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Dias 25 e 26 de janeiro de 2003 aconteceu o 1º Festival RCS de Windsurf e Kitesurf, em Tapes (RS). Um ambiente agradável levou muita gente para beira da lagoa. Veja quem estava lá!
Ele era obeso, sedentário, fumava, mas tinha um sonho: praticar algum esporte náutico. A determinação e a garra fizeram dele um grade vencedor. Confira a história de Luiz Fernando Lima Albernaz.
Nascido em Rio Grande, às margens da Lagoa dos Patos, Luiz Fernando Lima Albernaz nunca foi muito preocupado em manter a forma e levar uma vida saudável. Sua alimentação não era balanceada e a preguiça (ou o comodismo) não o estimulavam a ser diferente.
Contudo, dentro de si, havia um desejo adormecido, embora latente, de mudar de vida. Ele passou a perseguir este sonho e, aos poucos, conseguiu realizá-lo.
O primeiro contato com a grade virada ocorreu há aproximadamente cinco anos atrás, em um passeio que fez ao Uruguai. Quando retornou ao Brasil, realizou algumas aulas de windsurf em Florianópolis e continuou o aprendizado na Raia 1, em Porto Alegre.
O esporte foi como amor a primeira vista: logo o encantou. “Para mim, é um esporte completo, pois trabalha o corpo, a mente e a interação com a natureza”, salienta Luiz Albernaz, que admite sempre ter gostado dos esportes náuticos, pois nasceu a beira de uma Lagoa e ela sempre exerceu muita influência em seus gostos.
Albernaz, então, passou a treinar todos os finais de semana e a prática do windsurf fez com que a transformação em sua vida que há tantos anos estava buscando, acontecesse naturalmente.
Ele foi perdendo o vício de fumar, a alimentação passou a ser mais observada e ele começou a jogar tênis e fazer musculação. Repentinamente Albernaz havia mudado totalmente hábitos.
As conseqüências que esse ato acarretou foram muito positivas e refletiram até na sua vida profissional. “Como sou médico, sempre aconselhava meus pacientes a praticarem algum esporte, a cuidarem do corpo e da alimentação e eu não fazia nada. Queria parar com aquela velha história de ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’”, salienta Albernaz.
Ele diz que foi estimulado também por um depoimento de Kevin e Matt Pritchard, dois velejadores, que, em uma entrevista para uma revista especializada no assunto, disseram que o conselho que dariam às pessoas é o de seguirem seus próprios sonhos.
“Eles falaram que tudo é possível desde que se persiga o objetivo com intensidade”, lembra Albernaz. E completa: “Foi isso que eu fiz”.
Seu exemplo serviu para que outras pessoas deixassem de lado o medo de recomeçar e partissem diretamente para a mudança. Médicos, amigos e até seu sobrinho resolveram encarar algum esporte diferente, iniciando um outro estilo de vida.
Modesto, ele não atribui a si o fato destas pessoas se “converterem”, mas ao que sente em relação ao esporte. “Acho que a paixão é contagiosa”, frisa.
As competições também vieram naturalmente, desde que começou a velejar, pois, como ele mesmo destaca, no windsurf há disputas para quem está recém aprendendo o esporte. “Isso incentiva aos atletas a continuarem praticando e os mantêm animados para buscarem um aperfeiçoamento”, comenta Albernaz.
Também ressalta a receptividade dos pilotos mais experientes no windsurf. “Devo meus agradecimentos aos ícones do windsurf que promovem estas competições considerando o nível de aprendizado de cada um”, elogia Albernaz, que sempre encontrou as portas abertas em qualquer estabelecimento para a prática do windsurf.
Aliás, ele acredita muito no futuro do esporte, visto que é uma modalidade recente (a patente foi dada a Schweitzer e Drake em 1970) e ainda tem muito para se desenvolver.
“Para o futuro, eu vejo uma revolução no windsurf em termos de esporte de estratégia. Hoje, por exemplo, quase 100% do material que usamos é importado. Talvez daqui a alguns anos possa já ser desenvolvido dentro do Brasil”, prevê Albernaz.
Dentro do esporte, o objetivo mais próximo é o de velejar no mar (que é mais difícil que em Lagoas) e passar a desenvolver manobras de windsurf.
Mas o que ele gostaria mesmo é de passar aos outros que nunca desistam dos seus sonhos. “Vá atrás dos seus sonhos, faça o que você quiser. Se quiser velejar, mesmo morando em uma fazenda, vá atrás, nunca desista”, finaliza com um ótimo conselho.
Agora sim ele poderá dizer: “Faça o que eu digo e o que eu faço”. E garante que os resultados serão apenas positivos.
Fonte:
Luiz Fernando Lima Albernaz
Equipe INEMA
Fonte:
Luiz Fernando Albernaz Cidade:
Tapes-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Flávia Regina Pollo Date: 25/01/2003
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