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Itaimbezinho

Em 1982 e 87 um apaixonado por motos visitou o Intaimbezinho. Confira como foram as viajens de Hilton Simões.

Em 1982 Hilton Xavier Simões realizou uma viagem ao Itainbézinho numa moto XL125. Com a cara e a coragem, enfrentou dois dias de estrada sozinho. Partindo de Porto Alegre, passando por São Francisco até chegar ao seu destino.

Comprou calça e bota de cross, além de uma roupa impermeável para a viagem. Mesmo com todos esse apetrechos tomou o maior banho de chuva e passou muito frio. A única peça de roupa quente eram as luvas, que foram esquecidas próximas ao cano de descarga e acabaram incendiando.

Em São Francisco conheceu dois rapazes de Novo Hamburgo, eles o acompanharam até uma parte do percurso. Quando conseguiu companhia ficou mais tranqüilo. “Se a moto estragasse teria dois para me ajudar a carregar”, lembra Hilton.

Quando finalmente chegou ao Itainbézinho lembrou da serração, que sobe a partir das cinco da tarde. Não tinha levado barraca, apenas uma rede e foi nela que se acomodou para jantar. Tinha pão de sandwiche, ervilha, milho e carne enlatada. “A noite foi inesquecível. Tu escuta vários ruídos, galho estalado, gritos de animais e não sabe o que é”, comenta Hilton.

No dia seguinte seguiu viagem, passou por dentro do Rio das Cobras, pela Trilha dos Burros e chegou a Praia Grande em Sta. Catarina.

Voltando para casa passou por Torres, Imbé e tentou chegar em Cidreira. Como se perdeu voltou alguns quilômetros e foi de Tramandaí para Osório, de onde veio para Porto Alegre. Foram dois dias de viagem realizados por um rapaz de 21 anos, apaixonado por motos desde os 15.

Cinco anos mais tarde, casado com Ieda Giongo Simões, Hilton a convidou para “conhecer Deus”. Em 1987 o casal foi ao Intaimbézinho em uma DTN, o percurso foi o mesmo, mas o local já estava modificado. Havia restaurantes e quartos para visitantes.

Os quartos eram feitos nas garagens das casas, quase todos tinham infiltração, então o casal preferiu dormir na barraca. A noite, a pesar dos barulhos assustadores, é linda dá para ver todas as estrelas.

Durante o dia a vista não fica por menos, esse é o melhor momento para realizar o “batizado”. “Tapei os olhos da minha esposa e a levei próximo a beira do penhasco, quando ela abriu os olhos ficou encantada com a beleza e a altura”, explica Hilton.

Há vinte anos o local ainda era completamente selvagem e a vista encantadora. Até hoje continua assim, só que não é mais permitido acampar no local. Quem quiser visitar pode passar o dia, nunca esquecendo que lugar de lixo é na lixeira.

Quem quiser fazer o “batizado” com os amigos, ou namorada (o), não esqueça que é para chegar próximo não na beira do penhasco.

Hilton é Engenheiro Civil e trabalha na Hiaton Construção Civil, o gosto pela aventura continua até hoje. Sempre que possível ele põe a mota na estrada.

Fonte
Hilton Xavier Simões
Equipe INEMA

Fonte: Hilton Xavier Simões
Cidade: Itaimbé-RS
Fotos: Hilton Xavier Simões
Publicado: Patrícia Mallmann Garcia
DATA: 30/01/2003 <%insert_data_here%>

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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