
No windsurf, contudo, elas ainda são minoria. Estas poucas, porém, fazem uma grande diferença, pois competem em pé de igualdade com os homens e demonstram que não estão de brincadeira.
Cíntia Brito dos Andes é uma delas. Estudante de Educação Física, a garota começou a se envolver com o windsurf há pouco tempo, mas já deixa para trás muitos rapazes que manjam o esporte e o praticam com maior freqüência.
Natural de Porto Alegre, Cíntia começou a praticar o esporte em janeiro de 2002 na Raia 1, em sua própria cidade. Incentivada por Renato, que veleja há alguns anos, ela passou a treinar seguidamente e logo se encantou com o windsurf.
Os campeonatos foram surgindo naturalmente e ela foi sendo levada pelo interesse e pelo incentivo que recebia a participar das disputas. A princípio foram apenas competições a nível estadual. Em novembro, porém, surgiu a oportunidade dela participar do Campeonato Brasileiro em Fortaleza, no Ceará.
A possibilidade adveio da classificação que obteve nas eliminatórias que ocorreram no Rio Grande do Sul. Como se saiu vencedora, ganhou a viagem a Fortaleza para disputar o Brasileiro na categoria Starboard.
Foram três dias com cinco baterias realizadas. Na primeira delas, Cíntia obteve o quarto lugar. Nas outras quatro, contudo, ela mostrou a força da mulher gaúcha e conquistou a primeira posição. Na classificação geral, ela foi a Campeã Brasileira.
“Não esperava conseguir este título, pois o campeonato estava bastante disputado. Mas eu recebi o apoio do Renato e estava bem tranqüila. Na hora, então, foi só comemoração”, lembra, entusiasmada. Comemoração, aliás, feita em Jericoaquara/Fortaleza, onde passou uma semana após o campeonato.
Voltando a Porto Alegre e ainda embalada com as vitórias adquiridas, Cíntia disputou a última de etapa do Campeonato Gaúcho e consagrou-se campeã regionalmente também.
Os treinos na Raia 1 continuaram e ela passou a perceber algumas contatações entre um tipo de água e outro. Para ela, a maior diferença entre disputar em rio e em mar é em relação as ondulações. “No Guaíba as ondas são menores, mas mais constantes. No mar elas são maiores, mas mais espaçadas”, explica.
Em janeiro participou do Campeonato de Windsurf realizado em Tapes/RS, mas não conseguiu finalizar a disputa. “Fiquei em terceiro lugar no sábado e não pude disputar no domingo, pois me deu uma cãibra e eu já estava bem cansada”, lamenta Cíntia.
Nada, contudo, que a cause preocupação, pois há muitos outros planos em vista. Com o dinheiro da prancha que ganhou no Campeonato Brasileiro, Cíntia planeja ir para a Califórnia em abril de 2003.
Ela quer trabalhar e, se possível, velejar. Se houver alguma competição, ela topa. Basta saber com que prancha participará.
Fonte:
Cíntia Brito dos Anjos
Equipe INEMA
Fonte:
Cintia Brito dos Anjos Cidade:
Tapes-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Flávia Regina Pollo Date: 25/01/2003
<%insert_data_here%>
|
Cintia e Renato...como eles combinam, hein!
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|